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  1. Introdução Há alguns anos a rede feita com cabo de par trançado vem substituindo as redes construídas com cabos coaxiais de 50 Ohms devido principalmente a facilidade de manutenção, pois com o cabo coaxial é muito trabalhoso achar um defeito, pois, se houver um mau contato ou qualquer problema com as conexões em algum ponto da rede o problema se refletirá em todas as maquinas da rede, o que não acontece em uma rede de par trançado. O cabo par trançado surgiu com a necessidade de se ter cabos mais flexíveis e com maior velocidade e de transmissão . Características Este cabo consiste em um par de fios elétricos de cobre ou aço recoberto de cobre (aumenta a resistência à tração). Os fios são recobertos de uma camada isolante, geralmente de plástico, e entrelaçados em forma de trança (de onde surgiu o seu nome). Este entrelaçamento é feito para se evitar a interferência eletromagnética entre cabos vizinhos e para aumentar a sua resistência. O conector utilizado é o RJ-45. Sua transmissão pode ser tanto analógica quanto digital. Na transmissão analógica, para o qual foi originalmente construído, é necessário um amplificador a cada 5 ou 6 km. Na transmissão digital, um repetidor é necessário a cada 2 ou 3 km. Além do uso em redes de computadores, o cabo par trançado é muito utilizado em telefonia, ligando aparelhos telefônicos a centrais ou a um centro de comutação privado (PABX), ele é usado em ligações com multiplexação de 24 ou 30 canais, com uma banda de passagem de 268 ou 312 kHz. Dados digitais são transmitidos usando-se modems de até 9600bps em PKS e multiplexação, com banda agregada de 230 kbps. Também é utilizado em transmissões digitais, como na interligação de centrais telefônicas com PCM de 24 ou 30 canais e taxa agregada de 1,5 ou 2 Mbps. Vantagens e Desvantagens Tem como vantagem se atingir maior taxa de transferência podendo trabalhar não somente a 10 Mbps, mas também a 100 Mbps (Fast Ethernet) ou até 1000 Mbps (1 Gigabite Ethernet). Sua desvantagem consiste no fato de ser suscetível à interferência e ao ruído, inclusive "cross-talk" de fiações adjacentes, mas para se solucionar estes problemas foram desenvolvidos dois tipos de cabo par trançado: o par trançado sem blindagem (UTP) e o par trançado com blindagem (STP). Tipos de Cabo Par Trançado Como vimos anteriormente, existem dois tipos básicos de cabos par trançado: UTP - Unshielded Twisted Pair - Par trançado sem blindagem. Este é sem duvida o cabo mais utilizado em redes de computadoes, pois, é de fácil manuseio, instalação e permite maiores taxas de transmissão em relação aos cabos coaxiais. STP - Shielded Twisted Pair - Par trançado com blindagem. O cabo blindado STP é muito pouco utilizado sendo basicamente necessários em ambientes com grande nível de interferência eletromagnética. Podem ser encontrados com blindagem simples ou com blindagem par a par. Deve-se dar preferência a sistemas com cabos de fibra ótica em ambientes com agressivos ruídos eletromagnéticos, pois estas são imune a qualquer tipo de ruído eletromagnético, ou quando se desejam grandes distâncias ou altas velocidades de transmissão. Categorias Os UTPs são divididos em 5 categorias, levando em conta o nível de segurança e a bitola do fio, onde os números maiores indicam fios com diâmetros menores. Categoria 1 : sistema de telefonia; Categoria 2 : UTP tipo 3 definido pela IBM. Baixa transmissão. Categoria 3 : transmissão de até 16 Mhz. Utilização típica em até 10 Mbps. Categoria 4 : transmissão de até 20 Mhz . Utilização típica em até 16Mbps. Categoria 5 : transmissão de até 100 Mhz. Utilização típica em até 100Mbps. Padrões de Conectorização Conectorização T568A (Strainght Through) para 10BaseT e 100BaseT Conectorização T568B (Half Cross) para 10BaseT e 100BaseT Conectorização T568A (Strainght Through) para 1000BaseT (Gigabit Ethernet) Conectorização Cross Over (Cruzamento Total) T568A para 1000BaseT (Gigabit Ethernet) Cabo UTP O cabo UTP é um dos meios físicos mais utilizados nas redes modernas, apesar do custo adicional decorrente da utilização de hubs e outros concentradores. O custo do cabo é mais baixo, e a instalação é mais simples. Basta ligar cada um dos computadores ao hub ou switch. Cada computador utiliza um cabo com conectores RJ-45 em suas extremidades. As conexões são simples porque são independentes. Para adicionar um novo computador à rede, basta fazer a sua ligação ao hub, sem a necessidade de remanejar cabos de outros computadores. Cabo UTP com conectores RJ-45. Cabos de rede podem ser comprados prontos, com diversas medidas. É prático usar cabos prontos quando seu uso é externo, ou seja, não embutido na parede. São os casos dos cabos que ligam o computador ao hub ou tomada, e também dos inúmeros cabos que interligam os equipamentos de rede nos racks, como mostraremos mais adiante. Conectores RJ-45. A figura acima mostra um conector RJ-45 na extremidade de um cabo de par trançado. Para quem vai utilizar apenas alguns poucos cabos, vale a pena comprá-los prontos. Muitas lojas montam esses cabos sob medida. Para quem vai precisar de muitos cabos, ou para quem vai trabalhar com instalação e manutenção de redes, vale a pena ter os recursos necessários para construir cabos. Devem ser comprados os conectores RJ-45, cabos, um alicate para fixação do conector e um testador de cabos. Cabo UTP com seus quatro pares trançados. A figura anterior mostra a extremidade de um cabo UTP usado em redes, já desencapada e com seus quatro pares à mostra. Um desses pares tem um fio azul escuro, trançado com um outro fio que pode ser azul claro ou então, branco com listras azuis. Da mesma forma, um par tem um fio laranja trançado com um fio branco com listras laranjas, um fio verde trançado com um fio branco com listras verdes e um fio marrom trançado com um fio branco com listras marrons. Dependendo do cabo, os fios brancos listrados citados podem apresentar as cores laranja claro, verde claro e marrom claro, respectivamente. Note que apesar das extremidades dos oito fios desencapadas, visto acima, com a parte de cobre à mostra, não desencapamos essas extremidades quando montamos um cabo de rede. O conector RJ-45 tem contatos cortantes que penetram na cobertura plástica e atingem o condutor interno, fazendo o contato. A figura a seguir mostra em detalhes os conectores RJ-45, bem como a numeração dos seus contatos. Apesar do conector RJ-45 ter oito fios, as conexões por rede Ethernet usam apenas quatro fios. Entre os fios de números 1 e 2 (chamados de TD+ e TD– ) a placa envia o sinal de transmissão de dados, e entre os fios de números 3 e 6 (chamados de RD+ e RD– ) a placa recebe os dados. Nos hubs e switches, os papéis desses pinos são invertidos. A transmissão é feita pelos pinos 3 e 6, e a recepção é feita pelos pinos 1 e 2. Em outras palavras, o transmissor da placa de rede é ligado no receptor do hub ou switch, e vice-versa. Conectores RJ-45. Para quem faz instalações de redes com