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Argentina cria 'dólar Coldplay' e 'dólar Qatar' para driblar crise
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Variantes, que já somam 14 na contagem oficial, buscam evitar saída de divisas do país e auxiliar setor de eventos Sylvia Colombo Buenos Aires O governo argentino anunciou nesta terça-feira (11) a criação de novas variantes do câmbio de dólares, uma para evitar a saída de divisas do país e outra para auxiliar o setor da produção de eventos, que vive uma longa crise devido à diferença de quase 100% entre a cotação do dólar oficial (149 pesos) e o chamado "blue" (280 pesos). Apelidado de "dólar Coldplay", devido à série de shows que a banda fará no país neste mês, trata-se de um acordo com o setor de produção de espetáculos para que este possa ter acesso a um dólar menos caro que o "blue", ao redor de 200 pesos. O objetivo é tornar mais fácil bancar bandas, artistas e a infraestrutura necessária para shows internacionais, cada vez mais raros com o agravamento da crise no país. Com as novas medidas, a Argentina agora tem 14 tipos de dólar em vigor oficialmente. O cantor britânico Chris Martin, vocalista da banda Coldplay - AFP Isso ocorre porque o país tem uma política de restrição de compra de dólares em vigor desde 2018. São poucos os setores da economia que têm acesso ao dólar por seu valor oficial (149 pesos) para importar um número limitado de produtos, geralmente ligados a bens de capital e insumos para a indústria. Já os particulares podem comprar, a esse valor, apenas US$ 200 por mês, para fins de poupança ou para viagens. Para todo o resto, existe o dólar "blue" (clandestino), que praticamente regula o mercado de preços no país. Apesar de ilegal, as autoridades fazem vista grossa para esse comércio, existindo casas de câmbio e operadores de dólar "blue" que atuam à luz do dia. O próprio governo se refere a ele com o eufemismo de "dólar informal". As restrições visam manter dólares no país, moeda da qual a Argentina carece. No começo do mês, o ministério da economia permitiu a criação do "dólar soja", como incentivo para que o setor do agro pudesse liquidar sua produção a um valor mais competitivo, a 200 pesos por dólar. O chamado "dólar Qatar", ou dólar para turistas, também anunciado nesta terça, terá o objetivo de deter a saída de divisas do país. Para isso, determina a imposição de mais taxas para quem quiser usar o cartão de crédito fora da Argentina. Nesta soma de impostos entrarão, além da taxa "País" (imposto que já existe para a compra de moeda estrangeira), há mais um novo tributo de 45%. O apelido de "dólar Qatar" se deve à Copa do Mundo e à expectativa de que vários argentinos, apesar dos altos preços, devem ir ao torneio. O "dólar Qatar" tem uma exceção: não se aplica à compra de passagens terrestres aos países limítrofes. Já compras de objetos de luxo no exterior, como automóveis, jets, bebidas alcoólicas premium, relógios, diamantes ou embarcações, terá um acréscimo de uma taxa de 25% sobre o valor "Qatar". A ideia por trás do encarecimento dos pagamentos com cartão de crédito é incentivar os argentinos que viajam a usarem cédulas de dólar (que muitos conservam em casa ou em cofres), evitando, deste modo, que os turistas busquem o Banco Central para comprar moeda para viajar, esvaziando as reservas em dólar do país. "Tomamos esta medida porque recebemos reclamações de setores da economia e porque queremos cuidar das reservas para a produção e a geração de emprego. Para isso, precisamos evitar a fuga de divisas", afirmou Carlos Castagneto, titular da Afip (a Receita Federal argentina) em entrevista a jornalistas no final da tarde. "Não estamos proibindo a compra de bens ou de pacotes turísticos, apenas encarecendo o valor do dólar para proteger nossas reservas", concluiu. Segundo estimativas do governo, a medida afetará 200 mil pessoas que usam regularmente o cartão de crédito em viagens ao exterior. A medida já começa a valer para compras realizadas nesta quarta-feira (12). O pagamento dos serviços de streaming, por sua vez, chamado de "dólar Netflix", continuará igual. Trata-se de um pagamento feito ao valor do dólar oficial, acrescido de dois impostos, um de 30%, chamado de "solidário", e uma outra taxa de 35%. -
Putin flerta com Terceira Guerra Mundial em jogada arriscada
