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Minnesota

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  1. Isso é um fenômeno histórico. Aliás, Brasil e Suíça são completamente distintos. Comparar países é uma alternativa perigosa. Eu não costumo comparar países, em razão das divergências sociais, políticas, econômicas é étnicas de cada sociedade. Vejo muitos jornalistas e "fanáticos" na internet cometendo equívocos como esse, desejando transportar modelos de sucesso em um determinado país para o Brasil, em uma espécie de mágica. Se for comparar, busque algum país que no mínimo tenha semelhança de origem ao Brasil, como a América do Sul. Digo semelhança de origem, porque foram colonizados e estão situados no mesmo continente, muitos, inclusive, compartilhando fronteiras. E mesmo assim, em casos como a Bolívia e Peru, as sociedades são completamente diferentes da brasileira. É apenas um conselho de companheiro de fórum. Você segue se quiser! A respeito do seu ponto de vista, historicamente, a população brasileira sempre esteve à margem da política. Desde o reinado de D.Pedro II — grande estadista, por sinal —, as decisões geralmente estavam concentradas nas mãos do parlamento e do próprio imperador. D.Pedro II concedia extrema autonomia às decisões políticas do império, sendo considerado por alguns historiadores até como "generoso" em demasia. As elites políticas e econômicas eram as classes que mais interagiam, sendo que a população, em grande maioria, composta por escravos e analfabetos, não tinha condições de exercer uma posição mais acintosa à direção do país. A primeira universidade brasileira fora surgir apenas em meados do início do século XX. Embora a sociedade brasileira estivesse atrasada como um todo, durante o Império, formou-se grandes pensadores e idealizadores da nação, como José Bonifácio. Para resumir a história, mesmo durante a proclamação da república — um golpe contra o imperador —, a população também não tivera atuação. O jornalista da época disse o seguinte:" A população assistiu a proclamação 'bestializada'. Achavam que era algum tipo de festival"'. Ou seja, por meio da análise histórica, percebe-se que, todas as grandes mudanças ocorridas no Brasil são resultado de decisões políticas nos bastidores, sem nenhuma participação popular. E quem participa dessas decisões? Naturalmente, as elites que governam o país. E para os desavisados, a terminologia "elite" que estou utilizando não é uma de orientação marxista, respaldada no conflito de classes e no controle dos meios de produção e mais-valia. Elite é, nada menos que, aquele que detém o poder (econômico, político e militar).
  2. Em princípio, o que na verdade ocorre, é uma abundante desinformação nas discussões e discursos entre os indivíduos. Em razão dos avanços telecomunicativos e científicos promovidos por nº fatores — tal como a globalização — iniciou-se uma prática — incorreta — de retransmissão de informações. Seja nos meios jornalísticos, acadêmicos ou informais. As pessoas, de um modo geral, não procuram mais construir conhecimento. E quando me refiro à construção, trato apenas do sentido genérico — não cabendo no momento analisar a teoria de algum pensador específico. Ou seja, o sentido de assimilar informações e processá-las, com vistas a determinar uma linha própria de pensamento. Para isso, é fundamental buscar a origem daquilo que se deseja pesquisar. Nem sempre será possível, é claro. Todavia, em razão do instant search, basta ler uma matéria de jornal — muitas vezes recopiada inúmeras vezes e sem correções adequadas —, assistir um vídeo de um Youtuber, como se fosse o "messias" do conhecimento, ou acessar a Wikipédia ou afins. O resultado dessa alienação é o empobrecimento e deturpação da informação. Professores e alunos, sejam em universidades ou escolas, independente do tipo, cometendo demasiados equívocos em interpretações ou análises. Naturalmente existem outros fatores que norteiam essa problemática, mas gostaria de dedicar-me apenas na apresentação desse fenômeno. Como resultado, vemos diversos grupos de militância, indivíduos alienados ou cegamente conscientes de que são portadores da verdade absoluta e imutável, como se tivessem alcançado o estado supremo da racionalidade humana — o dever-ser. Tratando especificamente do tema do tópico, não há dados mensuráveis que possam admitir a esquerda como centralizadora das mentes pensantes brasileiras. Inclusive, este século, é marcado, sobretudo, pelos pseudo-intelectuais. O que ocorre, naturalmente, e equivocadamente, por sinal, é a associação da direita à intransigência, intolerância, misoginia, etc. Na verdade, a extrema-direita que é caracterizada por esses adjetivos, assim como a extrema-esquerda é repressiva, restritiva e coercitiva. A mídia, de um modo geral, assimila Bolsonaro à direita em sua totalidade, como se fosse o porta-voz dos anseios do mercado e da liberdade econômica. Sinceramente, Bolsonaro não sabe nem o que é liberdade econômica, vide