freqüência, é conveniente adquirir testadores de cabos, como os que vemos na figura abaixo. Lojas especializadas em equipamentos para redes fornecem cabos, conectores, o alicate e os testadores de cabos, além de vários outros equipamentos. Os testadores mostrados na próxima figura formam uma dupla, e são vendidos juntos. Para testar um cabo, conectamos em cada um dos testadores, uma extremidade do cabo. Pressionamos o botão ON/OFF e observamos os LEDs indicados no testador menor. Os quatro LEDs deverão acender seqüencialmente, indicando que cada um dos quatro pares está firme e com contato perfeito. Testadores de cabos. Um hub. A figura logo acima mostra um hub, um dos equipamentos que ligam os computadores em redes que utilizam par trançado. Existem hubs padrão Ethernet (10 Mbits/s) e Fast Ethernet (100 Mbits/s). Existem ainda os modelos duais, que permitem conexões com velocidades diferentes na mesma rede (10 Mbits/s e 100 Mbits/s). A maioria dos modelos hoje à venda são duais. Podemos encontrar hubs com conexões para 4, 6, 8, 12, 16, 24 ou 32 computadores. Os hubs e outros tipos de concentradores possuem em geral uma porta adicional chamada Uplink. Esta porta é usada para conectar os hubs (ou outros concentradores) entre si. Observe na figura anterior que a porta 8 tem uma indicada uma ligação com a porta adicional, que é o Uplink. Na verdade o Uplink é uma repetição desta porta (no nosso exemplo, da porta 8). Não é permitido fazer conexões simultâneas em ambas as portas. No hub do nosso exemplo, se a porta Uplink for usada, a porta 8 deve ficar sem conexão. Mais adiante mostraremos como são feitas as ligações com o uso da porta Uplink. Detalhe da conexão dos cabos no hub. Se você precisa implementar uma rede em que alguns computadores utilizam placas de 10 Mbits/s (computadores antigos) e outros utilizam placas de 100 Mbits/s, tome cuidado com o tipo de hub que vai adquirir. Existem modelos mais simples que, ao detectarem que existe pelo menos uma placa operando a 10 Mbits/s, obrigam todas as placas de 100 Mbits/s a reduzirem sua velocidade para 10 Mbits/s. Existem modelos de melhor qualidade que dividem as conexões em dois barramentos, um para cada velocidade. Desta forma, dois computadores equipados com placas de 100 Mbits/s poderão trocar dados nesta velocidade. Apenas quando um dos computadores envolvidos na comunicação utiliza placa de 10 Mbits/s esta velocidade será utilizada. Montagem de cabos UTP/RJ-45 Para montar cabos de rede com par trançado e conectores RJ-45, é preciso utilizar um alicate apropriado, como o que vemos a seguir. Este alicate é encontrado em lojas especializadas em acessórios para redes, e é normalmente chamado de alicate crimpador ou alicate de crimpagem. Existe também um modelo que é usado para conectores RJ-11, que têm 4 contatos e são usados para conexões telefônicas. Alicate para fixação de conectores RJ-45. Este alicate possui duas lâminas e uma fenda para o conector. A lâmina indicada com (1) é usada para cortar o fio. A lâmina (2) serve para desencapar a extremidade do cabo, deixando os quatro pares expostos. A fenda central serve para prender o cabo no conector. O alicate em detalhes. (1): Lâmina para corte do fio (2): Lâmina para desencapar o fio (3): Fenda para crimpar o conector São as seguintes as etapas da montagem do cabo: 1º Use a lâmina (1) para cortar o cabo no tamanho necessário Desencapando a cobertura externa e expondo os quatro pares do cabo. 2º Use a lâmina (2) para desencapar o cabo, retirando cerca de 2 cm da capa plástica. É preciso alguma prática para fazer a operação corretamente. A lâmina deve cortar superficialmente a capa plástica, porém sem atingir os fios. Depois de fazer um leve corte, puxe o cabo para que a parte plástica seja retirada. Desencapando a extremidade do cabo. 3º Você identificará quatro pares de fios: a) Verde / Branco-verde b) Laranja / Branco-laranja c) Azul / Branco-azul d) Marrom / Branco-marrom OBS.: Branco-verde significa “fio branco com listras verdes”. Em alguns cabos este fio é verde claro, ao invés de branco listrado de verde. O mesmo se aplica aos outros três pares, com as respectivas cores. 4º Procure separar os pares na ordem indicada no item 3. O par laranja / branco-laranja deverá ser desmembrado. O fio branco-laranja ficará depois do par verde/branco-verde. Depois virá o par azul/branco-azul. Depois virá o fio laranja, e finalmente o par marrom/branco-marrom. Desenrole agora os pares e coloque os fios na seguinte ordem, da esquerda para a direita: Branco-verde Verde Branco-laranja Azul Branco-azul Laranja Branco-marrom Marrom A operação completa é mostrada na figura abaixo. Procure posicionar os pares de modo que já fiquem dispostos na sua configuração definitiva, sem que seja preciso fazer grandes torções nos pares. Colocando os fios na ordem correta. 5º Use a lâmina (1) do alicate para aparar as extremidades dos 8 fios, de modo que fiquem todos com o mesmo comprimento. O comprimento total da parte desencapada deverá ser de cerca de 1,5 cm. 6º Introduza cuidadosamente os 8 fios dentro do conector RJ-45. Cada um dos oito fios deve entrar totalmente no conector. Observe o ponto até onde deve chegar a capa plástica externa do cabo. Depois de fazer o encaixe, confira se os 8 fios estão na ordem correta. Encaixando o cabo no conector RJ-45. 7º Agora falta apenas “crimpar” o conector. Introduza o conector na fenda apropriada existente no alicate e aperte-o. Nesta operação duas coisas acontecerão. Os oito contatos metálicos existente no conector irão “morder” os 8 fios correspondentes, fazendo os contatos elétricos. Ao mesmo tempo, uma parte do conector irá prender com força a parte do cabo que está com a capa plástica externa. O cabo ficará definitivamente fixo no conector. Finalmente use o testador de cabos para verificar se o mesmo está em perfeitas condições. Esteja preparado, pois a experiência mostra que para chegar à perfeição é preciso muita prática, e até lá é comum estragar muitos conectores. Para minimizar os estragos, faça a crimpagem apenas quando perceber que os oito fios chegaram até o final do conector. Não fixe o conector se perceber que alguns fios estão parcialmente encaixados. Se isso acontecer, tente empurrar mais os fios para que encaixem até o fim. Se não conseguir, retire o cabo do conector, realinhe os oito fios e faça o encaixe novamente. Olhando atentamente, observamos que alguns dos fios não ficaram totalmente encaixados. Protetor de borracha para o conector RJ-45 Nas lojas que vendem material para a montagem de cabos de rede, você encontrará também protetores de borracha, como os que vemos logo abaixo. Esses protetores estão disponíveis em várias cores, e é altamente recomendável usá-los. Protetores de borracha para os conectores RJ-45. O uso desses protetores plásticos traz vários benefícios: Facilita a identificação do cabo, com o uso de cores diferentes Mantém o conector mais limpo Aumenta a durabilidade do conector nas operações de encaixe e desencaixe Dá ao cabo