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Russo tenta consolidar ganhos na Ucrânia, mas conflito nuclear deixou de ser especulação Igor Gielow São Paulo O que quer Vladimir Putin? A questão ronda a cabeça de políticos e observadores militares no Ocidente e na Rússia desde que o ex-espião emergiu como o czar do século 21, na virada dos anos 2000. Esta opacidade talvez seja seu maior ativo, dado que se encaixa tanto na descrição elogiosa de suas capacidades de sobrevivência e consolidação de poder nessas duas décadas quanto na acusação de ser mais um líder tático e reativo do que um pensador estratégico. Lançador do míssil intercontinental Iars, para ataques nucleares, em parada na praça Vermelha - Ilia Pitalev - 24.jun.2020/Reuters Sua campanha na Ucrânia, contudo, obedece a uma linha do tempo lógica de queixas, sinalizações e gestos concretos. Lida como neoimperialista no Ocidente, ela emula o pensamento da elite russa que agora se vê apavorada pelo espiralar de fatos na guerra em curso. Em resumo, é uma visão de que o Ocidente aproveitou-se da fraqueza russa após a dissolução da União Soviética, em 1991, com um cerco econômico e militar crescente. Ela é calcada em várias realidades inegáveis, como a expansão da Otan e a necessidade do maior país do mundo de ver suas fronteiras estratégicas protegidas após a perda de territórios tampão: seja a Ucrânia, a Geórgia ou o Cazaquistão. Mas também desconsidera outras coisas, a começar a parceria energética simbiótica com a Europa, que agora cobra seu preço com a ameaça de um inverno frio e famélico no continente, mas também a posição dessa elite no mundo globalizado. Nesse sentido, a invasão russa, vista por muitas pessoas próximas do Kremlin como impossível pelo custo que acarretaria, é uma paradoxal profecia autorrealizável. Desde o famoso discurso de Munique em 2004, Putin sempre disse o que lhe incomodava e marchava ante o mutismo ocidental. Foi assim quando lutou na Geórgia em 2008, ao anexar a Crimeia e incitar a guerra do Donbass em 2014. Isso fora a ação em frentes secundárias, como a guerra civil síria em 2015, o conflito no Cáucaso em 2020 ou a repressão à revolta cazaque de janeiro passado. Para americano ver ou não, foram ações. Só em 2021, Putin promoveu duas grandes mobilizações para ameaçar resolver a questão de sua fronteira com a Europa "manu militari". Não foi ouvido: apesar de ser algo próximo de um Estado falido, a Ucrânia é soberana e uma percepção dupla pesou no Ocidente: por um lado, a ideia de que Putin não pararia ali, por outro, a conveniência de enfraquecer o maior aliado da China sem arriscar uma guerra nuclear. Até aqui. A campanha russa foi marcada, na primeira fase que fracassou em tomar Kiev no susto e na terceira, que viu a queda das áreas ocupadas em Kharkiv, por um misto de soberba e inépcia tática, aliadas à falta de pessoal suficiente. Mais sucesso ocorreu na segunda, quando o Kremlin focou no Donbass e na consolidação da ponte terrestre entre a região e a Crimeia. Ainda assim, as vozes dos falcões da elite russa, muitos egressos dos serviços de segurança como o poderoso chefe da Guarda Nacional, Viktor Zolotov, sempre clamaram por um endurecimento que Putin evitava por temer mais desgaste doméstico —apesar de manter a retórica antiocidental afiada. Agora, recorre a uma bomba atômica política, preparando a anexação de áreas não totalmente sob seu controle e anunciando a mobilização de 300 mil homens. O problema, para o presidente e para o Ocidente, é que esse processo embute um risco muito aumentado de algum artefato nuclear real acabar entrando em uso. O desenho é simples: se o Donbass é russo e a Ucrânia o ataca com ajuda ocidental, então é a Rússia sob ataque e isso remete à doutrina nuclear assinada por Putin em 2020. Segundo ela, a bomba será usada se o país for atacado com armas de destruição em massa, o que é meio óbvio. Mas também "no caso de agressão contra a Federação Russa com armas convencionais, quando a própria existência do Estado estiver sob ameaça". No discurso em que anunciou a guerra, em 24 de feveiro, Putin disse: "Para o nosso país, [a Ucrânia se aliar ao Ocidente] é uma questão de vida ou morte, do nosso futuro histórico como nação. Isso não é exagero, é um fato. Não é só uma ameaça bem real a nossos interesses, mas para a própria existência do Estado e de sua soberania". Retórica, claro, pois uma Terceira Guerra Mundial acabaria com o mundo como o conhecemos, e por um tempo deu certo. Mas deixa aberta a possibilidade, em especial do uso de ogivas táticas, aquelas de baixa potência e pouca contaminação residual, para uso contra tropas. O problema é que seu emprego pode vencer batalhas, mas para vencer guerras o degrau é acima: armas táticas, que arrasam cidades inteiras e inviabilizam o solo. A noção de que um ataque com uma ogiva menor levaria a uma escalada é convencional por um bom motivo. O risco, portanto, deixa o campo da especulação novamente, como fez em alguns momentos desta guerra. Putin visa consolidar seus ganhos até aqui, nada desprezíveis e que dificultam vida da Ucrânia como Estado, chantageando uma Europa assustada com o inverno à frente. O faz com sua jogada mais arriscada até aqui, sem garantia de que vai dar certo e talvez o obrigando a cobrir a aposta feita para não perder a cadeira. Se tem isso no horizonte das possibilidades, é insondável —e angustiante justamente por isso. -
