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*====Duvida na net!Agradecomuito!===*


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Eu queria saber se alguem pode me falar como ativar a net via wiriless?

Com video aula tuto.... se algue me ajadar agradeco bastante1

????:confused::confused::confused::confused::confused:!

Link para o comentário
https://www.webcheats.com.br/topic/153048-duvida-na-netagradecomuito/
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Primeiro tenhe criar um script

 

Hoje em dia, quase todas as distribuições incluem utilitários para configurar a rede wireless. O Ubuntu, por exemplo, inclui o network-manager, o Kubuntu inclui o knetworkmanager (uma variação dele), o OpenSuSE inclui opções dentro do Yast e assim por diante. Isso faz com que, na maioria dos casos, configurar a rede wireless seja bastante simples.

 

Apesar disso, existem sempre casos em que os utilitários de configuração não funcionam como deveriam, casos onde você está usando alguma distribuição onde eles não estão disponíveis ou simplesmente casos em que você resolveu colocar a mão na massa e fazer as coisas manualmente.

 

Nesta dica vamos ver como criar um script de conexão, para acesso a redes wireless com encriptação via WPA, que inclui funções para detectar erros comuns e pode ser executado durante o boot, automatizando a ativação da rede. Ela inclui também dicas diversas sobre shell script.

 

Para usá-lo é necessário que a placa wireless tenha sido detectada pelo sistema e o pacote "wpasupplicant" (necessário para conectar a redes com encriptação WPA) esteja instalado.

 

O primeiro passo é criar o arquivo de configuração do wpa_supplicant (note que o comando é diferente do nome do pacote), que contém o ESSID e a chave de autenticação da rede onde ele deve se conectar. Para isso, use o comando:

 

# wpa_passphrase minharede passphrase > /etc/wpa_supplicant.conf

 

Como em:

 

# wpa_passphrase casa 12345678 > /etc/wpa_supplicant.conf

 

O (criado automaticamente) arquivo ficará assim:

 

network={

ssid="casa"

#psk="12345678"

psk=bedc07580f71c85d6e0029f3663bab5cbe0720cc84bf94eb7c20722208b7f004

}

 

Como você pode ver, a terceira linha contém a passphrase da rede em modo texto, o que não é nada bom do ponto de vista da segurança. Apesar disso, ele não é necessária (tanto que está comentada) pois a linha seguinte contém um hash, que é suficiente para que a conexão seja efetuada. É sempre recomendável que você edite o arquivo e apague a terceira linha, deixando apenas o hash.

 

Com isso, precisamos apenas ativar o wpa_supplicant, usando o comando:

 

# wpa_supplicant -i eth1 -c /etc/wpa_supplicant.conf -d -D wext

 

O "eth1" no comando indica a interface de rede, e naturalmente deve ser alterado conforme necessário. O "wext" é o driver (interno do wpa_supplicant) que será usado. Atualmente, o wext é usado em quase todos os casos, inclusive no caso de placas configuradas através do ndiswrapper. A única exceção fica por conta das placas com chipset Atheros, onde você deve substituir o "wext" por "madwifi".

 

Se a conexão for bem-sucedida, você terá (depois de uma rápida sucessão de mensagens), algo como:

 

State: GROUP_HANDSHAKE -> COMPLETED

CTRL-EVENT-CONNECTED - Connection to 00:50:50:81:81:01 completed (auth)

EAPOL: External notification - portValid=1

EAPOL: External notification - EAP success=1

EAPOL: SUPP_PAE entering state AUTHENTICATING

EAPOL: SUPP_BE entering state SUCCESS

EAP: EAP entering state DISABLED

EAPOL: SUPP_PAE entering state AUTHENTICATED

EAPOL: SUPP_BE entering state IDLE

EAPOL: startWhen --> 0

 

Estas mensagens indicam que ele se conectou ao ponto de acesso com o endereço MAC "00:50:50:81:81:01" e que a conexão está disponível para transmitir dados.

 

Para confirmar, rode o comando "iwconfig" que mostrará algo como:

 

# iwconfig

 

lo no wireless extensions.

eth0 no wireless extensions.

eth1 IEEE 802.11g ESSID:"casa"

 

Mode:Managed Frequency:2.447 GHz Access Point: 00:50:50:81:81:01

Bit Rate=54 Mb/s Tx-Power:32 dBm

RTS thr=2347 B Fragment thr=2346 B

Encryption key:

Security mode:restricted

Power Management:off

Link Quality:65/100 Signal level:-54 dBm Noise level:-96 dBm

Rx invalid nwid:0 Rx invalid crypt:0 Rx invalid frag:0

Tx excessive retries:0 Invalid misc:0 Missed beacon:0

 

Isso significa que ele se conectou com sucesso ao ponto de acesso. Falta agora apenas fazer a configuração manual da rede, o que pode ser feito usando os comandos "ifconfig" e "route". Note que estou usando os comandos manuais, pois a idéia é justamente que possamos transformá-los em um script mais tarde.