um acabamento profissional Montar um cabo de rede com esses protetores é fácil. Cada protetor deve ser instalado no cabo antes do respectivo conector RJ-45. Depois que o conector é instalado, ajuste o protetor ao conector. Cabos com protetores de borracha. Testando o cabo Testar um cabo é relativamente fácil utilizando os testadores disponíveis no mercado. Normalmente esses testadores são compostos de duas unidades independentes. A vantagem disso é que o cabo pode ser testado no próprio local onde fica instalado, muitas vezes com as extremidades localizadas em recintos diferentes. Chamemos os dois componentes do nosso kit de testador e terminador. Uma das extremidades do cabo deve ser ligada ao testador, no qual pressionamos o botão ON/OFF. O terminador deve ser levado até o local onde está a outra extremidade do cabo, e nele encaixamos o outro conector RJ-45. Testando um cabo com dois conectores RJ-45. Uma vez estando pressionado o botão ON/OFF no testador, um LED irá piscar. No terminador, quatro LEDs piscarão em seqüência, indicando que cada um dos quatro pares está corretamente ligado. Observe que este testador não é capaz de distinguir ligações erradas quando são feitas de forma idêntica nas duas extremidades. Por exemplo, se os fios azul e verde forem ligados em posições invertidas em ambas as extremidades do cabo, o terminador apresentará os LEDs piscando na seqüência normal. Cabe ao usuário ou técnico que monta o cabo, conferir se os fios em cada conector estão ligados nas posições corretas. Montagem e teste de conectores RJ-45 fêmea na parede Ao montar uma rede em uma pequena sala, os cabos são muitas vezes passados ao longo da parede, fixados no rodapé. Muitas vezes os cabos vão de uma sala a outra, totalmente à vista. Apesar do aspecto deste tipo de instalação ser ruim, funciona bem. Apenas devemos evitar passar cabos de rede próximos à fiação da rede elétrica. As instalações são entretanto mais organizadas quando os cabos de rede passam dentro de conduítes próprios, por dentro das paredes. Nunca passe cabos de rede por conduítes que já sejam usados pela fiação da rede elétrica. Esses conduítes são instalados na parede durante uma obra anterior à instalação da rede e dos computadores. É preciso quebrar a parede, passar os conduítes e instalar as caixas de tomadas, cimentar, fazer o acabamento e pintar. Tomada de rede embutida na parede. Existem alternativas para este tipo de instalação. Em muitas empresas é usado um “piso falso”. Basta levantar as placas e passar os cabos sob o piso. Se não for o caso, podemos deixar o cabeamento de rede externo mas usar canaletas para proteger os cabos e dar um acabamento melhor. Nos pontos onde serão feitas as conexões, usamos caixas externas com tomadas de rede. Tomadas de rede em caixas externas. Tanto na tomada embutida como na externa encontramos conectores RJ-45 fêmea. O cabo da rede deve ser ligado internamente a esses conectores e fixado com a ajuda de uma ferramenta de inserção apropriada. Na figura abaixo vemos o aspecto do interior do conector RJ-45 fêmea. OBS.: O conector RJ-45 macho também é chamado de plug RJ-45. O conector RJ-45 fêmea também é chamado de jack RJ-45. Detalhes de conectores RJ-45 fêmea. A seguir é mostrada a ferramenta usada na fixação do cabo neste conector. Trata-se de uma ferramenta de impacto. Uma peça chamada blade (lâmina) faz simultaneamente o corte do excesso de fio e a fixação no conector. Tanto os conectores quanto esta ferramenta são encontrados nas lojas especializadas em suprimentos para redes. Ferramenta para fixação do cabo no conector RJ-45 fêmea. Para montar este conector, siga o seguinte roteiro: 1º Use um alicate crimpador para desencapar cerca de 3 cm do plástico que envolve o cabo. Ordem das logações dos fios no conector. 2º Encaixe cada um dos fios nas posições corretas. Em caso de dúvida, use a indicação das cores existente no próprio conector. Os fios devem ser totalmente encaixados nas fendas do conector, como vemos em detalhe na figura abaixo. Detalhe do encaixe dos fios no conector. 3º Para cada uma das 8 posições do conector, posicione a lâmina da ferramenta de inserção. A lâmina tem uma extremidade cortante que deverá eliminar o excesso de fio. Cuidado para não orientar a parte cortante na posição invertida. A parte cortante deve ficar orientada para o lado externo do conector. Aperte a lâmina firmemente no sentido do conector. A lâmina fará um impacto, e fixará o fio no conector, ao mesmo tempo em que cortará o seu excesso. Fixando os fios por impacto e cortando o seu excesso. 4º Uma vez pronto o conector, devemos testá-lo. A seção completa de cabo terá conectores RJ-45 fêmea em suas duas extremidades. Conecte nesses pontos dois pequenos cabos com conectores RJ-45 macho, previamente testados. Use então o mesmo procedimento usado nos testes de cabos de par trançado, já mostrado neste capítulo. 5º Depois que os conectores forem montados e testados, podem ser encaixados no painel frontal, conhecido como “espelho”. Finalmente este espelho deve ser aparafusado na caixa, e a instalação estará pronta. Fixe o conector no espelho e aparafuse o espelho na parede. Note que ao lado do espelho onde estão dois conectores RJ-45, existe um espelho com tomadas elétricas. Lembre-se que a fiação de rede e a fiação elétrica não devem compartilhar a mesma tubulação, mas você pode passar os fios de rede em tubulações telefônicas. O tipo de caixa e espelho usados na figura anterior são conhecidos no comércio como “4x4” (a caixa interna é um quadrado com quatro polegadas de lado). Também são comuns as caixas e espelho “4x2”. Usar uma caixa maior tem a vantagem de permitir mais facilmente a instalação de novas conexões, bastando trocar o espelho. Os produtores de tomadas e espelhos oferecem linhas de espelhos, tomadas e interruptores modulares com excelente apresentação. Entre esses módulos encontramos conectores RJ-11 para telefones e conectores RJ-45 para redes. Cabo “crossed” (crossover) É possível ligar dois computadores em rede utilizando par trançado, sem utilizar um hub. Para isso é preciso usar um cabo trançado (crossed ou crossover). Este cabo possui plugs RJ-45 em suas extremidades, porém é feita uma inversão nos pares de transmissão e recepção. Para isso, um plug RJ-45 é montado da forma padrão. O outro deve ser montado de acordo com o diagrama abaixo: Ligações em um dos conectores do cabo crossed. O funcionamento deste cabo é baseado nas inversões dos sinais TD e RD (transmissão e recepção): TD+ e TD- do primeiro conector ligados em RD+ e RD- do segundo conector RD+ e RD- do primeiro conector ligados em TD+ e TD- do segundo conector O método de teste deste tipo de cabo é o mesmo para cabos comuns. A única diferença é que a seqüência de acendimento dos LEDs será alterada. Ao invés dos LEDs acenderem na ordem 1o, 2o, 3o, 4o, acenderão na ordem 2o, 1o, 3o, 4o. Lembre-se que neste cabo, apenas um dos conectores deve ter as conexões feitas invertidas. O outro conector deve ter as conexões normais. [spoiler=Fonte] [spoiler=Fonte] [Hidden Content]