Forças Armadas farão apuração paralela em tempo real com 385 urnas
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Cézar Feitoza - Folha Com apoio do TSE, análise por amostragem contará com 400 militares para coletar QR Code de boletins Brasília Dentro da proposta de fiscalizar o processo eleitoral, técnicos das Forças Armadas decidiram investir em um projeto para conferir em tempo real a totalização dos votos feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A medida, inédita na história democrática brasileira, consiste em levar militares em seções eleitorais espalhadas pelo país para tirar e enviar fotos do QR Code dos boletins de urna para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, que fará um trabalho paralelo de contagem dos votos. Militares com conhecimento do assunto disseram à Folha que, a princípio, a conferência será feita com 385 boletins de urna —amostragem que, pelas contas dos técnicos, garantiria 95% de confiabilidade. O resultado dos boletins de cada urna será conferido com os dados enviados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) para o TSE. TSE apresenta as urnas eletrônicas que devem ser usadas a partir deste ano - Abdias Pinheiro - 13.dez.21/Divulgação TSE O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, fechou um acordo com os militares em reunião no dia 31 de agosto para liberar às entidades fiscalizadoras os arquivos brutos da totalização enviados pelos tribunais regionais. Com a concessão de Moraes, os militares terão acesso em tempo real aos dados enviados para a totalização, em vez de ter de coletar as informações na base de dados do TSE disponibilizada na internet. A conferência da totalização dos votos é uma das fases da fiscalização do processo eleitoral definidas pelo TSE. Em resolução, a corte permite o envio das imagens dos boletins de urnas após a conclusão da totalização dos votos. Para evitar a demora e fazer o trabalho em tempo real, militares que estarão a serviço em operações de garantia de votação e apuração devem ser escalados para tirar as fotos dos boletins de urna e enviar para o Comando de Defesa Cibernética. A expectativa de militares ouvidos pela Folha é que, na mesma noite em que o resultado for proclamado, já haja também uma conclusão da análise das Forças Armadas. A participação dos militares na fiscalização do processo eleitoral tem sido usada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para disseminar desconfiança nas urnas eletrônicas e contestar o resultado do pleito. O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, mantém diálogo com o presidente para repassar as avaliações das Forças Armadas sobre o processo eleitoral. Em entrevista à Jovem Pan na terça-feira (6), o presidente disse que Paulo Sérgio comentou o acordo com Alexandre de Moraes, no TSE, para viabilizar um projeto-piloto para a mudança no teste de integridade das urnas, como sugeriram as Forças Armadas. Bolsonaro, no entanto, reforçou as críticas ao sistema eletrônico de votação. "O último contato com o ministro da Defesa, junto com o ministro Alexandre de Moraes, o que me foi reportado é que com as sugestões das Forças Armadas, caso acolhidas, se reduz a próximo de zero a possibilidade de fraude. Próximo de zero não é zero. O que nós queremos não são eleições limpas?", disse o presidente. "Esse clima de animosidade poderia ter sido resolvido há muito tempo, se o ministro [Luís Roberto] Barroso, [ex-presidente do TSE,] não fosse para dentro da Câmara dos Deputados interferir diretamente numa Proposta de Emenda à Constituição que estava sendo votada e falava do voto impresso", completou. Além da conferência da totalização dos votos, as Forças Armadas têm outros dois focos na fiscalização do pleito. O primeiro é acompanhar as discussões no TSE sobre a sugestão de se alterar o teste de integridade. Em aceno na última reunião com o ministro Paulo Sérgio, Alexandre de Moraes indicou a possibilidade de acolher a proposta dos militares. A mudança consiste em realizar o teste de integridade, que confirma se as urnas anotam corretamente os votos, dentro das seções eleitorais. Os equipamentos serão desbloqueados pela biometria de eleitores para, segundo os militares, reduzir a chance de um código malicioso alterar votos. A Folha apurou com militares e membros da área técnica do tribunal que o teste no novo modelo deve ser realizado em uma urna por capital. O número agrada os técnicos das Forças Armadas, considerando a dificuldade logística e o curto prazo para a alteração. O segundo foco é conferir se os sistemas inseridos nas urnas