# ifconfig eth1 192.168.1.65 netmask 255.255.255.0 up

# route del default

# route add default gw 192.168.1.1 dev eth1

# echo 'nameserver 208.67.222.222' > /etc/resolv.conf

 

Nesses 4 comandos eu configurei a rede, especificando o endereço IP e a máscara, removi a rota padrão (só para garantir, já que em um micro com duas placas de rede é normal que a primeira fique como rota padrão e você não consiga navegar através da segunda), configurei o gateway padrão da rede, colocando a rota padrão na interface wireless (eth1) e aproveitei para colocar o endereço do DNS no arquivo /etc/resolv.conf.

 

Com isso, a rede estaria configurada. Vamos então à criação do script.

 

Como a idéia é que ele seja executado durante o boot, vamos colocá-lo na pasta /etc/init.d", onde ficam os scripts de configuração do sistema. Vou chamá-lo de "/etc/init.d/wireless".

 

Vamos começar "limpando a casa", para ter certeza de que o script encontrará um ambiente previsível. Estes passos são opcionais e você pode incluir outros comandos que achar necessários:

# Desativa o network-manager do Ubuntu/Kubuntu

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManagerDispatcher stop

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManager stop

 

# Fecha outras instâncias ativas do wpa_supplicant

killall wpa_supplicant

 

# Desativa a interface de rede cabeada

ifconfig eth0 down

Desativa o cliente dhcp

killall dhclient3

 

O network-manager, usado no Ubuntu "sabota" a configuração manual, por isso é necessário desativá-lo usando os dois comandos. No caso do Kubuntu, é necessário também desativar o knetworkmanager dentro do ambiente gráfico, desmarcando o início automático nas configurações do programa.

 

Um problema comum em scripts de configuração da rede é que pode acontecer da interface de rede mudar ao reiniciar o sistema ou ao instalar uma nova placa de rede. Se o script espera que a placa wireless seja a "eth1" e a muda para "eth2", o script deixa de funcionar.

 

Podemos tornar o script mais inteligente, detectando sozinho qual é a interface da rede wireless. Isso é simples, pois o sistema guarda a informação no arquivo "/proc/net/wireless". Veja só:

 

# cat /proc/net/wireless

 

Inter-| sta-| Quality | Discarded packets | Missed | WE

face | tus | link level noise | nwid crypt frag retry misc | beacon | 21

eth1: 0000 65 202 160 0 0 0 0 0 0

 

Podemos filtrar a informação, ficando apenas com o device da placa de rede e atribuí-lo a uma variável que poderemos usar mais adiante no script, usando o pipe, o tail e o cut, veja só:

 

# Descobre qual é o device da placa wireless

placa=`cat /proc/net/wireless | tail -n 1 | cut -f 1 -d ":" | cut -c 3-`

 

A variável "placa" passa a conter o "eth1", que é o device atual da placa de rede. Com isso, o script se adapta automaticamente a mudanças.

 

Falta agora adicionar as linhas que configuram a rede. Note que fiz uma pequena mudança no comando do wpa_supplicant, substituindo o "-d" por "-B". Isso faz com que ele rode em modo daemon, sem travar o terminal. Sem isso o script não funcionaria, pois o comando do wpa_supplicant pararia a execução do script, não deixando que os comandos seguintes fossem executados.

 

# Configura a rede

wpa_supplicant -i $placa -c /etc/wpa_supplicant.conf -B -D wext

ifconfig $placa 192.168.1.65 netmask 255.255.255.0 up

route del default

route add default gw 192.168.1.1 dev $placa

echo "nameserver 208.67.222.222" > /etc/resolv.conf

 

O script completo ficaria:

 

#!/bin/sh

# script para configurar a rede wireless

 

# Desativa o network-manager do Ubuntu/Kubuntu

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManagerDispatcher stop

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManager stop

 

# Fecha outras instâncias ativas do wpa_supplicant

killall wpa_supplicant

 

# Desativa a interface de rede cabeada

ifconfig eth0 down

 

# Desativa o cliente dhcp

killall dhclient3

 