suas apologias. Assim como Lula, aparentemente, é o único porta-voz da esquerda brasileira. Como dissera Lamoniuer é uma "mediocridade patética". Nos últimos anos, em razão de diversas interpretações ambíguas e imprecisas, passou-se a associar, sobretudo no Brasil, esquerda à comunismo (novamente) e direita à intolerância. Essa deturpação possui responsabilidade considerável dos discursos políticos, mídia, desinformação e ignorância. Parece que ainda não superou-se o discurso da Guerra Fria. Daqui há pouco iremos começar a perseguir comunistas ou bolso-seguidores. Historicamente, a esquerda esteve associada às liberdades civis, trabalhistas e econômicas. O surgimento do termo "esquerda" provém da época da Revolução Francesa, onde o lado esquerda era representado, na Assembleia nacional, pela burguesia — classe emergente — e os trabalhadores — 3º estado. Naturalmente, em outras palavras, eram os republicanos. À direita, estavam os monarquistas, geralmente representados pela nobreza e o clero. Ambos não desejavam perder suas funções hierárquicas e nem privilégios — pensamento predominante de qualquer elite dominante. Já no início do século XIX, com a revolução industrial a todo vapor, e a burguesia emergindo como a classe dominante, em razão da acumulação de capital proveniente do próprio sistema capitalista e dos domínios dos meios de produção, essa burguesia, passou a representar a direita devido certos fatores — explicarei posteriormente. Enquanto a esquerda passou a ser representada pelos trabalhadores, sindicatos e certos grupos organizados da sociedade civil que buscavam mais igualdade na distribuição de renda, política públicas assistencialistas e mais direitos ao trabalhador. A burguesia passou a ser representada pela direita, por meio de um processo natural de tomada de poder. A nobreza perdera força, já que não acumulara capital e seus recursos vinham preferencialmente de terras e privilégios. Enquanto isso, não encontra-se uma burguesia intransigente e intolerante, mas uma burguesia que continua defendendo a liberdade econômica e individual. Quando trata-se de liberdade, deve-se pensar em qual liberdade se fala. A burguesia se inspirou em filósofos jusnaturalistas como Locke que defendiam o direito natural à propriedade e à vida. Direito natural à propriedade significa, essencialmente, liberdade do corpo — onde o direito civil respalda sua base. A partir disso é possível inferir em vários tipos de liberdade. A classe dominante — burguesia — passou a incorporar ou foi incorporada por princípios que antes respaldavam a nobreza e clero. Logo, passou a assumir a posição da nobreza e adotar posturas que ela mesmo criticaria, em virtude do conluio com o Estado — pode econômico se transforma em poder político. Os teóricos econômicos clássicos como Smith e Ricardo atacavam o Estado absolutista corrupto e protetor dos privilégios da nobreza e clero, pois buscavam maior liberdade econômica e não a confecção de monopólios. A base da direita está fundamentada na liberdade econômica e individual. Já a esquerda, em tempos da revolução industrial, na primeira parte do século XIX, sobretudo na Inglaterra, atacava os capitalistas ou a burguesia, em virtude do caos socieconômico inglês. Para os europeístas ou "ocidentalizados", a Europa só passou a dominar o mercado mundial no século XIX, por meio da revolução industrial, sendo a Inglaterra o Estado expoente. Antes disso, a Europa conquistara muitos mercados, mas não o mundial, por meio das práticas mercantilistas, que, consequentemente, formaram grandes monopólios, políticas protecionistas e inflação generalizada. Quem dominou o mercado mundial antes dos europeus — pós 476— foi o Império árabe — chegando até a península ibérica –, o Império turco-otomano (sucessão do império árabe), o Império mongol e outros das quais não me recordo. Portanto, nessa época, a sociedade inglesa era um verdadeiro caos. Diversos historiadores relatam a precariedade da sociedade, em virtude dos excessivos fluxos migratórios paras as cidades e a formação das grandes cidades industrias.No início do século XIX, 50% da população inglesa trabalhava em fábricas. Ou seja, estamos falando de um país relativamente agrícola que, subitamente, industrializou-se completamente. O efeito socioeconômico é gravíssimo, pois as cidades inglesas, não estavam prontas para receber contingentes populacionais tão imensos. Como resultado, viu-se casas de 1 cômodo abrigando mais de 10 pessoas, ou seja, uma família inteira. Moradias em espécies de guetos, sem saneamento básico e infraestruturas inadequadas. Homens, mulheres e crianças trabalhavam em fábricas, onde mulheres e crianças eram as mais exploradas, com rotinas incessantes de trabalho. Em razão do trabalho mecanizado e as linhas de montagem, a divisão do trabalho era muito abrangente. Em consequência, as pessoas faziam funções simples, o que permitia longas e exaustivas jornadas de trabalho. Esse era o contexto socioeconômico da esquerda no século XIX.
