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Forças Armadas farão apuração paralela em tempo real com 385 urnas
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Cézar Feitoza - Folha Com apoio do TSE, análise por amostragem contará com 400 militares para coletar QR Code de boletins Brasília Dentro da proposta de fiscalizar o processo eleitoral, técnicos das Forças Armadas decidiram investir em um projeto para conferir em tempo real a totalização dos votos feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A medida, inédita na história democrática brasileira, consiste em levar militares em seções eleitorais espalhadas pelo país para tirar e enviar fotos do QR Code dos boletins de urna para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, que fará um trabalho paralelo de contagem dos votos. Militares com conhecimento do assunto disseram à Folha que, a princípio, a conferência será feita com 385 boletins de urna —amostragem que, pelas contas dos técnicos, garantiria 95% de confiabilidade. O resultado dos boletins de cada urna será conferido com os dados enviados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) para o TSE. TSE apresenta as urnas eletrônicas que devem ser usadas a partir deste ano - Abdias Pinheiro - 13.dez.21/Divulgação TSE O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, fechou um acordo com os militares em reunião no dia 31 de agosto para liberar às entidades fiscalizadoras os arquivos brutos da totalização enviados pelos tribunais regionais. Com a concessão de Moraes, os militares terão acesso em tempo real aos dados enviados para a totalização, em vez de ter de coletar as informações na base de dados do TSE disponibilizada na internet. A conferência da totalização dos votos é uma das fases da fiscalização do processo eleitoral definidas pelo TSE. Em resolução, a corte permite o envio das imagens dos boletins de urnas após a conclusão da totalização dos votos. Para evitar a demora e fazer o trabalho em tempo real, militares que estarão a serviço em operações de garantia de votação e apuração devem ser escalados para tirar as fotos dos boletins de urna e enviar para o Comando de Defesa Cibernética. A expectativa de militares ouvidos pela Folha é que, na mesma noite em que o resultado for proclamado, já haja também uma conclusão da análise das Forças Armadas. A participação dos militares na fiscalização do processo eleitoral tem sido usada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para disseminar desconfiança nas urnas eletrônicas e contestar o resultado do pleito. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, mantém diálogo com o presidente para repassar as avaliações das Forças Armadas sobre o processo eleitoral. Em entrevista à Jovem Pan na terça-feira (6), o presidente disse que Paulo Sérgio comentou o acordo com Alexandre de Moraes, no TSE, para viabilizar um projeto-piloto para a mudança no teste de integridade das urnas, como sugeriram as Forças Armadas. Bolsonaro, no entanto, reforçou as críticas ao sistema eletrônico de votação. "O último contato com o ministro da Defesa, junto com o ministro Alexandre de Moraes, o que me foi reportado é que com as sugestões das Forças Armadas, caso acolhidas, se reduz a próximo de zero a possibilidade de fraude. Próximo de zero não é zero. O que nós queremos não são eleições limpas?", disse o presidente. "Esse clima de animosidade poderia ter sido resolvido há muito tempo, se o ministro [Luís Roberto] Barroso, [ex-presidente do TSE,] não fosse para dentro da Câmara dos Deputados interferir diretamente numa Proposta de Emenda à Constituição que estava sendo votada e falava do voto impresso", completou. Além da conferência da totalização dos votos, as Forças Armadas têm outros dois focos na fiscalização do pleito. O primeiro é acompanhar as discussões no TSE sobre a sugestão de se alterar o teste de integridade. Em aceno na última reunião com o ministro Paulo Sérgio, Alexandre de Moraes indicou a possibilidade de acolher a proposta dos militares. A mudança consiste em realizar o teste de integridade, que confirma se as urnas anotam corretamente os votos, dentro das seções eleitorais. Os equipamentos serão desbloqueados pela biometria de eleitores para, segundo os militares, reduzir a chance de um código malicioso alterar votos. A Folha apurou com militares e membros da área técnica do tribunal que o teste no novo modelo deve ser realizado em uma urna por capital. O número agrada os técnicos das Forças Armadas, considerando a dificuldade logística e o curto prazo para a alteração. O segundo foco é conferir se os sistemas inseridos nas urnas eletrônicas nos estados são os mesmos lacrados e assinados pelas entidades fiscalizadoras no início do mês. Por duas semanas, 18 técnicos das Forças Armadas analisaram partes do código-fonte das urnas e fizeram anotações, com caneta e papel, sobre quatro sistemas utilizados nas eleições. Agora, os militares se preparam para viajar a alguns estados e analisar os códigos inseridos nas urnas eletrônicas. Não há definição de quantas urnas serão verificadas pelas Forças Armadas. A análise ocorre a despeito de o TSE já prever medidas de segurança contra mudanças nos sistemas do processo eleitoral. Segundo o tribunal, qualquer alteração feita no código após a lacração trava as urnas eletrônicas e impede os registros dos votos. As medidas para fiscalização do processo eleitoral ocorrem em meio ao armistício entre o ministro da Defesa e Moraes. A relação dos militares com o antecessor de Moraes, Edson Fachin, estava estremecida. Enquanto o ministro da Defesa tentava viabilizar uma reunião entre técnicos das Forças Armadas e do TSE, Fachin evitava encontros fora