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  1. Grupo comemora a conquista da Copa do Mundo do Qatar Torcedores comemoram em Buenos Aires a conquista da Copa do Mundo - Tomas Cuesta/AFP São Paulo Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um torcedor argentino arrancando a bandeira do Brasil do mastro de um hotel em Buenos Aires e jogando fora, nesta terça-feira (20). Ele estava com um grupo que torcedores que saíram às ruas para recepcionar os campeões da Copa do Mundo do Qatar. No vídeo, um grupo de torcedores está em frente ao hotel e um deles sobe na marquise do hotel, arranca a bandeira do Brasil e joga no meio da multidão, que grita com euforia com a ação do homem. Nas redes sociais, internautas criticaram os brasileiros que torceram pelos vizinhos na Copa. "Acho incrível o malabarismo que vocês fazem para defender os caras e olha que eu nem patriota eu sou", disse o usuário Ally Manion. "Vai lá brasileiro, torce para esse país novamente", tuitou internauta que se identifica como Isa. Seleção argentina chega a Buenos Aires "Na festa dos argentinos, pela conquista do tri, imbecil arranca bandeira do Brasil e atira na multidão. Nunca irei torcer para esses caras. Se acham superiores e buscam jogadores melhores do que Pelé e não encontram. Hermanos?", tuitou o jornalista Chico Lang, que compartilhou o vídeo dos argentinos arrancando a bandeira do Brasil. "Essa rivalidade Brasil x Argentina é forçadíssima. Não tem um brasileiro sequer que ficou abalado por que a Argentina ganhou. É muito diferente por exemplo quando o time rival do teu clube ganha. Se o Internacional ganhar um título, acaba o meu dia. Essa é a diferença", comentou o internauta Nat Klose. Em contrapartida, outros usuários da rede social defenderam os argentinos. "Os caras são o maior rival do Brasil, queria que eles mandassem flores e chocolate para nós?", questionou a internauta Érica Amanda. "Momento dos caras! Totalmente compreensivo! Fora que até eu estou arrancando bandeira do Brasil!", tuitou Fernando Nisio. "Não se deve generalizar. Óbvio que o que o rapaz fez está errado, mas são atitudes pontuais, de gente mal-educada, e acontecem em todo lugar. Não mancha a nossa honra, nem tira o brilho da conquista argentina", tuitou Claudio Moraes.
  2. PVC Após a implacável goleada do Mineirão, alemães não venceram mais em noventa minutos em Copas A necessidade de a Alemanha vencer a Espanha, para não ser eliminada, contrasta com a fama cultivada depois do 7 a 1, de que o país produziu sua grande reconstrução após cair na primeira fase da Eurocopa 2000. Naquela Euro, os alemães ficaram em último lugar numa chave com Portugal, Romênia e Inglaterra. Tem até livro publicado sobre a grande reforma, cujo título é "Das Reboot" (A Reinicialização). Explica passo a passo o processo de renascimento da seleção alemã. E, no entanto, depois do título mundial de 2014, a Alemanha foi desclassificada na fase de grupos de Copa do Mundo de 2018. Nunca havia acontecido. Neuer, goleiro alemão no 7 a 1 sobre o Brasil, na Copa de 2014, vê a bola dentro do gol e o japonês Kaoru Mitoma correndo para comemorar um dos gols dos asiáticos na surpreendente vitória por 2 a 1, na Copa 2022 no Qatar - Anne-Christine Pouloulat/AFP Depois do 7 a 1, jogaram cinco partidas em Copas: perderam do México, Coreia do Sul e Japão, ganharam da Argentina a final do Maracanã, na prorrogação, e da Suécia, na Rússia, com gol de falta de Toni Kroos no minuto 95. Ou seja, depois da implacável goleada do Mineirão, não venceram mais em noventa minutos em Copas. O técnico Joachim Löw, o décimo em cem anos de seleção alemã, saiu depois da eliminação nas oitavas-de-final da Eurocopa, contra a Inglaterra. Mas a demissão foi decidida oito meses antes, após perder por 6 a 0 para a Espanha, no jogo que a tirou da Liga das Nações. O 7 a 1 representou o declínio do Brasil, mas o aspecto emocional foi tão importante para aquele resultado quanto o técnico. A seleção não estava bem e Felipão tomou decisões erradas, como a escalação de Bernard, contra a vontade de seus observadores. O time tinha todo o peso sobre um jovem craque de 22 anos, que deveria ser parte de uma equipe experiente e virou a única referência, depois de Adriano Imperador e Ronaldinho Gaúcho desistirem da carreira de alto nível. Kaká estava machucado e Robinho cometeu o crime hediondo, pelo qual foi condenado, 17 meses antes do Mundial. O normal seria os alemães ganharem no Mineirão. O placar de 3 a 1 refletiria aquele momento. O 7 a 1 foi a soma de tudo o que está descrito acima e das ausências do craque do time, por lesão, e do capitão Thiago Silva, por suspensão. O 7 a 1 não é o símbolo de que tudo estava perfeito em Berlim, nem destruído aqui. A atual crise da Alemanha é