  3. Salvo engano, haverá o lançamento da 3ª temporada de Tokyo Ghoul. Fairy Tail, como um todo, foi uma lástima. Não sei como haverá uma nova temporada.
  4. @Hagaro Assim como a Torá e a Bíblia também incitam à violência contra os inimigos e hereges. São livros antigos que não podem ser interpretados ao pé da letra, tal como fazem/fizeram os grupos fundamentalistas, wahabismo ou a Santa Inquisição.
  5. Naturalmente! Mas o que isso tem a ver com a redução da maioridade penal? Apenas deixará o sistema judiciário ainda mais sobrecarregado. É mais uma medida paliativa. Redução da maioridade penal não é modernização. Você está confundindo-se. Modernização é uma restruturação no sistema penitenciário, judiciário e nas forças de segurança, como as polícias. A constituição brasileira fora construída seguindo a ordem de cima >> para baixo. Ou seja, a morosidade da justiça deve-se, sobretudo, em razão da necessidade de cada decisão precisar de uma autorização dos órgãos superiores. A nossa constituição é muito descentralizada, até porque fora instituída após uma ditadura militar. Justamente devido a descentralização, é que os órgãos de justiça demoram tanto para executarem suas funções. Na verdade, a partir dos anos 2000, é que houve a ascensão de governos da esquerda na América-latina. Antes mesmo, quem governava, eram governos de direita e ditaduras militares. Após o fim da ditadura militar no Brasil, não houve nenhum governo brasileiro que enfrentou efetivamente os problemas da criminalidade. Ou seja, a imagem de que a esquerda não combate o crime, é uma falácia. Chile e Argentina foram governados por governos de esquerda a partir dos anos 2000 e possuem taxas de homicídios comparáveis aos países desenvolvidos, inclusive menores que dos EUA — segundo relatório da OMS divulgado em 2015. Independente do governo, como eu bem disse, no Brasil não há uma política de ESTADO de segurança pública. Não importa quem assuma o poder, o Estado está muito enrijecido, em razão da Constituição e da descentralização demasiada dos poderes. As facções criminosas no Brasil surgiram durante a ditadura. A estrutura do crime organizado constituiu-se durante a ditadura, em razão da repressão instaurada pelo Estado. Como contrapartida, grupos criminosos começaram a desenvolver uma estrutura para contrapor a força policial. Não existe nenhuma correlação com governos de esquerda. O surgimento das FARC, a propósito, dá-se no contexto de Guerra Fria, devido a polarização entre capitalismo e socialismo — América Latina como subproduto de uma disputa ideológica — e a Revolução Cubana (1959). Esses dois fatos fizeram com que os EUA apoiassem as Forças Armadas colombianas para reprimir o embrião das FARC. Até hoje existem bases norte-americanas na Colômbia. A partir daí, o movimento ganhou força e posteriormente, passou de guerrilha para uma organização criminosa. O crime organizado hoje, difere-se muito do que era praticado nos anos 60 e 70. A globalização permitiu que as redes criminosas transnacionais intensificassem suas ilicitudes em razão do acesso à tecnologia, informações e estrutura. Não pense que apenas reforçando a repressão e os corpos policiais, o crime organizado irá acabar. As fronteiras brasileiras são muito porosas, o que facilita o narcotráfico, comércio de armas, etc. Na verdade, não existe uma política coesa na América do Sul de combate ao crime organizado. Concordo com você! O Estado deve proporcionar o ensino ou condições, enquanto a família possui o dever de educar. Contudo, redução da maioridade penal não é uma solução ou defesa. Os infratores ainda permanecerão sendo tratados da mesma maneira, caso não haja uma mudança no código penal, nas estruturas de segurança pública e nas políticas de dissuasão. O crime no Brasil é altamente lucrativo. Não é por causa da redução da maioridade penal que um menor deixará de roubar, matar, etc. E mesmo que seja preso, ele ainda continuará envolvido em ilicitudes nas prisões, devido a precariedade do sistema. E depois? Irá trabalhar? Quem quer contratar ex - presidiário? Se você quer adotar uma política eficiente, deve estabelecer dissuasão e inabilitação. A sensação de impunidade deve-se, sobretudo, em razão do Brasil não exercer corretamente a dissuasão. Ou seja, independentemente de quem cometeu o crime, menor ou não, há uma alta probabilidade do indivíduo ser solto ou não ser pego. A