  2. Calculadora de Cabos Utilitário para auxiliar na estimativa da metragem de cabos do projeto. Basta inserir a distância do lance mais longo, o lance mais curto, pé direito da edificação e o número de pontos de rede. DOWNLOAD [Hidden Content] Scan do .rar [Hidden Content] Scan do .exe [Hidden Content] Credtios: Pablo Castelo e José Mauricio
  3. Dicas para dificultar que invasores tenham acesso à sua rede de Internet. Wi-Fi doméstico pode ser a parte mais insegura da sua conexão com a Internet. A rede sem fio, se mal protegida, pode expor o usuário a ataques de invasores na Internet. Embora nenhuma medida de segurança seja perfeita, alguns cuidados podem melhorar a segurança de sua rede e deixá-la mais difícil de ser invadida. Algumas medidas são: mudar e ocultar o nome da rede (SSID), alterar o nome de usuário e a senha de administrador, ativar um firewall, usar VPN, desativar o WPS, manter o firmware atualizado e desativar o gerenciamento remoto e serviços desnecessários. Veja as dicas. Mudar e ocultar o nome da rede (SSID) Boa parte dos usuários de roteadores Wi-Fi domésticos não mudam o nome da rede ao configurar o dispositivo, deixando a configuração padrão. O problema é que um invasor em potencial conhece os nomes que os fabricantes usam. Dessa forma, se eles puderem descobrir o tipo de roteador que você está usando, apenas olhando o nome da sua rede. Esse tipo de informação abre a porta para explorações mais sofisticadas que atacam o firmware do seu roteador. Um invasor pode explorar esse firmware diretamente e obter acesso de forma mais discreta. 'Vírus do roteador': entenda tudo Você precisa mudar o nome da sua rede Wi-Fi para algo diferente do padrão de fábrica. Complementando, também é importante ocultar o nome da rede, com o objetivo de dificultar ainda mais a sua identificação. Alterar o nome de usuário e a senha do Admin Dispositivos Wi-fi também vem com usuário administrador e uma senha padrão, e apesar do alerta do fabricante no manual, nem sempre os usuários mudam essa informação. Na hora de fazer essa mudança, lembre-se de mudar o nome de usuário do administrador para algo difícil de adivinhar e usar uma senha forte: com mais de 8 caracteres, maiúsculas, minúsculas e caracteres especiais (como ''#'', por exemplo). É aconselhável mudar a senha com frequência. Ou seja, a cada dois meses. Isso irá dificultar a possibilidade de alguém conseguir descobri-la. Aliado a tudo isso, com o novo nome e senha do Admin, acesse as configurações da sua rede Wi-Fi e use uma opção de criptografia forte na configuração da rede, e caso possua, desative sua rede de convidados. Verifique se você escolheu as configurações corretas de criptografia. Escolha "WPA2 Pessoal" para sua rede. Para o próprio algoritmo de criptografia, escolha ''AES''. Não inclua o TKIP. A AES fornece uma criptografia muito mais forte e é mais difícil de explorar. O TKIP só é incluído como uma opção para compatibilidade com versões anteriores, e se você realmente precisa do TKIP, atualize seus dispositivos. Ativar um firewall Nem todo roteador possui um firewall embutido, mas se o seu tem, ative-o. Pode servir como sua primeira linha de defesa. São especificamente projetados para filtrar o tráfego que entra e sai da sua rede, e podem bloquear tentativas de obter acesso através de portas não utilizadas. Mesmo que você tenha firewalls ativados em seus dispositivos, é uma boa ideia adicionar uma segunda camada de segurança. Afinal, é muito mais fácil impedir um intruso de lançar um ataque de dentro da sua rede, do que fora. Além disso, os invasores podem monitorar seu tráfego. Usar uma VPN Você não vai impedir que vizinhos tenham acesso a sua rede com uma VPN, mas pode evitar ataques de fora das proximidades da sua casa. Ao usar uma VPN, conecte-se primeiro ao servidor da rede privada, depois à Internet externa. Todo o tráfego parece vir da VPN. Isso inclui qualquer informação sobre sua rede local porque VPNs criam redes locais virtuais. Enquanto você estiver conectado, seu computador está em sua rede local física e a virtual. A Internet só pode ver o virtual. As VPNs têm o benefício adicional de tornar o seu tráfego parcialmente anônimo. Não, uma VPN por si só não o tornará completamente anônimo on-line, mas certamente ajuda. Escolha um serviço bom e confiável. Desativar o WPS WPS significa Wifi Protected Setup. É um sistema que permite conectar-se a uma rede Wi-Fi codificada sem entrar com uma senha. Existem algumas implementações diferentes, mas todas são relativamente similares. O WPS não é tão bom na prática, já que possui exploits conhecidos. O recurso vem ativado por padrão na maioria dos roteadores. Se você pode entrar com sua senha, não há necessidade de WPS. Então, você deve desativá-lo e, com isso, fechar as possíveis brechas de segurança. Firmware do roteador atualizado Como seu computador, o roteador possui um sistema operacional. Mas, ao contrário do PC, as atualizações de segurança não são automáticas. Você precisa atualizá-lo manualmente, via update de firmware. Alguns roteadores podem baixar suas atualizações de firmware da Internet. Em outros modelos, você precisa baixá-las e carregá-las manualmente. De qualquer forma, é necessário ficar atento a esse detalhe. As atualizações geralmente incluem correções de segurança importantes. Se deixar seu roteador sem essas correções, você pode estar permitindo que o aparelho e a rede permaneçam abertos a exploits conhecidos. É aconselhável verificar possíveis atualizações mensalmente. Se você tem conhecimentos técnicos, é possível considerar o uso de um firmware de roteador de código aberto personalizado. Existem alguns firmwares de pós-venda realmente bons que você pode usar no roteador. Desativar acesso remoto e serviços desnecessários Muitos roteadores possuem serviços de gerenciamento remoto. Em alguns modelos, são ativados por padrão. Não se engane aqui. Esta não é a interface web que você usa para gerenciar seu roteador na sua rede. O acesso remoto permite que alguém gerencie o roteador externamente. Isso significa que um invasor da Internet pode ter acesso à interface de gerenciamento do seu roteador. Não existem muitas razões práticas pelas quais você queira gerenciar o seu roteador de fora de sua rede, portanto, você não perderá muito ao desativar esse serviço. Outros serviços que não são estritamente necessários: alguns roteadores vêm com SSH ou o Telnet menos seguro ativado por padrão. Não há motivo para isso, especialmente porque você pode usar a interface da web do seu roteador. Alguns roteadores ainda têm FTP e Samba ativados por padrão para compartilhamento de arquivos. Ambos são fáceis de explorar. Se você os tiver, desative-os. Para desativar o acesso remoto e os serviços do roteador Wi-Fi, acesse o painel e procure por essas funções. Pronto! Com todos esses cuidados, a segurança da sua rede Wi-Fi estará mais confiável. Ainda assim, fique atento a qualquer atividade suspeita.