da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), sob o argumento de não privilegiar nenhuma entidade fiscalizadora em detrimento das outras. Com Moraes, no entanto, a situação mudou. O presidente da corte recebeu Paulo Sérgio duas vezes; na segunda, no fim de agosto, promoveu o encontro entre os técnicos, solicitado pelo Ministério da Defesa. Havia temor por parte de generais consultados pela Folha de que Bolsonaro usasse os palanques do 7 de Setembro para renovar os ataques às urnas eletrônicas e Moraes, um dos principais desafetos do mandatário. Na prática, os militares acreditavam em uma possível quebra do armistício, com Moraes recuando do acordo para implementar o novo teste de integridade ainda no primeiro turno. Após as manifestações no Bicentenário da Independência, a avaliação dos militares é que Bolsonaro conseguiu conter os ataques e evitou prejuízos ao trabalho de aproximação entre o Ministério da Defesa e o TSE.-
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Veja os erros dos presidenciáveis no primeiro debate da campanha
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Candidatos erram em temas como inflação, autoria de leis, educação e violência Na noite deste domingo (28), os principais candidatos à presidência participaram do primeiro debate da campanha eleitoral de 2022, realizado pela Band, Folha de S.Paulo, UOL e TV Cultura. A Lupa checou algumas das declarações dos candidatos, confira o resultado: Os candidatos à Presidência da República Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Luiz Felipe D'Avila (Novo), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) durante debate - Marlene Bergamo/Folhapress Luiz Inácio Lula da Silva (PT) FALSO A Lei nº 9.613, que criou a figura jurídica da lavagem de dinheiro, foi sancionada em março de 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ou seja, quatro anos antes de Lula assumir a presidência em 2002. Em 2012, depois de Lula deixar o Planalto, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou uma revisão dessa legislação com a Lei nº 12.683 de 2012. VERDADEIRO Em 2002, um ano antes de Lula assumir a presidência pela primeira vez, 3,4 milhões de pessoas estavam matriculadas em universidades no Brasil (aba 1). Os dados são do Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). EXAGERADO Entre 2003 e 2010, período em que Lula foi presidente, o número de estudantes universitários quase dobrou, mas não chegou a 8,5 milhões. Em 2010, último ano da gestão do petista, havia 6,3 milhões de estudantes matriculados (página 41). O número de universitários chegou a 8 milhões em 2015, último ano completo de Dilma Rousseff (PT) na presidência, e chegou próximo dos 8,5 milhões em 2018, já no último ano do mandato de Michel Temer (MDB). Naquele ano foram 8,45 milhões de matrículas. Jair Bolsonaro (PL) FALSO Os deputados do PT votaram favoravelmente à Medida Provisória nº 1.076/2021, que instituiu o valor mínimo de R$ 400 para o Auxílio Brasil — substituto do Bolsa Família. De acordo com o site da Câmara dos Deputados, o partido recomendou a aprovação da proposta e todos os parlamentares votaram a favor da medida. Ao todo, 426 parlamentares participaram desta votação. Na sessão realizada em 27 de abril, apenas os deputados federais do Novo votaram contra. Ao todo, a proposta teve 418 votos a favor da MP e 7 contra. FALSO Segundo relatório da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tinha a 4ª maior inflação entre os países do G20 em maio de 2022, atrás apenas da Turquia, Argentina e Rússia. O levantamento analisou a inflação acumulada nos últimos 12 meses até maio de 2022, nas 20 maiores economias do mundo. No período, a inflação brasileira foi de 11,7%, superior à média dos países da OCDE (9,6%), do G20 (8,8%) e do G7 (7,5%). FALSO Em julho de 2022, o IPCA acumulado em 12 meses estava em 10,07%, mesmo com a deflação de 0,68% registrada no mês. Nos Estados Unidos, a inflação estava em 8,5%. VERDADEIRO Até 2021, a Petrobras havia recuperado R$ 6 bilhões em acordos e delações. Os recursos foram devolvidos à empresa, que é considerada vítima nos crimes investigados pela Operação Lava Jato. Ciro Gomes (PDT) EXAGERADO A educação pública — federal, estadual e municipal — do Ceará só apareceu em primeiro lugar na última edição (2019) do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos anos finais do ensino fundamental (9º ano), empatada com São Paulo. Nos outros dois ciclos, o estado foi superado por outras unidades da Federação. No primeiro ciclo do ensino fundamental, o estado está em terceiro lugar, e no ensino médio, em sexto. Quando considerada apenas a rede estadual, o Ceará não ficou em primeiro lugar em nenhuma das séries analisadas. Simone Tebet (MDB) EXAGERADO Segundo a 9ª edição da pesquisa "Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher", publicação do DataSenado em parceria com o OMV (Observatório da Mulher contra a Violência), 27% das brasileiras já passaram por alguma situação de violência doméstica ou familiar provocada por um homem. O levantamento, publicado em 2021, entrevistou 3 mil brasileiras. Proporcionalmente, significa dizer que uma em cada quatro mulheres no Brasil já foi vítima de violência doméstica ou familiar —e não uma em cada três. O dado citado pela senadora é próximo do que diz um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) feito com base em dados coletados ao redor do mundo de 2000 a 2018. A pesquisa revelou que, em todo o mundo, uma em cada três mulheres no mundo já foi submetida a situações de violência física ou sexual. Veja os destaques do debate dos candidatos à Presidência promovido pela Band Edição Chico Marés, Leandro Becker, Marcela Duarte e Maurício Moraes
