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Veja os erros dos presidenciáveis no primeiro debate da campanha
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Candidatos erram em temas como inflação, autoria de leis, educação e violência Na noite deste domingo (28), os principais candidatos à presidência participaram do primeiro debate da campanha eleitoral de 2022, realizado pela Band, Folha de S.Paulo, UOL e TV Cultura. A Lupa checou algumas das declarações dos candidatos, confira o resultado: Os candidatos à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Luiz Felipe D'Avila (Novo), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) durante debate - Marlene Bergamo/Folhapress Luiz Inácio Lula da Silva (PT) FALSO A Lei nº 9.613, que criou a figura jurídica da lavagem de dinheiro, foi sancionada em março de 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ou seja, quatro anos antes de Lula assumir a presidência em 2002. Em 2012, depois de Lula deixar o Planalto, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou uma revisão dessa legislação com a Lei nº 12.683 de 2012. VERDADEIRO Em 2002, um ano antes de Lula assumir a presidência pela primeira vez, 3,4 milhões de pessoas estavam matriculadas em universidades no Brasil (aba 1). Os dados são do Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). EXAGERADO Entre 2003 e 2010, período em que Lula foi presidente, o número de estudantes universitários quase dobrou, mas não chegou a 8,5 milhões. Em 2010, último ano da gestão do petista, havia 6,3 milhões de estudantes matriculados (página 41). O número de universitários chegou a 8 milhões em 2015, último ano completo de Dilma Rousseff (PT) na presidência, e chegou próximo dos 8,5 milhões em 2018, já no último ano do mandato de Michel Temer (MDB). Naquele ano foram 8,45 milhões de matrículas. Jair Bolsonaro (PL) FALSO Os deputados do PT votaram favoravelmente à Medida Provisória nº 1.076/2021, que instituiu o valor mínimo de R$ 400 para o Auxílio Brasil — substituto do Bolsa Família. De acordo com o site da Câmara dos Deputados, o partido recomendou a aprovação da proposta e todos os parlamentares votaram a favor da medida. Ao todo, 426 parlamentares participaram desta votação. Na sessão realizada em 27 de abril, apenas os deputados federais do Novo votaram contra. Ao todo, a proposta teve 418 votos a favor da MP e 7 contra. FALSO Segundo relatório da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tinha a 4ª maior inflação entre os países do G20 em maio de 2022, atrás apenas da Turquia, Argentina e Rússia. O levantamento analisou a inflação acumulada nos últimos 12 meses até maio de 2022, nas 20 maiores economias do mundo. No período, a inflação brasileira foi de 11,7%, superior à média dos países da OCDE (9,6%), do G20 (8,8%) e do G7 (7,5%). FALSO Em julho de 2022, o IPCA acumulado em 12 meses estava em 10,07%, mesmo com a deflação de 0,68% registrada no mês. Nos Estados Unidos, a inflação estava em 8,5%. VERDADEIRO Até 2021, a Petrobras havia recuperado R$ 6 bilhões em acordos e delações. Os recursos foram devolvidos à empresa, que é considerada vítima nos crimes investigados pela Operação Lava Jato. Ciro Gomes (PDT) EXAGERADO A educação pública — federal, estadual e municipal — do Ceará só apareceu em primeiro lugar na última edição (2019) do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos anos finais do ensino fundamental (9º ano), empatada com São Paulo. Nos outros dois ciclos, o estado foi superado por outras unidades da Federação. No primeiro ciclo do ensino fundamental, o estado está em terceiro lugar, e no ensino médio, em sexto. Quando considerada apenas a rede estadual, o Ceará não ficou em primeiro lugar em nenhuma das séries analisadas. Simone Tebet (MDB) EXAGERADO Segundo a 9ª edição da pesquisa "Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher", publicação do DataSenado em parceria com o OMV (Observatório da Mulher contra a Violência), 27% das brasileiras já passaram por alguma situação de violência doméstica ou familiar provocada por um homem. O levantamento, publicado em 2021, entrevistou 3 mil brasileiras. Proporcionalmente, significa dizer que uma em cada quatro mulheres no Brasil já foi vítima de violência doméstica ou familiar —e não uma em cada três. O dado citado pela senadora é próximo do que diz um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) feito com base em dados coletados ao redor do mundo de 2000 a 2018. A pesquisa revelou que, em todo o mundo, uma em cada três mulheres no mundo já foi submetida a situações de violência física ou sexual. Veja os destaques do debate dos candidatos à Presidência promovido pela Band Edição Chico Marés, Leandro Becker, Marcela Duarte e Maurício Moraes