  4. Introdução Em 1966, num comunicado dirigido à Bristish Association for the Advancement of Science, os pesquisadores K. C. Kao e G. A . Hockham da Inglaterra propuseram o uso de fibras de vidro, e luz, em lugar de eletricidade e condutores de cobre na transmissão de mensagens telefônicas. A fibra óptica é um filamento de vidro, material dielétrico, constituído de duas partes principais : o núcleo, por onde se propaga a luz, e a casca que serve para manter a luz confinada no núcleo. Cada um destes elementos, núcleo e casca, possuem índices de refração diferentes fazendo com que a luz percorra o núcleo refletindo na fronteira com a casca. Transmissão Para criarmos um sistema de comunicação através de fibras ópticas, precisamos de alguns elementos além da fibra tais como receptores e Transmissores, que transformam o sinal elétrico em luminoso, e vice versa. A comunicação se estabelece da seguinte forma: O equipamento, hub ou estação de trabalho, envia uma mensagem codificada através de um pulso elétrico ao emissor que converte em pulso luminoso, este pulso luminoso percorre a fibra até atingir seu destino, onde encontra um receptor que recebe e converte novamente em pulso elétrico para que o outro equipamento possa interpretar a mensagem. Os emissores e receptores geralmente ficam alojados em equipamentos tais como hubs ópticos, placas ópticas e tranceivers. Os transmissores ópticos são responsáveis pela conversão dos sinais elétricos em sinais ópticos que serão transportados pela fibra. As fontes luminosas usadas são : LEDs (Light Emitting Diodes) : utiliza o processo de fotogeração por recombinação espontânea. Os cabos com este tipo de transmissão são mais baratos, além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior. LDs (Laser Diodes) : utiliza o processo de geração estimulada da luz. Os cabos com este tipo de transmissão são mais eficientes em potência devido a sua espessura reduzida. A largura de banda deste meio é potencialmente muito alta , podendo chegar a 5Ghz, e tende a ser limitada pela taxa de modulação máxima da fonte luminosa. Para os LEDs estas taxas variam entre 20 e 150 Mbps , taxas mais altas são possíveis usando LDs. Os receptores ópticos ou fotodetectores são responsáveis pela conversão dos sinais ópticos em elétricos. Devem operar com sucesso até nos menores níveis de potência ópticas possíveis, convertendo o sinal com o mínimo de distorção e ruído para garantir o maior alcance possível. Os fotodetectores mais utilizados são : PIN : este tipo de receptor é mais barato, além de serem mais adaptáveis à temperatura ambiente e de terem um ciclo de vida maior . AFD : este tipo de receptor apresenta um custo maior do o PIN , além de apresentar uma sensibilidade e uma relação sinal/ruído muito melhor que o PIN. Vantagens Banda passante alta: a transmissão óptica tem uma grande capacidade de transmitir informação em termos de largura de banda, a transmissão por freqüências de onda de luz é muito grande no espectro electromagnético, dado que a largura de banda é dependente da extensão da freqüência. Perdas de transmissão baixa: o poder do sinal luminoso é apenas reduzido ligeiramente após a propagação de grandes distâncias; Pequeno tamanho e peso: resolvem o problema de espaço e de congestionamento de dutos no subsolo das grandes cidades e em grandes edifícios comercias. É o meio de transmissão ideal em aviões, navios e satélites; Imunidade a interferências: não sofrem interferências eletromagnéticas, pois são compostas de material dielétrico, e asseguram imunidade à pulsos eletromagnéticos; Isolação elétrica : não há necessidade de se preocupar com aterramento e problemas de interface de equipamento, uma vez que é constituída de vidro ou plástico, que são isolantes elétricos; Matéria-prima abundante: é constituída por sílica, material abundante e não muito caro. Sua despesa aumenta no processo requerido para fazer vidros ultra-puros desse material; Desvantagens Fragilidade das fibras ópticas sem encapsulamento: deve-se tomar muito cuidado ao manusear-se uma fibra óptica, pois elas quebram facilmente; Dificuldade de conexões das fibras ópticas: por ser de pequena dimensão, exigem procedimentos e dispositivos de alta precisão na realização de conexões e emendas; Acopladores tipo T com perdas muito grandes: essas perdas dificultam a utilização da fibra óptica em sistemas multiponto; Impossibilidade de alimentação remota de repetidores: requer alimentação elétrica independente para cada repetidor, não sendo possível a alimentação remota através do próprio meio de transmissão; Falta de padronização dos componentes ópticos: o contínuo avanço tecnológico e a relativa imaturidade não tem facilitado o estabelecimento de padrões. Aplicações Redes de telecomunicações; Conexões de redes locais LANs e WANs; Redes de comunicações em ferrovias e metrôs; Redes para controle de distribuição de energia elétrica; Redes de transmissão de dados; Redes de distribuição de sinais de radiodifusão e televisão; Redes de estúdios, cabos de câmeras de televisão; Redes industrias, em monitoração e controle de processos; Interligação de circuitos dentro de equipamentos; Aplicação de controle em geral como em fábricas e maquinários ; Em veículos motorizados, aeronaves, trens e navios. Tipos de Fibras Ópticas Podemos encontrar três tipos de fibra óptica : Multimodo com índice degrau: este tipo de fibra foi o primeiro a surgir e é o tipo mais simples. Constitui-se de um único tipo de vidro para compor o núcleo, ou seja, com índice de refração constante. Possui capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal (interferência entre pulsos consecutivos, onde ocorre o espalhamento dos "modos" no decorrer do percurso) que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. São utilizadas em transmissão de dados à curta distância e em iluminações. O desempenho desta fibra não passa de 15 a 25 MHz. Multimodo com índice gradual: este tipo de fibra é composto por vidros especiais com diferentes valores de índice de refração, os quais tem o objetivo de diminuir as diferenças de tempos de propagação da luz no núcleo, devido aos vários caminhos possíveis que a luz pode tomar no interior da fibra, diminuindo a dispersão do impulso e aumentando a largura de banda da fibra. Possui taxas de transmissão igual a multimodo com índice degrau, entretanto são menos sensíveis à dispersão modal. Este tipo de fibra representa uma boa relação custo benefício para aplicações em redes locais, ela possibilita backbones de até 2 km sem repetição, opera com emissores do tipo LED, o que diminui consideravelmente o custo dos equipamentos envolvidos. Monomodo degrau : a luz percorre a fibra em um só "modo", evitando assim os vários caminhos de propagação da luz no núcleo, consequentemente diminuindo a dispersão do impulso luminoso. A principal característica desta fibra é a pequena dimensão do núcleo. Atualmente