população, de um modo geral, não confia nas instituições públicas que deveriam zela pelo respeito às leis. A falta de confiança é crucial para o desenvolvimento da sensação de impunidade. E mesmo que seja reduzido a maioridade penal, os erros ainda serão cometidos e ainda haverá desconfiança. O crime organizado é extremamente lucrativo e suas bonanças chegam até a alta cúpula de Brasília. Corrupção e crime organizado estão intimamente conectados. A redução da maioridade penal é apenas um desvio de foco e uma resposta rápida à população. Os problemas estruturais ainda permanecerão, quer seja por falta de iniciativa política, desinteresse ou polarização entre esquerda e direita, que apenas sabem discutir reduzir ou não a maioridade penal. Na verdade, você interpretou incorretamente meus dados. Eu citei países em conflitos, ou seja, guerra civis, como Síria, Sudão do Sul e Norte e Iêmen. Nesses países, os conflitos geraram menos mortes do que no Brasil. E embora a presença do Estado seja intensa em países muçulmanos teocráticos, a cultura muçulmana per si, destaca muito a importância da solidariedade. Isso pode ser observado nas trilhas dos refugiados. Cada pessoa ajuda o próximo, independente de quem seja. Existe uma passagem nos ensinamentos islâmicos que destaca esse sentimento de solidariedade, mas não me recordo agora. Nossa, é muito simples mesmo! Você consegue reduzir a criminalidade em 100% em 1 ano, se quiser. Primeiro, nenhuma população merece sofrer. Eu não gosto; se você gosta, que seja. Você pode eleger quanto políticos desejar, não irá mudar a estrutura de poder que está impermeada no Estado brasileiro. Essa estrutura está definida desde os tempos do Império, e não será hoje que será mudada. Pode pegar qualquer sociólogo brasileiro reconhecido — FHC, Freyre, Sérgio Buarque, Florestan — ou alguém que estude instituições políticas brasileiras —Lamounier, Abranches, Bresser-Pereira—, a resposta será a mesma. Não sei em qual mundo você vive, mas, não são apenas os políticos que agem por dentro do Estado brasileiro. Há as elites econômicas, o lobby das grandes corporações, os latifundiários, a sociedade civil organizada, os políticos, as burocracias, as elites políticas, as influências externas, etc. Existem prisões privatizada no Brasil. O resultado continua o mesmo. Superlotadas, ineficientes e inclusive, são mais caras, conforme as prisões em Manaus, por exemplo. Os EUA, que era modelo de prisões privadas, está revertendo o processo. Notou-se que os problemas não foram corrigidos, e em muitos casos, elevaram-se. Prisão é um setor delicado e que deve ser implementado adequadamente. Não é porque é administrado pela inciativa privada, que significa automaticamente que será melhor. A iniciativa privada é rapidamente consumida pelo Estado patrimonial brasileiro. Nem o Estado nem o setor privado conseguem dar conta das exigências do Código Penal e da Constituição. É caríssimo manter um preso no Brasil, ainda mais em prisões privadas, que precisam ter uma margem de lucratividade. Nunca foi fácil. Na verdade, foram estudos divulgados pelo Ipea. O Ipea é um dos institutos mais respeitados no país. Se eles elaboram um estudo, você sabe que é de qualidade. Não é como o Banco Mundial que recentemente elaborou um estudo sobre a economia brasileira e cometeu equívocos em alguns pontos cruciais. O problema é que as pessoas que desconhecem os grandes acadêmicos e estudiosos brasileiros, possuem uma mentalidade "minúscula" e não depositam confiança nos trabalhos divulgados aqui. Acham que só porque é brasileiro, é desprezível, ou algo semelhante. O Ipea, assim como o Instituto de Pesquisas avançadas da USP, o Centro de Estudos Avançados da UNICAMP e outras grandes universidades espalhadas pelos país, realizam, abertamente, grandes pesquisas e estudos. As universidades e os Institutos servem para isso: promover ciências e pesquisas. A questão é que as pessoas, muitas delas, não possuem o menor interesse. É bonitinho dizer que você leu um estudo divulgado em Harvard, enquanto que o publicado pela USP, é insignificante. Sem contar nos estudos avançados de soberania energética promovidos pelas Forças Armadas. São esses estudos que devem ser utilizados pelos tomadores de decisão, na hora de realizarem uma política pública ou delegarem a alguém esse papel. E não ficarem perdendo tempo discutindo redução da maioridade penal ou não.