# Descobre qual é o device da placa wireless

placa=`cat /proc/net/wireless | tail -n 1 | cut -f 1 -d ":" | cut -c 3-`

 

# Configura a rede

wpa_supplicant -i $placa -c /etc/wpa_supplicant.conf -B -D wext

ifconfig $placa 192.168.1.65 netmask 255.255.255.0 up

route del default

route add default gw 192.168.1.1 dev $placa

echo "nameserver 208.67.222.222" > /etc/resolv.conf

 

Você poderia também torná-lo mais elegante, declarando os parâmetros da rede no início do script:

#!/bin/sh

# script para configurar a rede wireless

 

endip="192.168.1.65"

masc="255.255.255.0"

gtw="192.168.1.1"

enddns="208.67.222.222"

 

# Desativa o network-manager do Ubuntu/Kubuntu

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManagerDispatcher stop

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManager stop

 

# Fecha outras instâncias ativas do wpa_supplicant

killall wpa_supplicant

 

# Desativa a interface de rede cabeada

ifconfig eth0 down

 

# Desativa o cliente dhcp

killall dhclient3

 

# Descobre qual é o device da placa wireless

placa=`cat /proc/net/wireless | tail -n 1 | cut -f 1 -d ":" | cut -c 3-`

 

# Configura a rede

wpa_supplicant -i $placa -c /etc/wpa_supplicant.conf -B -D wext

ifconfig $placa $endip netmask $masc up

route del default

route add default gw $gtw dev $placa

echo "nameserver $enddns" > /etc/resolv.conf

 

Ao terminar, transforme o arquivo em executável e crie um link para ele dentro da pasta "/etc/rc5.d", de forma que ele seja executado durante o boot:

 

# chmod +x /etc/init.d/wireless

# cd /etc/rc5.d

# ln -s ../init.d/wireless S99wireless

 

Se preferir, você pode também adicionar o comando "/etc/init.d/wireless" em algum dos arquivos de inicialização, como o "/etc/**.local", de forma que ele seja executado diretamente. Vai do que achar mais prático de acordo com a situação.

 

Terminado, é só reiniciar o micro e testar. :)

 

Este script "base" pode ser adaptado de acordo com a necessidade, incluindo outros comandos que você precise executar para ativar a placa de rede (ou ativar o transmissor ou para resolver problemas diversos).

 

Por exemplo, em um Acer 5043, preciso rodar os dois comandos abaixo para ativar o transmissor da placa wireless, caso contrário a placa simplesmente não transmite dados:

 

# modprobe acer_acpi

# echo "enabled : 1" > /proc/acpi/acer/wireless

 

Em outro (com uma placa Atheros) notei um problema estranho onde a placa é detectada apenas às vezes ao ativar o módulo. Às vezes é necessário carregar e descarregar o módulo várias vezes antes da rede ser detectada. Resolvi o problema na base da "força bruta" usando esse função, que continua carregando e descarregando os módulos até que a placa seja ativada e o device apareça no arquivo /proc/net/wireless:

 

atheros=`cat /proc/net/wireless | grep ath0`

while [ -z "$atheros" ]; do

/sbin/modprobe -r ath_pci

/sbin/modprobe -r ath_hal

sleep 3

/sbin/modprobe ath_hal

/sbin/modprobe ath_pci

atheros=`cat /proc/net/wireless | grep ath0`

done

 

Em ambos os casos, os comandos poderiam ser adicionados no início do script, de forma que a rede fosse ativada antes dos demais comandos, como em:

#!/bin/sh

# script para configurar a rede wireless

 

endip="192.168.1.65"

masc="255.255.255.0"

gtw="192.168.1.1"

enddns="208.67.222.222"

 

atheros=`cat /proc/net/wireless | grep ath0`

while [ -z "$atheros" ]; do

/sbin/modprobe -r ath_pci

/sbin/modprobe -r ath_hal

sleep 3

/sbin/modprobe ath_hal

/sbin/modprobe ath_pci

atheros=`cat /proc/net/wireless | grep ath0`

done

 

# Desativa o network-manager do Ubuntu/Kubuntu

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManagerDispatcher stop

/etc/dbus-1/event.d/??NetworkManager stop

 

# Fecha outras instâncias ativas do wpa_supplicant

killall wpa_supplicant

 

# Desativa a interface de rede cabeada

ifconfig eth0 down

 

# Desativa o cliente dhcp

killall dhclient3

 