possuem grande importância em sistemas telefônicos. Pode atingir taxas de transmissão na ordem de 1 GHz. Quanto ao tipo de sinal suportado, tanto fibras multimodo quanto monomodo operam com sinais de dados, voz e imagem. Tipos de emendas Normalmente tem-se ema idéia apenas da fibra ligando uma ponta a outra da Rede, o que na maioria das vezes não é verdade. É muito comum encontrarmos emendas durante o trajeto que a fibra faz. Em vista disto estaremos descrevendo as características e aplicações dos principais processos de Emendas Ópticas. Emenda Óptica por Fusão das Fibras Como o próprio nome diz, este processo consiste em fundir uma fibra com uma outra fibra. Para que ocorra a fusão das fibras é necessária a utilização de uma Máquina de Emenda Óptica na qual duas fibras são alinhadas frente a frente mantendo-se uma pequena distância entre as mesmas. No local onde existe esta pequena distância, encontram-se de forma perpendicular com as fibras, dois "pólos" também alinhados frente a frente um com o outro. Faz-se passar energia elétrica de um pólo para o outro e devido à distância que existe entre os mesmos são formados arcos voltáicos, os quais aquecem as fibras até temperaturas altíssimas e provocam a fusão entre as mesmas. Além da Máquina de Emenda Óptica, são necessários também um Decapador de Fibra Óptica, utilizado para remover o revestimento da fibra sem danificá-la, e um clivador de fibra óptica utilizado para "cortar" as fibras num ângulo o mais reto possível para que as fibras estejam perfeitamente alinhadas na hora da fusão. O processo de Emenda Óptica por Fusão exige um custo alto nos equipamentos para a sua operação, entretanto agiliza as instalações e garante uma grande confiabilidade no sistema. Emenda Óptica Mecânica Este processo consiste em alinhar duas fibras com a utilização de um tipo de "luva" especialmente desenvolvida para tal finalidade, que mantém estas fibras posicionadas frente a frente, sem uni-las definitivamente. Para que seja possível a execução deste tipo de processo é necessário a aquisição de alguns materiais, dentre eles, um Kit de Ferramentas para Emenda Mecânica, as "luvas", e um Clivador de fibra óptica de precisão para cortar num ângulo o mais reto possível, para que as fibras estejam perfeitamente alinhadas na hora do fechamento da luva. O custo de investimento em materiais para a operação deste tipo de processo é relativamente reduzido, sendo a sua instalação relativamente fácil, obtendo-se com isso um tempo reduzido durante a instalação e uma grande facilidade de locomoção visto que os materiais são portáteis. Emenda Óptica por Acoplamento de Conectores Este processo no alinhamento de duas fibras, em cada fibra é colocado um conector óptico e estes dois conectores são encaixados em um acoplador óptico para que se torne possível o alinhamento das fibras sem uni-las definitivamente. Para que este processo seja possível é necessária a aquisição de alguns produtos, dentre eles, um Kit de ferramentas para conectorização de fibras ópticas, conectores ópticos e acopladores ópticos. O custo de investimento em materiais para a operação deste tipo de processo é bem reduzido, sendo a sua instalação um pouco mais trabalhosa do que nos processos anteriores, em vista disso destina-se um tempo maior para que se efetue a instalação. Exemplos de Cabos e Conectores O custo do metro de cabo de fibra óptica não é elevado em comparação com os cabos convencionais. Entretanto seus conectores são bastante caros, assim como a mão de obra necessária para a sua montagem. Um cabo de fibra óptica custa entre 100 e 400 dólares, dependendo do comprimento. Um curso de especialização em montagem de cabos de fibras ópticas custa cerca de 1000 dólares, e é ministrado pelos fabricantes dos cabos e conectores. A montagem desses conectores, além de um curso de especialização, requer instrumentos especiais, como microscópios, ferramentas especiais para corte e polimento, medidores e outros aparelhos sofisticados. Devido ao seu elevado custo, os cabos de fibras ópticas são usados apenas quando é necessário atingir distâncias maiores, para operar com taxas de transmissão mais altas, em ambientes com muita interferência eletromagnética e quando é necessária proteção contra descargas atmosféricas. Estrutura interna de um cabo de fibra óptica. A figura acima mostra a estrutura interna de um cabo de fibra óptica. A fibra propriamente dita forma o núcleo. Sua espessura é menor que a de um fio de cabelo. A maioria dos cabos de fibra óptica usados em redes têm fibras com espessura de 50 ou 62,5 microns. Cabos especiais chamados monomodo têm fibras de 8 o ou 10 microns (lembrando que 1 micron equivale a 1 milésimo do milímetro). O núcleo é revestido por uma camada também de vidro, chamada casca. O vidro usado na construção do núcleo tem um elevadíssimo grau de pureza, que é medida em partes por bilhão. Um revestimento de acrilato, uma espécie de plástico, forma a camada mais externa do cabo. Vários desses cabos elementares são reunidos formando cabos múltiplos. Os cabos óticos usados em redes de computadores têm até 48 pares de fibras. Cabos usados em telefonia possuem até 280 pares de fibras. Exemplos de cabos de fibras ópticas (2 e 4 fibras). A figura acima mostra a estrutura interna de um cabo com múltiplas fibras óticas. As fibras são reunidas aos pares em cabos com cerca de 0,85 mm de diâmetro. Um ou vários desses cabos duplos são envolvidos por fios de aramida, que são fibras que dão maior resistência ao cabo, evitando o seu esticamento. O conjunto dos cabos duplos e dos fios de aramida são envolvidos por uma capa plástica externa. O grande segredo da fibra óptica é a pureza do vidro utilizado. Este vidro é formado por processos químicos especiais que envolvem vaporização e deposição. Também é notável o seu processo de fabricação. O vidro é derretido em um forno com um orifício inferior, até que ocorre a formação de uma gota. Esta gota é puxada e descartada, e forma-se um pequeno filete que é esticado até a espessura desejada. A espessura é controlada por um processo computadorizado, e mantida no valor desejado. A seguir são aplicados a casca de vidro e o revestimento de acrilato. Como já visto, as fibras são divididas em duas categorias: monomodo e multimodo. A fibras monomodo são usadas em telefonia e em aplicações que exigem longas linhas, com vários quilômetros. Sua espessura é de 8 a 10 microns e nela trafega um feixe de laser, sem sofrer reflexão nas paredes. As fibras multimodo são mais baratas. Têm espessura de 50 ou 62,5 microns e alcance de até 2 km (alguns tipos chegam a apenas algumas centenas de metros). Este tipo de fibra é usado em redes locais. O feixe de luz sofre várias reflexões ao longo das paredes internas da fibra, ocasionando um espalhamento do sinal, o que a torna inadequada para distâncias maiores que 2 km. Por outro lado, permite usar fontes de luz