eletrônicas nos estados são os mesmos lacrados e assinados pelas entidades fiscalizadoras no início do mês. Por duas semanas, 18 técnicos das Forças Armadas analisaram partes do código-fonte das urnas e fizeram anotações, com caneta e papel, sobre quatro sistemas utilizados nas eleições. Agora, os militares se preparam para viajar a alguns estados e analisar os códigos inseridos nas urnas eletrônicas. Não há definição de quantas urnas serão verificadas pelas Forças Armadas. A análise ocorre a despeito de o TSE já prever medidas de segurança contra mudanças nos sistemas do processo eleitoral. Segundo o tribunal, qualquer alteração feita no código após a lacração trava as urnas eletrônicas e impede os registros dos votos. As medidas para fiscalização do processo eleitoral ocorrem em meio ao armistício entre o ministro da Defesa e Moraes. A relação dos militares com o antecessor de Moraes, Edson Fachin, estava estremecida. Enquanto o ministro da Defesa tentava viabilizar uma reunião entre técnicos das Forças Armadas e do TSE, Fachin evitava encontros fora da CTE (Comissão de Transparência Eleitoral), sob o argumento de não privilegiar nenhuma entidade fiscalizadora em detrimento das outras. Com Moraes, no entanto, a situação mudou. O presidente da corte recebeu Paulo Sérgio duas vezes; na segunda, no fim de agosto, promoveu o encontro entre os técnicos, solicitado pelo Ministério da Defesa. Havia temor por parte de generais consultados pela Folha de que Bolsonaro usasse os palanques do 7 de Setembro para renovar os ataques às urnas eletrônicas e Moraes, um dos principais desafetos do mandatário. Na prática, os militares acreditavam em uma possível quebra do armistício, com Moraes recuando do acordo para implementar o novo teste de integridade ainda no primeiro turno. Após as manifestações no Bicentenário da Independência, a avaliação dos militares é que Bolsonaro conseguiu conter os ataques e evitou prejuízos ao trabalho de aproximação entre o Ministério da Defesa e o TSE.-
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Leandro Narloch - Folha O hábito mais antiquado, interessante e poderoso da rainha Elizabeth 2ª foi a de evitar declarações políticas e sinalizações de virtude Os britânicos chamam de "stiff upper lip" o costume de se manter firme, permanecer em silêncio e não demonstrar emoções diante de adversidades. Na tradução literal, significa manter o "lábio superior rígido", e não trêmulo como o de quem está prestes a cair no choro. A expressão define o estilo de Elizabeth 2ª. A rainha falava pouco, fazia questão de expressar poucas emoções ou virtudes em público. Nos setenta anos do reinado mais duradouro da história britânica, deu raríssimas declarações políticas: manteve-se acima das controvérsias que dividiam seus súditos. A rainha Elizabeth 2ª - Daniel Leal - 15.jun.17/AFP Ficar quieto não costuma ser uma qualidade —exceto se você vive numa época como a nossa, intoxicada pelo acúmulo de opiniões, sinalizações e demonstrações de indignação. Nascida antes da criação da internet, da televisão e quando o rádio ainda se popularizava, a rainha foi muito criticada por não se adequar à mídia e às redes sociais. Não agia como celebridades sempre prontas a publicar coisas fofas e se mostrar profundamente preocupadas com algum tema do momento. Até mesmo em 1997, quando os britânicos choraram de um jeito meio latino-americano pela morte da princesa Diana, o primeiro-ministro Tony Blair teve que insistir para que a rainha mexesse os lábios para uma declaração pública. Mas quando as redes sociais se tornaram uma gritaria de exibicionistas morais, o estilo silencioso da rainha se tornou um ativo. Diferente da multidão de celebridades estridentes, Elizabeth 2ª exalava majestade ficando quieta. "Seu silêncio, que parecia um anacronismo fora de moda, começou a parecer presciente, até mesmo revigorante", disse a revista Economist num artigo desta quinta-feira (8). Era uma postura oposta à do twitteiro cheio de pedras na mão e sangue nos olhos, que denuncia uma grave falha de caráter em qualquer um com quem discorda. Esse tenta conquistar espaços dividindo a sociedade, enquanto a rainha usava a serenidade para preservar a família real. Seus filhos e netos não resistiram à tentação das redes e das entrevistas lamuriosas em programas de TV. O príncipe Charles deu uma canseira nos britânicos com suas opiniões ocas em defesa da homeopatia, contra a pesca ilegal na Patagônia e os novos arranha-céus de Londres, entre muitas outras. É uma das razões para ser menos popular que a mãe. Muitas pessoas hoje se esgoelam em busca de curtidas, alcance e seguidores que validem a importância que dão a si próprias. A rainha Elizabeth 2ª mostrou que nobreza, nobreza de verdade, é ser eloquente por meio do silêncio.