também reflexo do equilíbrio entre as seleções. O que não exclui o contraste entre ter sido apontada como símbolo da modernidade, em 2014, e colecionar apenas desgostos depois. Antes do "Reboot", a grande desonra alemã havia acontecido na Eurocopa de 1984, eliminação na primeira fase, num jogo contra a Espanha, adversária de hoje. Dirigida por Jupp Derwall, ex-assistente de Helmut Schoen na Copa de 1974 –qualquer semelhança com Hansi Flick não é coincidência–, a Alemanha tinha uma crise com um de seus craques, Bernd Schuster. Veja imagens do jogo Alemanha e Japão Tão brilhante quanto arrogante, Schuster recusou-se a jogar pela seleção depois de levar bronca de Derwall por não ir à festa de aniversário de Hansi Muller e afirmar publicamente: "Não gosto de Hansi". Derwall telefonou para Schuster, deu-lhe uma bronca em duzentas palavras e percebeu o telefone ficar mudo do outro lado da linha. Schuster simplesmente desligou. A esposa de Schuster declarou que Derwall ligou para sua casa e estava bêbado. A história, contada no livro "Tor" (Gol), do jornalista alemão Ulrich Hesse, termina com a derrota da Alemanha por 1 a 0 para a Espanha e a eliminação na fase de grupos da Euro 1984. Derwall foi demitido na semana seguinte.
  3. Confira guia com datas, onde assistir, as seleções classificadas e outros detalhes do torneio São Paulo Pela primeira vez na história a Copa do Mundo de futebol masculino será disputada no Oriente Médio. O Qatar recebe, de 20 de novembro a 18 de dezembro, as 32 seleções que vão em busca do título. O país gastou US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão, em cotação atual) em infraestrutura em um esforço para garantir o sucesso do projeto. Oito estádios, sete dos quais com ar-condicionado, foram construídos ou reformados, juntamente com um novo sistema de metrô e aeroporto internacional. Confira abaixo as respostas para algumas das principais dúvidas sobre o torneio. Tudo sobre a Copa do Mundo 2022 O estádio Lusail, no Qatar, será o palco da grande final da Copa do Mundo 2022, dia 18 de dezembro, ao meio-dia - Karim Jaafar/AFP Onde será a Copa do Mundo? O Mundial de 2022 será disputado no Qatar. Será a primeira vez que uma Copa do Mundo será realizada no Oriente Médio. Quando é a Copa do Mundo 2022? De 20 de novembro a 18 de dezembro. Quando é o último jogo da Copa do Mundo? A final acontece no dia 18 de dezembro, um domingo, ao meio-dia (horário de Brasília), no estádio Lusail. Por que a Copa do Mundo será em novembro? Tradicionalmente disputada em junho, a competição deste ano foi marcada para novembro porque o Qatar costuma ter temperaturas muito altas, tempestades de areia e baixa umidade do ar entre junho e agosto. Por isso, para preservar a saúde dos atletas e dos torcedores, a Fifa marcou o torneio para o fim do ano. Como a Copa do Mundo funciona? As 32 seleções são divididas em grupos de quatro. Os times se enfrentam uma vez dentro do grupo, e os dois mais bem classificados passam para as oitavas. A partir daí, é eliminatória em jogo único. Se empatar, vai para a prorrogação e pênaltis. Quais são os países participantes da Copa do Mundo? Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Camarões, Canadá, Coreia do Sul, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Equador, Espanha, Estados Unidos, França, Gana, Holanda, Inglaterra, Irã, Japão, Marrocos, México, País de Gales, Polônia, Portugal, Qatar, Senegal, Sérvia, Suíça, Tunísia e Uruguai. As 32 seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2022 Onde assistir à Copa do Mundo 2022? A Globo tem exclusividade do evento em TV aberta e fechada. Os jogos serão transmitidos na TV Globo e nos canais SporTV. Além disso, o grupo também exibirá as partidas no Globoplay. Segundo a Fifa, também estão licenciadas as rádios Bandeirantes, Energia 97 FM, Gaúcha, Itatiaia, Jornal, Jovem Pan e Transamerica. Copa do Mundo é feriado? Segundo especialistas, a legislação trabalhista não prevê obrigação de a empresa dispensar os funcionários no dia dos jogos da Copa. No entanto, é possível negociar folgas ou combinar uma jornada de trabalho menor para conseguir acompanhar as partidas. Quem ganhou a última Copa do Mundo? A França foi a campeã da Copa do Mundo de 2018 ao bater a Croácia por 4 a 2, na Rússia. Quais são os campeões da Copa do Mundo? Brasil - 5 títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) Alemanha - 4 títulos (1954, 1974, 1990 e 2014) Itália - 4 títulos (1934, 1938, 1982 e 2006) Argentina - 2 títulos (1978 e 1986) França - 2 títulos (1998 e 2018) Uruguai - 2 títulos (1930 e 1950) Espanha - 1 título (2010) Inglaterra - 1 título (1966) Veja a tabela da Copa do Mundo 2022 Clique e acesse a tabela para saber todos os dias e horários das partidas do Mundial.