  6. O novo eu ainda não vi. Nem tenho interesse também. Mas o de 1987 confirma muito do que se passou na crise de 2008, especificamente falando do comportamento humano. Ou seja, nada mudou. Eu penso diferente. A suástica na testa foi uma mensagem clara à sociedade. Muitas pessoas, atualmente, utilizam as redes sociais para manifestarem suas posições radicais e intolerantes. Como esconder uma suástica na testa? Ou seja, não esconda quem você verdadeiramente é. Ele está vivo sim! O Joe Pesci foi arrasador. Como esse sangue italiano produz grandes atores e artistas.
  7. Não me espanta você ter dormido :D. Para quem não está familiarizado com o mercado, acaba sendo monótono e confuso. Ainda mais porque o filme se passa em 1986. Hoje, muitas coisas mudaram, inclusive. Agora veja bem, eu não sei quais são seus gostos e do resto do pessoal aqui, mas vale a pena ter um mínimo de noção sobre esse tema. Mesmo que os filmes tenham despertado pouco interesse em algumas pessoas, eu recomendo assiduamente (fortemente) American Beauty, Inglourious Basterds e The Goodfellas. Sabe, você tem insights (grande esclarecimento) incríveis com esses filmes.
  8. Filmes e documentários que eu recomendo: American Beauty. Atuação sensacional do Kevin Spacey. Eu diria que é um dos filmes mais reflexivos que eu já assisti na minha vida. Assisti esse filme numa madrugada de sábado, às vesperas de uma viagem. A vibe foi tão grande que eu não dormi depois de assisti-lo. Fiquei pensando e pensando. Não vou contar sobre o fime, apenas para deixá-los curiosos. Wall Street 1987 — ou Wall Street Poder e Cobiça (versão português). Este exige um pouco de conhecimento no mercado financeiro para não saltar de paraquedas. Mas fora isso, ele mostra claramente o lado negro de Wall Street; Inside Job — ou Trabalho Interno. Documentário sobre a Crise de 2008. Embora seja um tema que poucas pessoas gostem de se aprofundar, o filme é dinâmico e muito revelador. Te faz refletir muito, por exemplo: "Como o ser humano é tão abominável"? Ele aprofunda mais a negligência e ganância de Wall Street do que o Poder e Cobiça, até porque é um documentário. Quem quiser se aprofundar em temáticas como essa, além das leituras, recomendo os documentários do Michael Moore. Goodfellas — ou os Bons Companheiros. Um dos grandes filmes de máfia, assim como a saga The Godfather. Scorsese, mais uma vez, brilhante. Inglourious Basterds — ou Bastardos Inglórios. O meu filme preferido do Tarantino. Sem falar na atuação do Christoph Waltz. O filme é basicamente uma sátira da 2º Guerra Mundial, envolvendo diálogos espetaculares que te prendem até o final. Mais dois do Tarantino: Django Unchained e Pulp Fiction. E por fim, e não menos importante: Chinatown. Esse é o mais antigo da lista (1974). Um dos grandes clássicos do Jack Nicholson. É um pouco confuso, mas pela história e trilha sonora, vale a pena! Para quem curte Jazz — como eu —, Chinatown tem uma lindíssima trilha sonora. PS: quem quiser, posso adicionar mais, basta dar um toque. E se quiserem conversar sobre os filmes ou tiverem recomendações parecidas, é só me contactarem.