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O que é o 'episódio triplo' de La Niña que preocupa a ONU
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Segundo as Nações Unidas, há 70% de probabilidade de que o fenômeno continue durante os meses de setembro e novembro deste ano e 55% de chance de se estender até fevereiro de 2023 BBC News Brasil A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou que existe o risco de 2022 ter o terceiro episódio consecutivo do fenômeno climático La Niña. A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que há 70% de probabilidade de que esse fenômeno continue durante os meses de setembro e novembro deste ano. Se isso acontecer, será a primeira vez neste século que há um "episódio triplo" do La Niña. O prolongamento do La Niña agravará a seca no Chifre da África, que ameaça a subsistência de cerca de 18 milhões de pessoas, alerta a OMM - Getty Images O fenômeno climático atual teve início em setembro de 2020. Se durar até o final do ano, atingirá três invernos consecutivos, razão pela qual é considerado um "episódio triplo". A OMM também estimou que há 55% de chance de que o La Niña continue até fevereiro de 2023. O que é a La Niña? Os fenômenos La Niña e El Niño são as duas fases opostas do mesmo padrão climático, conhecido entre os cientistas como El Niño-Oscilação Sul (Enso). O Enso é um fenômeno natural em que a temperatura superficial no Oceano Pacífico, próximo da Linha do Equador, se altera. E isso tem consequências importantes para o clima ao redor do planeta. O El Niño é a fase quente e geralmente aparece primeiro. Ele ocorre quando as condições de pressão do ar mudam, enfraquecendo os ventos alísios no Hemisfério Sul do Pacífico. Assim são conhecidos os ventos que costumam soprar de leste a oeste naquele oceano, desde regiões subtropicais de alta pressão até zonas equatoriais de baixa pressão. Arte mostra o aumento da temperatura de águas do oceano Pacífico causado pelo El Niño - BBC/Nasa/MUR SST Os ventos alísios transportam águas superficiais quentes da zona equatorial da costa da América do Sul em direção à Ásia, do outro lado do Pacífico. Isso faz com que as águas das profundezas, que são mais frias, subam em direção à superfície. Mas quando esses ventos enfraquecem, ou sopram na direção oposta, eles carregam água quente do Sudeste Asiático para a América do Sul. O La Niña é justamente o oposto: quando os ventos alísios são muito fortes, a subida das águas frias profundas é acelerada e a temperatura do mar cai abaixo do normal. É por isso que o La Niña é considerado a fase fria do fenômeno. Arte mostra a queda da temperatura de águas do oceano Pacífico causada pelo La Niña - BBC/Nasa Geralmente, entre as duas fases, há um período conhecido como "zona neutra", em que nenhum dos dois eventos são notavelmente ativos e as temperaturas ficam na média. O climatologista Alfredo Alpio Costa, especialista em mudanças climáticas do Instituto Antártico Argentino, explica que o Enso é bem irregular. Os ciclos de início do El Niño e o término do La Niña podem demorar entre dois e sete anos. Mas esses dois fenômenos nem sempre se alternam de forma regular. Às vezes, como está acontecendo agora, apenas uma das fases se repete várias vezes, sem que o oposto apareça. "Faz muitas décadas que não vemos três Las Niñas consecutivos", observa o especialista. As consequências Costa destaca que o Enso gera impacto em grande parte do mundo porque "a extensão do Oceano Pacífico equatorial é tão vasta que acaba afetando os padrões climáticos em escala global". Sobre o La Niña, ele afirma que o evento provoca mudanças nas Américas, na Ásia, na África e na Oceania, "mas não tanto na Europa", onde o clima é afetado por outros fatores meteorológicos. "Os efeitos do La Niña no mundo são muito variados: no leste da Argentina, no sul do Brasil e no Uruguai, produz seca", detalha. A foto mostra uma região alagada. Só é possível ver um banco quase submerso. O La Niña provoca mudanças climáticas nas Américas, na Ásia, na África e na Oceania. Em alguns pontos, leva à seca, em outros, ao aumento de chuvas - Getty Images "Porém, no nordeste do Brasil, no norte da Austrália e no sudeste da Ásia é o oposto, com aumento das chuvas. E partes de China, Índia e Japão, além do oeste do Canadá e sul do Alasca (EUA) acabam afetadas por temperaturas mais baixas do que o esperado", diz. "A África Oriental também é atingida pela seca", alerta. Num relatório sobre "o primeiro episódio triplo de La Niña deste século", o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, destacou o impacto que o fenômeno terá neste continente. "Infelizmente, os dados mais recentes sobre o La Niña confirmam projeções climáticas regionais que apontavam para um agravamento da devastadora seca no Chifre da África, cujas consequências afetarão milhões de pessoas", escreve. Estima-se que 18 milhões de indivíduos enfrentam fome severa como resultado da pior seca da região em 40 anos. O