  4. PVC Mundial do Qatar será diferente de tudo o que já se viu no torneio Tite só escalou a seleção com Paquetá como segundo homem de meio de campo, atrás de Raphinha, Vinicius Junior, Richarlison e Neymar por 15 minutos do amistoso contra o Japão. Foi o tempo necessário para Richarlison sofrer pênalti, Neymar cobrar e dar a vitória por 1 a 0. Fora isso, a seleção usou o mesmo desenho que Tite pretende utilizar contra Gana, nesta sexta-feira (23), na goleada por 4 a 0 sobre o Paraguai, no Mineirão, mas com Fabinho de volante, Coutinho e Matheus Cunha no ataque. Jogadores da seleção brasileira comemoram o primeiro gol contra o Paraguai, pelas eliminatórias para a Copa do Mundo - Cesar Olmedo-8.jun.21/Reuters É muito importante observar o que acontecerá nos jogos contra Gana e Tunísia. O Brasil aprendeu a repetir o chavão "seleção é momento" baseado numa época em que o time chegava ao México um mês antes de estrear contra a Tchecoslováquia, em 1970, ou aterrissava na Espanha vinte dias antes de enfrentar a União Soviética, em 1982. Os jogadores de todas as seleções só serão liberados por seus clubes na noite de 13 de novembro. A Copa do Mundo começa no domingo seguinte, dia 20. Ou se treina agora, ou nunca mais. O Mundial do Qatar será o primeiro do século 21 com craques no meio da temporada, no ápice físico. Maradona chegou ao Mundial de 1986 depois de disputar 29 partidas na temporada. Brilhou! Zidane assistiu à França estrear perdendo do Senegal na Copa do 2002. Exausto e machucado, após 47 jogos da temporada concluída duas semanas antes da Copa, o francês atuou no sacrifício e apenas na terceira rodada. A França era favorita e foi eliminada na fase de grupos. Esta Copa promete ser diferente de tudo. Não apenas por ter os craques em boa forma, depois de 21 partidas, no máximo, antes do pontapé inicial. Também porque a Fifa torna cada vez mais liberados os craques sem pátria. Portugal tem três brasileiros usualmente convocados por Fernando Santos: o zagueiro alagoano Pepe; o meia paraibano Otávio; e o volante carioca Matheus Nunes. A Alemanha pode estrear Bella Kotchap, germânico nascido em Paris, que joga na Inglaterra, pelo Southampton. A Espanha não convocou desta vez, mas pode levar à Copa Thiago Alcântara, símbolo do futebol globalizado, por ter nascido na Itália, crescido no Brasil, ser campeão da Champions pelo Bayern, da Alemanha, atual jogador do Liverpool, da Inglaterra, que optou pela seleção espanhola. Como seleção não é pátria de chuteiras, não há nenhum problema até aqui. É diferente com o time do Qatar, dirigido pelo espanhol Felix Sánchez. Dos prováveis 26 convocados, um é português, o lateral Ró-Ró, dois nascidos no Sudão, dois no Iraque, além dos naturais do Egito, Gana, Argélia, Bahrein e França. Se for para contratar jogadores, melhor ver Real Madrid, Barcelona, Manchester City e Paris Saint-Germain. A Copa é o momento em que os países da periferia do futebol sentem-se parte do mapa-múndi. É quando um senegalês torce por seu país em vez do Bayern, para comemorar Sadio Mané. A relação do torcedor de seleção é – e sempre foi – diferente da que se tem com os clubes. Não é só no Brasil. O Milan é mais querido do que a Azzurra, o Barcelona é muito mais do que La Roja. Mas, na Copa, a torcida da Argentina encanta e um camaronês sente orgulho de ser o país de Samuel Eto’o e Roger Milla. Senão, vira Fórmula 1, onde um autódromo na Holanda se pinta de cor de laranja para torcer por uma equipe austríaca, porque Max Verstappen é piloto da Red Bull. Como, no passado, brasileiros torcíamos por Ayrton Senna, para vê-lo festejar exibindo a bandeira do país.
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