mais baratas, como LEDs. São produzidas em cabos com 2, 4, 6, 8, 10, 12 ou mais pares de fibras. O cabo mais simples possui um par de fibras, sendo que cada uma transporta a luz em uma direção. Cabo com conectores ST. Você encontrará vários tipos de conectores usados nos cabos de fibra óptica. Um deles é o conector ST, mostrado no cabo da figura acima. Note que em cada extremidade existem dois conectores, um usado na transmissão e outro na recepção. Observe que nas extremidades dos conectores existem protetores plásticos, que devem ser retirados quando o cabo for acoplado ao conector da placa de rede, hub, switch ou outros equipamentos. Os protetores plásticos mantém as extremidades da fibra livre de choques mecânicos, poeira e sujeira em geral. Outro tipo de conector utilizado é o SC. Trata-se de um conector duplo, cujo encaixe é feito de forma simultânea para o canal de transmissão e o de recepção. Cabo com conectores SC. A figura abaixo mostra outro tipo de conector bastante comum, o MTRJ. Também é um conector duplo, ou sejam realiza a conexão de duas fibras, uma para transmissão e outra para a recepção. Cabo de fibra óptica com conectores MTRJ. Muitos dispositivos, como placas de rede, hubs e switches possuem conexões diretas para cabos de fibras óticas, utilizando um dos padrões de conectores aqui citados. Ainda assim, qualquer conexão de rede baseada em cabos convencionais (ex: RJ-45 ou coaxial) pode ser convertida para cabos óticos, usando pequenos dispositivos chamados conversores de mídia (figura a seguir). Normalmente esses conversores podem ser montados em racks, e qualquer cabo elétrico de rede pode ser convertido para cabos óticos. Existem conversores entre RJ-45 e ST, RJ-45 e ST, RJ-45 e MTRJ, RJ-45 e VF-45, etc. Conversor de UTP para fibra ótica. Para conectar dois equipamentos em rede que já possuam conexões para cabos óticos, porém com conectores diferentes, podemos utilizar cabos híbridos, ou seja, com conectores diferentes em cada extremidade (figura abaixo). Existem cabos híbridos SC/ST, SC/MTRJ, ST/VF-45, etc. Cabo híbrido SC/ST. Nunca olhe diretamente o feixe de luz que sai de um cabo de fibra ótica. A alta intensidade da luz pode causar danos irreversíveis à visão, inclusive cegueira. Alguns conectores possuem proteção, mas não é bom facilitar. Algumas placas de rede possuem conexão direta para cabos de fibras ópticas. A placa mostrada na figura a seguir tem dois conectores tipo SC. É mais fácil encontrar placas para fibras óticas nos padrões Gigabit Ethernet e 10-Gigabit Ethernet. Placa de rede com conectores para fibras óticas. A figura abaixo mostra alguns exemplos de conexões utilizando cabos ópticos. Os três switches mostrados possuem conexões ópticas no padrão 100Base-FX. Alguns computadores desta rede usam placas de rede com conexão para fibras ópticas, nos padrões 100Base-FX. Dois desses computadores usam placas de rede comuns (100Base-T), e por isso utilizam conversores de mídia (media converters), acoplando as fibras ópticas à placa de rede comum. Rede usando cabos de fibra óptica. [spoiler=Fonte] [Hidden Content]
  5. Introdução O cabo coaxial foi o primeiro cabo disponível no mercado, e era até a alguns anos atrás o meio de transmissão mais moderno que existia em termos de transporte de bits, embora ainda hoje seja usado para a mesma finalidade. Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que por sua vez é envolto em um condutor cilíndrico, freqüentemente na forma de uma malha entrelaçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora, que evita o fenômeno da indução, causada por interferências elétricas ou magnéticas externas. Características O cabo coaxial mantém uma capacidade constante e baixa, independente do seu comprimento, o que lhe permite suportar velocidades da ordem de megabits/segundo, sem a necessidade de regeneração do sinal e sem distorções ou ecos. A forma de construção do cabo coaxial lhe oferece uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos e, por isso, eram o meio de transmissão mais usado em redes locais. A figura abaixo mostra os componentes utilizados nas conexões com cabos Thin Ethernet. Os conectores ”T” são acoplados ao conector BNC da placa de rede, e nele são conectados os cabos que ligam o PC aos seus vizinhos. O terminador deve ser ligado no último conector “T” da cadeia. Vantagens e Desvantagens Algumas vantagens do cabo coaxial: baixos custos de implementação, topologia simples de implementar, resistência à ruídos e interferências. Algumas desvantagens do cabo coaxial: distâncias limitadas, baixo nível de segurança, dificuldade em fazer grandes mudanças na topologia da rede. Classificação Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados: Coaxial fino (Thin Ethernet - 10Base2) Coaxial grosso (Thick Ethernet - 10Base5) Existem cabos com impedância de 50 Ohms, 93 Ohms, 95 Ohms, 100 Ohms. Descreveremos a seguir as características físicas e dimensionais de alguns cabos existentes no mercado de acordo com a sua impedância citadas acima. Cabo Coaxial Fino (10Base2) O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é o meio mais utilizado em redes locais. A topologia mais utilizada é a topologia em barra. O método de acesso ao meio usado em cabos coaxiais finos é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Sua instalação é facilitada devido ao fato de que o cabo coaxial fino é mais maleável. Possui maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa freqüência, pois sofre menos reflexões, devido às capacitâncias introduzidas na ligação das estações do cabo, do que o cabo grosso. Cabo Coaxial Grosso O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5 ou "Mangueira de jardim amarela", é utilizado para transmissão analógico. Em redes locais, a banda é dividida em dois canais ou caminhos: caminho de transmissão (Inbound) e, caminho de recepção (Outbound). É muito utilizado para aplicações em redes locais com integração de serviços de dados, voz e imagens. Necessita de amplificadores analógicos periódicos, que transmitem o sinal num único sentido, assim, um computador que envia um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele se houver um amplificador entre eles. Para solucionar este problema foram criados os sistemas com cabo único e com cabo duplo. No cabo duplo, toda transmissão é feita no cabo 1 e toda recepção ocorre no cabo 2. No cabo único, é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. Sua instalação requer prática e pessoal especializado. Montagem de cabos Thin Ethernet Atualmente não se montam redes usando cabos coaxiais, já que caíram em desuso. Mas é possível que se precise dar manutenção nessas redes, o que inclui a confecção de cabos. Se esta operação é feita de forma esporádica, pode-se encomendar cabos sob medida em lojas especializadas. Como também esses cabos podem ser montados. O material necessário e as ferramentas são encontrados