Chifre da África está passando pela pior seca em 40 anos - Getty Images Mudança climática? A ONU esclarece que o Enso não é causado pelas mudanças climáticas. "Trata-se de um fenômeno natural recorrente que vem acontecendo há milhares de anos", diz a agência. No entanto, ela destaca que "alguns cientistas acreditam que [El Niño e La Niña] podem se tornar mais intensos e/ou mais frequentes como resultado das mudanças climáticas, embora ainda não esteja 100% claro exatamente como isso tudo acontece". "As mudanças climáticas provavelmente afetarão o El Niño e o La Niña, em termos de eventos extremos. Pesquisas adicionais ajudarão a separar a variabilidade climática natural de quaisquer tendências relacionadas às atividades humanas", conclui o relatório. - Este texto foi publicado em [Hidden Content] -
Liz Truss vence Sunak e será a nova primeira-ministra do Reino Unido
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Ivan Finotti - Folha Nova líder britânica teve 57,4% dos votos válidos, a menor porcentagem entre os eleitos pelos filiados do Partido Conservador Madri Mary Elizabeth Truss é a nova primeira-ministra do Reino Unido. Com 57,4% dos votos válidos, ela bateu seu rival Rishi Sunak, que teve 42,6% em eleição na qual votaram apenas os cerca de 160 mil membros do Partido Conservador, que tem maioria no Parlamento. Na teoria, Truss foi eleita como nova líder do partido e, na prática, para comandar o Reino Unido em um momento de grave crise econômica. A posse acontece nesta terça-feira (6), quando a rainha Elizabeth 2ª anunciará seu nome em evento tradicional da política britânica —um pouco menos tradicional desta vez, já que a rainha estará na Escócia, onde passa o verão, e não no Palácio de Buckingham, como é usual. Liz Truss discursa durante campanha de sua candidatura a primeira-ministra pelo Partido Conservador no Reino Unido - Hannah McKay - 31.ago.22/Reuters A votação da nova líder não impressionou. Dos quatro líderes conservadores eleitos no século 21 apenas pelos filiados do partido, ela foi a única que não alcançou 60%. Ao ser anunciada como primeira-ministra, às 12h40 desta segunda (8h40 no horário de Brasília), Liz Truss, como é comumente conhecida, agradeceu à família, amigos e a seus colegas de partido Rishi Sunak (com quem concorreu ao cargo) e Boris Johnson, que deixa o cargo agora, após cair em desgraça por frequentar uma festa durante o lockdown em 2020 e enfrentar escândalos de seus principais auxiliares. "Obrigado por depositarem sua fé em mim para liderar o maior partido político da Terra", disse Truss, no breve discurso de agradecimento. "Durante essa campanha, eu atuei como conservadora e governarei como conservadora. Vou entregar um plano ousado para diminuir impostos e fazer crescer nossa economia. Vou trabalhar na crise de energia, lidar com a conta de luz das pessoas mas também lidar com as questões de longo prazo que temos no fornecimento de energia. E vou ajudar o Serviço Nacional de Saúde (NHS)." "Todos nós entregamos para nosso país. E vou me empenhar para que usemos todos os talentos fantásticos que tem no Partido Conservador (...). Porque, meus amigos, sei que nós vamos entregar, e vamos entregar, e vamos entregar. E vamos entregar uma grande vitória para o partido em 2024", finalizou. Truss é a terceira mulher, e a terceira mulher conservadora no cargo, tendo sido precedida por Theresa May (2016-2019), e Margaret Thatcher (1979-1990). Antes de se tornar primeira-ministra, Truss passou por diversos cargos no governo recente de seus colegas conservadores. Com Boris Johnson (2019-2022) foi secretária do Comércio Internacional e, desde o ano passado, atuava como secretária das Relações Exteriores. Com May no poder, Truss chefiou as pastas da Justiça e do Tesouro. Já com David Cameron (2010-2016), estava à frente do Ambiente. Nesse último cargo, ela contrastou com seu antecessor ao dizer que acreditava na mudança climática sobre a qual os cientistas alertam e também que a humanidade estava contribuindo para o aquecimento. Aos 47 anos, Truss inicia seu governo às vésperas da "catástrofe de inverno", que é como os britânicos estão chamando as consequências da crise de energia ocasionada pela Guerra da Ucrânia. Espera-se que contas de luz que custavam uma média anual de £ 2.000 (R$ 12 mil) pulem para £ 3.600 (R$ 21,5 mil). O aumento de 80%, aliado à inflação, pode causar mortes e sofrimento no segundo semestre, com famílias sendo obrigadas a escolher entre cozinhar ou aquecer a casa, em temperaturas médias entre 4°C e 9°C. Truss foi severamente criticada durante a recente campanha por não se aprofundar sobre o tema, dizendo vagamente que não acreditava em fazer doações —em referência à possibilidade de o governo oferecer benefícios em assistência às famílias. Membros de seu próprio partido vieram a público para criticá-la. Em junho, a atual inflação do Reino Unido ultrapassou a média anual de 10% pela primeira vez desde 1982, quando os países eram governados por Margaret Thatcher . Sempre comparada à antiga primeira-ministra, Truss já rebateu as comparações. "Margaret Thatcher foi há muito tempo. Temos novas batalhas para vencer. Minha filosofia pessoal é dar às pessoas a oportunidade de tomarem suas próprias decisões." Outra cobrança feita a Truss foi a mudança de posição em relação ao brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, oficializada por Boris em janeiro de 2020. Quando as pesquisas indicavam apoio da população à manutenção do Reino Unido no bloco, ela atuou a favor disso, mas mudou de ideia justamente quando as pesquisas tenderam à saída.- 2 respostas