# Descobre qual é o device da placa wireless

placa=`cat /proc/net/wireless | tail -n 1 | cut -f 1 -d ":" | cut -c 3-`

 

# Configura a rede

wpa_supplicant -i $placa -c /etc/wpa_supplicant.conf -B -D wext

ifconfig $placa $endip netmask $masc up

route del default

route add default gw $gtw dev $placa

echo "nameserver $enddns" > /etc/resolv.conf

 

Naturalmente, escrever o script do zero pode ser bem mais complicado do que simplesmente configurar a rede usando as ferramentas disponíveis, mas agora que você tem um modelo pronto, pode usá-lo de forma bastante prática, simplesmente substituindo as informações que forem diferentes em cada situação. Esta é a beleza dos scripts de configuração: eles podem ser escritos uma vez e depois usados indefinidamente, com pequenas alterações.

 

Se for Linux

 

 

Os chipsets IPW2100 e IPW2200 são fabricados pela Intel e vendidos na forma de placas mini-PCI destinadas a notebooks. Elas são encontradas em notebooks com a tecnologia Centrino.

 

Trata-se na verdade de um golpe de marketing da Intel para vender mais placas, chipsets e processadores. Para usar a marca "Centrino", um notebook precisa usar um processador Pentium M, um chipset Intel e uma placa wireless IPW2100 ou IPW2200. Os fabricantes acabam comprando então os três componentes da Intel, ao invés de usar uma placa wireless ou chipset de outro fabricante. Note que existem muitos notebooks com processadores Pentium M ou Celeron M e placas wireless de outros fabricantes, mas eles não são "Centrino".

 

Embora raro, é possível comprar as placas separadamente para uso em outros modelos que possuam um slot mini-PCI livre (neste caso, as placas são vendidas sem a marca "Centrino"). Embora a foto não dê uma boa noção de perspectiva, as placas mini-PCI são realmente pequenas, quase do tamanho de uma caixa de fósforos.

 

figura

 

Você pode verificar o modelo correto usando o lspci e em seguida baixar o driver no:

 

É necessário se cadastrar para acessar o conteúdo.

 

ou

 

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Em ambos os casos, você precisará de dois arquivos. O driver propriamente dito e o firmware, novamente um arquivo separado. Como de praxe, os drivers são de código aberto mas o firmware não.

 

O driver em si já vem pré-instalado na maioria das distribuições e foi incluído oficialmente no Kernel a partir do 2.6.14, de forma que você já o encontrará pré-instalado em praticamente qualquer versão atual.

 

De qualquer forma, se você precisar instalá-lo ou atualizá-lo manualmente, basta baixar e descompactar o arquivo e rodar os comandos:

 

# make

# make install

 

Isto gerará e copiará os módulos ipw2200.ko, ieee80211.ko, ieee80211_crypt.ko e ieee80211_crypt_wep.ko para a pasta "/lib/modules/2.6.x/kernel/drivers/net/wireless/".

 

Em seguida vem o passo que é quase sempre necessário: baixar o arquivo com o firmware ("ipw2200-fw-2.4.tgz", no meu caso), descompactar e copiar os arquivos para dentro da pasta "/lib/firmware" (em distribuições que usam o udev) ou "/usr/lib/hotplug/firmware/" (nas distribuições que ainda usam o hotplug), como em:

 

# cp -a ipw2200-fw-2.4.tgz /lib/firmware/

# cd /lib/firmware/

# tar -zxvf ipw2200-fw-2.4.tgz

 

A partir daí, a placa deve ser ativada automaticamente durante o boot. Caso você queira ativar e desativar o suporte manualmente, use os comandos:

 

# modprobe ipw2200 (para carregar)

 

# modprobe -r ipw2200 (para desativar)

 

Caso não tenha certeza sobre o uso do hotplug ou udev, não existe problema em copiar os arquivos para ambas as pastas, ou criar um link apontando para a outra. Ao ser carregado, o módulo procura os arquivos na pasta correta.

 

Uma pegadinha, é que existem várias versões do firmware disponíveis no

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, acompanhando as diferentes versões do driver. A versão 2.4 funciona em conjunto com o driver de versão 1.07 até 1.10 (usado no Kurumin 6.0, por exemplo), enquanto o firmware versão 3.0 funciona em conjunto com o 1.11 em diante. Ao instalar uma nova versão do driver, lembre-se também de checar e, se necessário, atualizar também o firmware.