em lojas especializadas em equipamentos e suprimentos para redes. A figura abaixo mostra duas ferramentas necessárias à montagem de cabos coaxiais. A primeira serve para desencapar o cabo, e a outra é um alicate crimpador, usado para fixar o conector no cabo. Ferramentas usadas na montagem de cabos coaxiais. O conector BNC é vendido desmontado, como mostra a figura a seguir. Um pino central deve ser fixado no condutor mais interno do cabo. A parte maior do conector fará contato com a blindagem externa. Uma peça metálica adicional firmará o cabo no conector. Peças que formam um conector BNC. Corte o cabo e introduza-o no anel metálico. A seguir desencape o cabo como mostra a figura abaixo, usando a ferramenta apropriada. Note que o cabo coaxial RG58 é formado por quatro camadas, de dentro para fora: Condutor intero Isolador plástico Malha condutora externa Capa plástica Desencapando o cabo. Observe que o tubo metálico externo, a esta altura já posicionado no cabo, ficará sobre a sua capa plástica externa. Já a extremidade do conector BNC, mostrada na figura a seguir, deverá ficar sob a malha condutora do cabo. Conector BNC e tubo metálico externo. Corte o excesso da malha externa e junte o tubo metálico ao conector. Use o alicate crimpador para prender este tubo ao conector. Nas lojas que vendem o material para a construção desses cabos, podemos ainda encontrar uma jaqueta plástica externa para o conector, como no cabo que vemos na próxima figura. Esta jaqueta deve ser encaixada no cabo antes da montagem do conector. Depois que o conector está fixado ao cabo, juntamos a jaqueta com o conector, dando maior rigidez e um acabamento profissional. Cabo coaxial pronto. [spoiler=Fonte] [Hidden Content]
  6. Como configurar um roteador Tutorial desenvolvido para auxiliar a configurar seus roteadores Um roteador é uma ótima opção para quem tem mais de um computador em casa. Mas, os usuários costumam encontrar dificuldades para instalar e configurar um roteador wireless. Com esse passo-a-passo será fácil ter conexão sem fio. Passo 1. O cabo de rede que origina a internet deve estar conectado ao modem pela porta WAN; Passo 2. O outro cabo deve ser conectado na porta LAN, atrás do roteador; Passo 3. Depois o outro lado do cabo deve ser conectado ao seu PC . Se estiver utilizando um notebook, passe para o passo 4 para de configuração do seu roteador. Passo 4. Digite no navegador o endereço do roteador(Os dados podem ser adquiridos na parte inferior do modem). Normalmente é “192.168.0.1”, depois, tecle “Enter”; Passo 5. Quando a tela para fazer login aparecer, coloque os dados para a autenticação ao roteador. Normalmente os dados são “Admin” como o nome de usuário e senha (dependendo do fabricante. Verifique junto ao manual ou sob o aparelho dados para o acesso padrão de fábrica.); Passo 6. Clique “OK”. Uma tela de configuração do Roteador vai aparecer. Você precisará habilitar a segurança do roteador, trocando a senha administrativa: Passo 7. Acesse a área de configuração do roteador e em “Admin”, depois, você escolherá uma nova senha e confirmando-a digitando novamente. Confirme a escolha salvando. Agora é hora de proteger a conexão wireless, para que a sua internet não seja utilizada por vizinhos. Configuração de segurança: Passo 8. Localize a página de configuração do Roteador e clique em “Wireless”; Passo 11. Selecione o tipo de segurança (dê preferencia para o tipo WPA-2-PSK); Passo 12. Escolha uma senha fácil para você e difícil para os outros. Ex:. H3ll0 2 U! É uma alternativa porque substitui algumas das letras da palavra completa por números e também inclui espaços. Escreva a senha em um lugar seguro caso esquecer; Passo 13. Finalize clicando em “Salvar”. Modifique o SSID, é mais uma forma de proteger sua rede. Lembre-se de não deixar o SSID padrão! Passo 14. Localize a página de configuração do Roteador e clique em “Wireless”; Passo 15. Mude o SSID para uma opção de sua escolha e clique em “Salvar”; São várias as formas de garantir a segurança da sua rede. Além de utilizar senha, outra maneira é filtrar os “endereços MAC”, criando “Whitelists” e “Blacklists”, de computadores que podem ou não acessar a rede: Agora você já pode usar o seu Roteador com segurança. Fonte: Techwalla Alguns emuladores de roteadores para praticar a configuração. Emuladores TP-LINK Emulador D-Link DL-524UPURL Emulador D-Link DIR900LURL
  7. O que é TCP/IP? De uma forma simples, o TCP/IP é o principal protocolo de envio e recebimento de dados MS internet. TCP significa Transmission Control Protocol (Protocolo de Controle de Transmissão) e o IP, Internet Protocol (Protocolo de Internet). Para quem não sabe, protocolo é uma espécie de linguagem utilizada para que dois computadores consigam se comunicar. Por mais que duas máquinas estejam conectadas à mesma rede, se não “falarem” a mesma língua, não há como estabelecer uma comunicação. Então, o TCP/IP é uma espécie de idioma que permite às aplicações conversarem entre si. Pilha de protocolos Na realidade, o TCP/IP é um conjunto de protocolos. Esse grupo é dividido em quatro camadas: aplicação, transporte, rede e interface. Cada uma delas é responsável pela execução de tarefas distintas. Essa divisão em camadas é uma forma de garantir a integridade dos dados que trafegam pela rede. Aplicação Essa camada é utilizada pelos programas para enviar e receber informações de outros programas através da rede. Nela, você encontra protocolos como SMTP (para email), FTP (transferência de arquivos) e o famoso HTTP (para navegar na internet). Uma vez que os dados tenham sido processados pela camada de aplicação, eles são enviados para a divisão abaixo. Transporte e Rede A camada de transporte é responsável por receber os dados enviados pelo grupo acima, verificar a integridade deles e dividi-los em pacotes. Feito isso, as informações são encaminhadas para a camada internet, logo abaixo dela. Na Rede, os dados empacotados são recebidos e anexados ao endereço virtual (IP) do computador remetente e do destinatário. Agora é a vez dos pacotes serem, enfim, enviados pela internet. Para isso, são passados para a camada Interface. Interface A tarefa da Interface é receber e enviar pacotes pela rede. Os protocolos utilizados nessa camada dependem do tipo de rede que está sendo utilizado. Atualmente, o mais comum é o Ethernet, disponível em diferentes velocidades. E o TCP/IP entra onde? Todas as camadas e protocolos citados acima fazem parte do TCP/IP. É assim que ele trabalha, em etapas. O que você precisa lembrar é que o protocolo é utilizado para a transmissão de dados pela rede. Além disso, é sempre bom ter em mente que, como o TCP/IP, primeiro há o recebimento das informações (camada de aplicação), depois elas são empacotadas para o formato da rede (transporte). Por fim, os dados são endereçados (rede) e enviados (interface).
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