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Confiança do regime chinês pode acabar se revelando uma fraqueza
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Li Yuan - The New York Times Para analistas, Xi faz país deixar de prestar atenção a seus próprios problemas, enquanto exagera deficiências dos EUA Nos dez anos de seu governo na China, Xi Jinping vem procurando imbuir a população de confiança, dizendo aos chineses que o país está se saindo muito bem em comparação com o caótico Ocidente. Xi tem dito à geração mais jovem que a China pode finalmente encarar o mundo de igual para igual. "O país não é mais tão atrasado", disse ele no ano passado. "O Oriente está em ascensão e o Ocidente em queda", declarou Xi, num momento em que os EUA e outros países ocidentais pareciam estar atolados em altos índices de Covid, tensões raciais e outros problemas. Líder da China, Xi Jinping, discursa na cerimônia de abertura de uma sessão de estudos para funcionários de nível ministerial, em Pequim - Xinhua - 27.jul.22 /Ju Peng Xi vem dizendo a 1,4 bilhão de chineses que eles devem ter orgulho da cultura do país, de seu sistema de governança e seu futuro de grande potência. Tudo isso somado forma sua filosofia política característica, descrita às vezes como "a doutrina da confiança". Boa parte desse orgulho é justificado, mas o sentimento também alimenta a arrogância. Oferece a Xi uma justificativa para desmontar as políticas de abertura que ajudaram a China a emergir do isolamento internacional e da pobreza abjeta em que vivia sob o ex-dirigente comunista Mao Tse-tung. E também vem incentivando os nacionalistas extremos que alardeiam a superioridade chinesa e que agora, após a visita a Taiwan da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, estão exortando Pequim a partir para um confronto militar com a ilha. O discurso estridente desses nacionalistas revela em que baixa conta eles têm o poder dos EUA e quão facilmente consideram que a China venceria uma disputa contra os americanos. Isso está deixando nacionalistas mais moderados incomodados, levantando receios de que Pequim possa sentir-se compelida a agir com dureza. Esse tipo de sentimento e posicionamento nacionalista eleva o risco de guerra, especialmente no momento em que a China estabelece um novo status quo com Taiwan, tendo anunciado na terça-feira que vai continuar a realizar exercícios militares aéreos e marítimos em torno da ilha democrática. No contexto da rivalidade entre EUA e China, essa tendência a um excesso de confiança também pode converter-se em fraqueza para Pequim, impedindo de enxergar suas próprias dificuldades. Isso pode ser uma bênção para os EUA, se conseguirem fazer o que é preciso. O povo chinês, não o governo, tem todos os motivos para sentir orgulho e confiança em suas conquistas das últimas quatro décadas. Criaram algumas das empresas mais bem-sucedidas do mundo, converteram seu país num colosso manufatureiro e no maior mercado consumidor mundial de carros, smartphones e muitas marcas de luxo. Construíram arranha-céus, metrôs, rodovias e trens-bala, alguns dos melhores do mundo. Os EUA, por outro lado, têm parecido estar atolados em seus muitos problemas internos e frequentemente paralisados demais para conseguir resolver seus problemas. Antes da pandemia, acostumei-me a ver chineses voltando de viagens aos EUA e me contando como acharam o país atrasado, maltrapilho e nada impressionante. Alguns deles se recusaram a andar de metrô em Nova York, dizendo que era sujo, malcheiroso e cheio de interrupções no serviço. Ficaram chocados com a falta de transporte público em Los Angeles e as más condições das rodovias no Vale do Silício. Não entenderam por que a rica San Francisco estava cheia de pessoas em situação de rua. Ficaram profundamente perturbados pela violência armada e a falha das leis em controlá-la. A maioria dessas pessoas não era nacionalista. Eram pessoas das elites altamente instruídas, que cresceram na pobreza, beneficiaram-se da abertura da China e haviam visto os EUA como ideal. Os EUA os deixou ao mesmo tempo deslumbrados e decepcionados. Mas para muitos outros chineses, especialmente os mais jovens, a ideia de um Oriente em ascensão e um Ocidente em queda é um fato aceito. Os programas noticiosos e as redes sociais estão cheios desse dogma, que