Crossover de World of Warcraft com D&D traz ótimas ideias, mas sofre com inconsistências
A aguardada colaboração entre World of Warcraft e Dungeons & Dragons finalmente chegou às mesas, unindo o gigante MMO ao famoso sistema de RPG. No entanto, o livro de regras entrega um resultado bastante irregular. Enquanto algumas partes apresentam adaptações criativas e empolgantes, outras simplesmente pedem para o jogador consultar o material básico de D&D que ele provavelmente já possui em casa.
Essa oscilação fica evidente nas classes e raças. O Death Knight, por exemplo, adapta a base do Paladin com magias temáticas exclusivas e montaria fantasmagórica, enquanto magias icônicas como Divine Shield surgem absurdamente fortes. Em contrapartida, classes como o Shaman foram encaixadas de forma estranha no Barbarian, deixando de lado o perfil conjurador visto no videogame. Nas origens, raças como Dracthyr e Void Elves receberam traços inéditos, mas Orcs e Dwarves acabaram direcionados para o conteúdo padrão já existente.
Apesar desses tropeços, o suplemento se destaca muito pelos sistemas secundários, com grande potencial para uso em qualquer campanha. O livro reformula a coleta e criação de itens com regras acessíveis para profissões, permitindo buscar matérias-primas e receitas com facções específicas, superando a mecânica engessada do sistema original de D&D. Há também uma mecânica de Renown, que garante vantagens conforme sua reputação com cidades famosas de Azeroth, além de novas dungeons, itens mágicos e um bestiário bem servido.

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