Depois de 14 anos de trabalho contínuo, Factorio finalmente encerrou seu ciclo de desenvolvimento ativo. A desenvolvedora Wube Software lançou a atualização 2.1, que chega como o último grande patch para o aclamado simulador de gerenciamento e automação de fábricas. O estúdio já havia adiantado a decisão aos fãs, afirmando que o título atingiu um estágio ideal de conclusão. Diferente da expansão Space Age, que adicionou diversos planetas e novos desafios cósmicos, o patch 2.1 não foca em novos conteúdos massivos, inimigos inéditos ou árvores de pesquisa. O objetivo principal do pacote é entregar polimento geral, recursos menores que não entraram a tempo na versão 2.0 e uma longa lista de melhorias na qualidade de vida. As mudanças mais relevantes focam na logística espacial trazida pela expansão. Agora, os foguetes têm capacidade para transportar múltiplos tipos de itens diferentes em uma única viagem, facilitando muito a montagem de plataformas em órbita. Além disso, as estruturas orbitais conseguem trocar recursos entre si de forma direta, enquanto novas baias de descarregamento conectadas aos landing pads agilizam o envio de insumos direto para esteiras e trens. Para quem joga o jogo base, os Biters receberam alterações importantes no comportamento. Os ninhos agora expandem de forma escalonada com base na evolução dos inimigos, criando bases mais perigosas em vez de inúmeros pequenos acampamentos irritantes. A atualização ainda traz novos gráficos para várias máquinas, impede a mistura acidental de fluidos e corrige o sistema de bombas para vagões de trem. Apesar de o jogo ainda poder receber correções técnicas menores no futuro, este patch marca a despedida oficial de Factorio. A equipe da Wube Software já está trabalhando em novos protótipos internos, mas avisou que vai demorar bastante até que qualquer projeto inédito seja revelado ao público.
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