 

Você pode checar qual é a versão instalada usando o comando:

 

# modinfo ipw2200(ou modinfo ipw2100)

 

Ao instalar uma nova versão do firmware, tome sempre o cuidado de primeiro remover os arquivos da anterior, pois em muitos casos os nomes dos arquivos mudam de uma versão para a outra, fazendo com que os arquivos fiquem duplicados ao instalar por cima.

 

Se você estiver usando uma distribuição recente, que utilize o udev, pode existir um complicador a mais. O hotplug carrega automaticamente o firmware a partir da pasta "/usr/lib/hotplug/hotplug/firmware" quando o módulo é carregado. O udev também pode fazer isso automaticamente, desde que exista uma regra apropriada dentro do diretório "/etc/udev/rules.d" e que o executável "/sbin/firmware_helper" esteja disponível.

 

O grande problema é que muitas distribuições, com destaque para o Debian, propositalmente não incluem os dois componentes, talvez com o objetivo de dificultar a vida de quem quer carregar os "firmwares proprietários do mal". Neste caso, você vai precisar instalar manualmente.

 

Comece baixando o código fonte do udev no

É necessário se cadastrar para acessar o conteúdo.
. No meu caso, baixei o arquivo "udev-081.tar.gz".

 

Descompacte o arquivo e, dentro da pasta que será criada, rode o comando:

 

# make EXTRAS=extras/firmware

 

Isso vai compilar apenas o firmware_helper, dentro da pasta "extras/firmware/", sem compilar o udev inteiro. O próximo passo é copiá-lo para dentro da pasta "/sbin/".Verifique também se ele está com a permissão de execução ativa:

 

# cp -a extras/firmware/firmware_helper /sbin/

# chmod +x /sbin/firmware_helper

 

Falta agora criar a regra que instrui o udev a usá-lo. Acesse a pasta "/etc/udev/rules.d" e crie o arquivo "z99_firmware", contendo a linha:

ACTION=="add", SUBSYSTEM=="firmware", RUN+="/sbin/firmware_helper"

 

Esta regra diz que sempre que for encontrado um dispositivo cujo módulo precise carregar um determinado firmware, o udev deve executar o "/sbin/firmware_helper", que se encarrega de fazer o carregamento. Para que a regra entre em vigor, reinicie o udev com o comando "/etc/init.d/udev/restart".

 

Um último complicador, desta vez não relacionado com o driver é que em muitos notebooks o atalho de teclado para ativar e desativar o transmissor wireless é controlado via software e só funciona em conjunto com um driver específico. Você encontra uma lista detalhada dos notebooks problemáticos e dicas para ativar o transmissor em cada um no:

É necessário se cadastrar para acessar o conteúdo.
.

 

Em alguns casos, é necessário carregar um módulo adicional, em outros é necessário alterar manualmente algum parâmetro do ACPI, enquanto em alguns (como no Asus M5) a única opção é dar um boot no Windows e ativar o transmissor usando o utilitário do fabricante. Estranhamente, neste caso a configuração é salva em algum lugar no CMOS, tornando-se definitiva.

 

Com os arquivos do firmware no local correto e o hotplug/udev funcionando corretamente, o driver vai funcionar corretamente. Você pode verificar as mensagens de inicialização usando o comando "dmesg | grep ipw", como em:

 

# dmesg | grep ipw

 

ipw2200: Intel® PRO/Wireless 2200/2915 Network Driver, 1.0.8

ipw2200: Copyright© 2003-2005 Intel Corporation

ipw2200: Detected Intel PRO/Wireless 2200BG Network Connection

 

Se, por outro lado, o comando exibir algo como:

 

ipw2200: Intel® PRO/Wireless 2200/2915 Network Driver, 1.0.8

ipw2200: Copyright© 2003-2005 Intel Corporation

ipw2200: Detected Intel PRO/Wireless 2200BG Network Connection

ipw2200: Unable to load ucode: -62

ipw2200: Unable to load firmware: -62

ipw2200: failed to register network device

ipw2200: probe of 0000:01:05.0 failed with error -5

 

... rode os comandos abaixo para recarregar o driver:

 

# echo 100 > /sys/class/firmware/timeout

# modprobe -r ipw2200

# modprobe ipw2200

 

A partir daí a placa passará a funcionar normalmente. Você pode incluir os comandos no final do arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh", ou "/etc/**.d/**.local" para que eles sejam executados automaticamente durante o boot.

 

O primeiro comando aumenta o tempo de espera do Kernel na hora de carregar o firmware. O default são 10 milessegundos, o que não é suficiente em algumas versões do driver. Aumentando o tempo de espera, o driver passa a carregar corretamente.

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