  9. Discordo! Além do trâmite jurídico necessário para alterar a maioridade no país, apenas será uma medida paliativa como resposta política para a população. A população em si, ansiosa por uma solução rápida para diminuir os índices de criminalidade, apoia, muitas vezes inconscientemente, propostas que "alegadamente" irão corrigir o problema. A redução da maioridade penal causa mais repercussão e apoio político do que dizer que serão necessários anos e anos de medidas de segurança pública para reduzir as contravenções. Não existe país no mundo que reduziu os índices de criminalidade apenas com redução da maioridade. A América Latina é o continente com as maiores taxas de homicídio do mundo, concentrando 30%. Inclusive, 7 das 10 cidades mais perigosas do mundo, estão presentes aqui. E a solução é a redução da maioridade? A verdade, afinal as pessoas não querem admitir, é que os países da América Latina são incapazes de organizar uma política de segurança pública eficiente, assim como outras políticas. O que é uma vergonha, pois países em conflitos no continente africano e Oriente Médio são mais organizados que os nossos, inclusive com taxas de homicídios menores. Se você opta por aumentar os efetivos policiais, alega-se que o Estado é "opressor"; se discute uma mudança no sistema prisional, dizem que é contra os "direitos humanos". Independentemente do mérito da questão, observa-se que não há uma continuidade de política. São insólitos os casos, como em Pernambuco. O Pacto pela Vida — política de segurança pública — instaurada no estado, reduziu os índices de homicídio em 40%, entre 2006 e 2013. Mas por que deu resultado? Porque o projeto foi estudado e posteriormente, foi mantido sua permanência ao longo dos governos subsequentes. Existem diversas teorias na área criminal. Destaco três: teoria econômica do crime (Gary Becker), teoria das janelas quebradas e teoria da desorganização social. Todas apresentaram resultados e foram adotadas em algum momento por vários países. Nunca ouvi falar delas aqui no Brasil na arena política ou na mídia. Afinal, só se discute redução da maioridade penal. Não vou apresentá-las aqui, porque estou com preguiça. Redução da maioridade penal é mais uma medida de caráter político do que propriamente de segurança pública. Diversas dissertações, artigos e documentos publicados no Ipea, nas faculdades e em outros lugares já comprovaram os resultados.
  10. Eu frequento fóruns apenas para debater e expor ideias — meu passatempo. Não possuo nenhuma ligação com a WebCheats ou qualquer outro fórum. Mas se eu pudesse realizar algum tipo de mudança, retiraria a seção de "Conteúdo Adulto" por n razões.
  11. São épocas distintas. No século passado, futebol não era considerado uma profissão, apenas um esporte. Inúmeros jogadores possuíam outras fontes de renda, em razão dos baixos investimentos e estímulos ao esporte. Ou seja, era um área absolutamente preenchida por indivíduos interessados pelo clube, muitas vezes próprios torcedores. A partir do momento em que futebol passou a ser considerado uma profissão e a envolver relações entre empregados e empregadores, gigantescos patrocínios, empresários, conselheiros, etc., diversos interesses começaram a nortear um clube de futebol. Além disso, em consequência do desenvolvimento dos setores informacionais, tecnológicos e de transportes — globalização—, qualquer jogador de futebol possui acesso a vários mercados, desde que possua interesse e qualidade. Essa possibilidade era inviável antes, pois, sobretudo os mercados europeus, além de serem mais fechados e focados em seus próprios jogadores, não pagavam quantias salariais tão exorbitantes que pudessem enriquecer instantaneamente um jogador — à excepção de Japão na década de 80 e 90 e outros países. Logo, jogadores do século passado não possuíam ambições tão acintosas de se tornarem estrelas mundiais.