é ensinado em aulas de ciência política, seguindo ordens de Xi. Yan Xuetong, professor de estudos internacionais na Universidade Tsinghua, tende ao pensamento nacionalista. Em conferência em Pequim em janeiro, ele disse que os estudantes universitários da China precisam aprender mais sobre o mundo. Eles frequentemente têm uma visão binária, pensando que "apenas a China é justa e inocente, enquanto todos os outros países, especialmente os ocidentais, são ‘perversos’, e que os ocidentais obrigatoriamente odeiam a China". Segundo ele, os estudantes "geralmente têm um sentimento muito forte de superioridade e confiança" nas relações internacionais e frequentemente "encaram os outros países como inferiores". A propaganda política chinesa sempre procurou destacar as conquistas da China e as falhas do Ocidente. Em 30 de dezembro de 1958, quando a China estava começando a sofrer a Grande Fome que levaria milhões de pessoas à morte por inanição, a primeira página do Diário do Povo anunciava que o país estava tendo sucesso em sua produção industrial e agrícola. Na seção de notícias internacionais, as reportagens sobre países socialistas, como a Coreia do Norte, seguiam um tom celebratório, enquanto os artigos sobre o Ocidente capitalista tratavam apenas de seus problemas econômicos e políticos. Eu cresci lendo uma coluna de jornal intitulada "O socialismo é bom. O capitalismo é mau." Semanalmente, milhões de leitores jovens como eu consumíamos reportagens enviesadas sobre uma menina americana que passava fome ou um garoto norte-coreano que vivia uma vida feliz. Acreditamos nessas histórias até o momento em que a China se abriu para o mundo, quando entendemos que nosso país socialista era extremamente pobre. Isso mudou até certo ponto nas décadas de 1900 e 2000, quando o Partido Comunista Chinês permitiu algumas reportagens investigativas e críticas públicas online. Mas, sob o governo de Xi, tudo o que diz respeito à China exala "energia positiva", incluindo as previsões econômicas, enquanto o Ocidente, em especial os EUA, é retratado cada vez mais como perverso ou em declínio. Em 2018, ansiosa por atribuir os sucessos do país ao partido, a emissora estatal Chinese Central Television (CCTV) transmitiu um documentário intitulado "Amazing China". Numa seção sobre os avanços na erradicação da pobreza, o filme mostrou Xi sentado entre agricultores, falando de como a renda deles se multiplicara por 20 em 20 anos. "Quem mais poderia ter feito isso?", perguntou. "Apenas o Partido Comunista poderia ter feito. Apenas nosso sistema socialista teria conseguido. Isso não poderia ter sido realizado em nenhum outro lugar." Mas países capitalistas como o Japão e a Coreia do Sul passaram por transformações econômicas semelhantes décadas antes. Nos últimos dois anos, muitos artigos noticiosos e ensaios teóricos na imprensa estatal têm contrastado a governança ordeira da China com o "Ocidente caótico", citando o tratamento equivocado dado pelos EUA à pandemia, seus protestos amplos contra o racismo e os muitos massacres a tiros cometidos no país. Quando os EUA e alguns outros países ocidentais tiveram dificuldade em sua resposta à Covid, a mídia estatal e muitos influenciadores das redes sociais chinesas os incentivaram a "copiar a lição de casa da China". Wang Jisi, professor de estudos internacionais na Universidade de Pequim e especialista em relações EUA-China, queixou-se em julho, num fórum sobre a paz, que o principal programa de notícias da CCTV punha no ar pelo menos duas reportagens sobre os EUA toda noite e que as duas eram negativas. "Ou é sobre outro massacre a tiros ou sobre mais um caso de tensões raciais ou sobre a resposta inadequada à pandemia", ele comentou. "Por que não podemos falar do que acontece na África ou América Latina e não falar sempre sobre as coisas ruins que acontecem nos EUA?" Este ano, em entrevista a um periódico acadêmico, Wang procurou corrigir a ideia de que os EUA estão em declínio. Ele argumentou que, embora a posição internacional da América tenha sofrido um declínio relativo entre 1995 e 2011, sua parcela do PIB global subiu na década seguinte a 2011. Disse que não há evidências suficientes para concluir que a economia americana esteja em declínio irreversível, embora tenha reconhecido que o soft power dos EUA diminuiu. Para a China, o perigo de acreditar em sua própria propaganda política enganosa é que o país deixa de prestar atenção a seus próprios problemas, enquanto exagera as fraquezas da América. A aversão que o Partido Comunista tem pela v erdade e sua obsessão por controle estão tendo efeito inverso ao desejado. A política de Covid zero de Xi, que depende de lockdowns e de testes em massa, está prejudicando a economia chinesa tremendamente. Mas, como nenhuma crítica é permitida, o país está em grande medida seguindo adiante com as restrições rígidas, enquanto boa parte do mundo volta à normalidade. -
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