  12. De fato, seria um colapso para a economia mundial. Basicamente, todas as operações financeiras atualmente são executadas por meio da internet. Além disso, há uma discussão nos meios acadêmicos, inclusive pouco aprofundada pelos meios jornalísticos — propositalmente — em relação a grande concentração do capital virtual. Ademais da própria financeirização do dinheiro — creditar-se valor em ativos financeiros — há outro perigo por detrás das sombras. Esse perigo se resume ao banco. Se o Bill Gates quiser retirar sua fortuna e transformá-la inteiramente em papel-moeda ele nunca conseguirá. Podemos dizer que 90% (minhas estimativas) da economia mundial concentrada em bancos, sejam comerciais, financeiros ou centrais, está materializada virtualmente. Não vemos mais papel-moeda por aí. Grandes transações, como exportações ou importações de produtos são feitas virtualmente, assim como outras transações — inclusive foi assim que o Cunha agiu (posso explicar depois). Ou seja, seria um colapso. Imaginem milhares de pessoas querendo sacar suas poupanças no mesmo instante. E dependendo do dia, o banco teria apenas 10% das reservas dos depositantes naquele momento, já que a economia mundial trabalha com reservas fracionárias. Isso porque eu nem mencionei o "shadow banking'. OBS: aos interessados pelo assunto, pesquisem em inglês sobre a possível manobra da China no sistema financeiro mundial para desbancar o dólar. A China está se movimentando para enfraquecer a hegemonia do dólar como moeda mundial de transações comerciais/econômicas/financeiras. Será que vai funcionar? Eu tenho minhas dúvidas.
  13. Minnesota

    ENEM

    [quote name='Array']Senti uma tendência esquerdista nesse discurso aí @Minnesota, porém concordo com 40%. ---- O ENEM tem sido um reflexo das universidade federais. Vemos cada vez mais temas vitimistas e inúteis como: identidade de gênero, feminismo, machismo e preconceito e outros mimimi de gente chorona. Há 10 anos atrás um pai teria o maior orgulho em dizer que o filho passou em uma federal. Já hoje... ele se preocupa se não verá o mesmo sair de lá vestido em uma saia segurando uma placa "sou feministo". Estou na lista de espera de uma federal em outro estado e já estou apreensivo sobre o que encontrarei por lá.[/QUOTE] Discurso esquerdista? Não queria passar esta impressão. Enfim, não estou estendendo nenhuma bandeira vermelha. Inclusive já critiquei nesse mesmo fórum a postura da esquerda brasileira. Assim como critico da direita também. Procuro sempre tentar manter a neutralidade. Falar de elites, especulação, etc. não pertence à esquerda ou direita. Como entender a dinâmica do Estado sem falar de elites, do lobby ou stakeholders. Esse é o papel de um bom analista. Uma empresa de consultoria não vai contratar alguém que não saiba analisar as motivações, atores e seus interesses. Se for para se prender em discursos ideologizados ou puramente teóricos, é melhor ficar na academia ou no Facebook. Porque tanto discípulos de Marx, Keynes, Mises e outras escolas econômicas por aí, acreditam que seus mentores são a verdade absoluta. O que falta para muitas pessoas é conhecimento complementar (não apenas em uma área específica). Falar de teorias econômicas é interessante na teoria. E como levar na prática? Costumo ler comentários no Instituto Mises Brasil (escola austríaca do liberalismo econômico), de indivíduos querendo transportar identicamente modelos econômicos de Singapura e Hong Kong para o Brasil. É um total desconhecimento de geopolítica e economia política. Assim como a esquerda latino-americana que não superou ainda a mentalidade de inferioridade. São esses discursos que queremos evitar.
  14. Minnesota

    ENEM

    "Reality Show" é uma expressão muito acintosa. Penso que o ENEM, assim como outros vestibulares, precisa de uma reformulação. Todavia, uma reformulação nos vestibulares exige tempo e debate com a sociedade. Não esperamos que seja uma reforma precária conforme foi verificado na proposta de reforma do Ensino Médio — uma reforma apresentada por meio de uma Medida Provisória. Mas assim como no meio político, vejo pouco interesse dos cidadãos brasileiros em discutir uma reestruturação no sistema educacional no modo geral. A reforma do Ensino Médio, além de ser mal-feita, foi divulgada quando a situação já estava insustentável. Situação que agravou-se ao longo dos anos em que o Brasil foi apenas perdendo rendimento nos principais indicadores de qualidade de ensino e alfabetização, em virtude de um regime educacional desatualizado e preso ao século passado. A pergunta faz-se necessária: há interesse político? Existe um artigo do Samuel Pinheiro Guimarães — diplomata — denominado "Nação, nacionalismo e Estado". Ele faz a seguinte reflexão: no Estado moderno faz-se necessário transformar poder econômico em político. Ou seja, nas sociedades modernas, onde cada cidadão representa um voto, os detentores de poder econômico precisam transformar esse poder em político para satisfazerem suas demandas. Imaginem os casos da Lava-Jato, geralmente envolvendo setor privado e público. Essa relação, denominada patrimonialista, é a transformação do poder econômico em político. E daí? Os inúmeros escândalos envolvendo políticos, executivos e afins, apenas corroboram com a visão de que política é "corruptiva". Daí em diante, não nos surpreende o desprezo que o brasileiro possui a respeito da política do seu próprio país. "Políticos são todos ladrões". Essa é a frase mais célebre desta doutrina. Neste sentido, os meios de comunicação também exercerão a mesma postura, robustecendo a ideia de que o indivíduo das classes operárias, o empreendedor, empresário, etc., devem se preocupar apenas com suas atividades profissionais, deixando que a política seja regida pelos "desonestos". Como resultado, vemos que, cada vez mais, um número ínfimo de pessoas é responsável pelas mudanças no país, enquanto a sociedade assiste "bestializada" os eventos — referência ao jornalista Aristides Lobo ao comentar a expressão das pessoas com o golpe dos republicanos. A intenção é justamente essa. Denegrir a imagem do Estado como "vilão" e "corrupto" e afastar as pessoas da política, abrindo caminho para que as elites possam exprimir seus interesses transformando poder econômico em político. Somado a isso, temos a atrativa mensagem do mercado financeiro, dos sites de empreendedorismo, de investimentos, etc. de que a riqueza deve ser nosso objetivo de vida e nada mais. E para conquistá-la facilmente devemos nos submeter 100% ao mercado, especulando e especulando. O empresário, esse sim é o responsável pelo crescimento do país, porque ele combate arduamente o Estado "imoral", "corrompível" e "trapaceiro". ENEM é reflexo do desinteresse das autoridades públicas e privadas em reformar o ensino no país. A reforma no Ensino Médio, que para mim não é reforma, é apenas uma medida paliativa. Esses vestibulares tornaram-se provas de resistência e memória. Eu diria que é uma "seleção natural" darwiniana dos mais aptos (resistentes). Os vestibulares, de um modo geral, não preocupam-se em formar cidadãos ou mentes pensantes. É a pura aplicação de conceitos através de métodos ultrapassados. Por que eu devo decorar 1000 fórmulas matemáticas sendo que o Excel possui todas gravadas na sua memória? Ou seja, são informações sem aplicabilidade. O mercado, altamente competitivo, não quer saber se você sabe quais são as fórmulas geométricas. Você tem um problema; resolva-o. Não me surpreende o fato de a desigualdade de renda ser tão gritante neste país. Um país que sucateia as universidades públicas não pode ser chamado de sério.
  15. Entendo seu ponto de vista! Apenas para contribuir com a discussão, irei abordar outra visão. Não acredito que há ou houve um choque de gerações. Podemos falar de choques de ideias, vertentes, etc., mas não de gerações. Para tratarmos de um choque de gerações, seria necessário que houvesse um consenso, no mínimo, internacional, que refutasse completamente uma geração posterior ou anterior. E quando digo refutar uma geração, vai muito além de discordar de uma ideia ou outra. Dar-se literalmente por negar-se completamente o modo de pensar, agir e de ser de uma geração anterior/posterior. Até o momento, não identifiquei tais condicionalidades. Sem falar que, às vezes, nos prendemos muito no contexto ocidental. Embora em 2010 tenha eclodido a Primavera Árabe, muitas gerações de países do Oriente Médio agem concomitantemente, de modo que possam convergir em inúmeros aspectos. Essas idiossincrasias são perceptíveis quando tratamos caso a caso. Há uma correlação entre contexto socieconômico e político de gerações e gerações. Por isso eu não acredito que haja um choque. Verifico que há apenas discordâncias de opiniões na maioria dos casos, inclusive quando comparamos pessoas de diferentes espectros. Nesse contexto conturbado de cenário político e econômico, especificamente no Brasil, é natural considerarmos que há um profundo choque de gerações. Para mim, no entanto, há apenas a tentativa de um geração sobrepor-se à outra.