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  1. Variantes, que já somam 14 na contagem oficial, buscam evitar saída de divisas do país e auxiliar setor de eventos Sylvia Colombo Buenos Aires O governo argentino anunciou nesta terça-feira (11) a criação de novas variantes do câmbio de dólares, uma para evitar a saída de divisas do país e outra para auxiliar o setor da produção de eventos, que vive uma longa crise devido à diferença de quase 100% entre a cotação do dólar oficial (149 pesos) e o chamado "blue" (280 pesos). Apelidado de "dólar Coldplay", devido à série de shows que a banda fará no país neste mês, trata-se de um acordo com o setor de produção de espetáculos para que este possa ter acesso a um dólar menos caro que o "blue", ao redor de 200 pesos. O objetivo é tornar mais fácil bancar bandas, artistas e a infraestrutura necessária para shows internacionais, cada vez mais raros com o agravamento da crise no país. Com as novas medidas, a Argentina agora tem 14 tipos de dólar em vigor oficialmente. O cantor britânico Chris Martin, vocalista da banda Coldplay - AFP Isso ocorre porque o país tem uma política de restrição de compra de dólares em vigor desde 2018. São poucos os setores da economia que têm acesso ao dólar por seu valor oficial (149 pesos) para importar um número limitado de produtos, geralmente ligados a bens de capital e insumos para a indústria. Já os particulares podem comprar, a esse valor, apenas US$ 200 por mês, para fins de poupança ou para viagens. Para todo o resto, existe o dólar "blue" (clandestino), que praticamente regula o mercado de preços no país. Apesar de ilegal, as autoridades fazem vista grossa para esse comércio, existindo casas de câmbio e operadores de dólar "blue" que atuam à luz do dia. O próprio governo se refere a ele com o eufemismo de "dólar informal". As restrições visam manter dólares no país, moeda da qual a Argentina carece. No começo do mês, o ministério da economia permitiu a criação do "dólar soja", como incentivo para que o setor do agro pudesse liquidar sua produção a um valor mais competitivo, a 200 pesos por dólar. O chamado "dólar Qatar", ou dólar para turistas, também anunciado nesta terça, terá o objetivo de deter a saída de divisas do país. Para isso, determina a imposição de mais taxas para quem quiser usar o cartão de crédito fora da Argentina. Nesta soma de impostos entrarão, além da taxa "País" (imposto que já existe para a compra de moeda estrangeira), há mais um novo tributo de 45%. O apelido de "dólar Qatar" se deve à Copa do Mundo e à expectativa de que vários argentinos, apesar dos altos preços, devem ir ao torneio. O "dólar Qatar" tem uma exceção: não se aplica à compra de passagens terrestres aos países limítrofes. Já compras de objetos de luxo no exterior, como automóveis, jets, bebidas alcoólicas premium, relógios, diamantes ou embarcações, terá um acréscimo de uma taxa de 25% sobre o valor "Qatar". A ideia por trás do encarecimento dos pagamentos com cartão de crédito é incentivar os argentinos que viajam a usarem cédulas de dólar (que muitos conservam em casa ou em cofres), evitando, deste modo, que os turistas busquem o Banco Central para comprar moeda para viajar, esvaziando as reservas em dólar do país. "Tomamos esta medida porque recebemos reclamações de setores da economia e porque queremos cuidar das reservas para a produção e a geração de emprego. Para isso, precisamos evitar a fuga de divisas", afirmou Carlos Castagneto, titular da Afip (a Receita Federal argentina) em entrevista a jornalistas no final da tarde. "Não estamos proibindo a compra de bens ou de pacotes turísticos, apenas encarecendo o valor do dólar para proteger nossas reservas", concluiu. Segundo estimativas do governo, a medida afetará 200 mil pessoas que usam regularmente o cartão de crédito em viagens ao exterior. A medida já começa a valer para compras realizadas nesta quarta-feira (12). O pagamento dos serviços de streaming, por sua vez, chamado de "dólar Netflix", continuará igual. Trata-se de um pagamento feito ao valor do dólar oficial, acrescido de dois impostos, um de 30%, chamado de "solidário", e uma outra taxa de 35%.
  2. Bolsa caiu pela terceira vez na véspera e moeda americana estacionou em R$ 5,38 São Paulo O dólar avançava logo após a abertura desta quarta-feira (28), operando confortavelmente acima de R$ 5,40, à medida que investidores do mundo inteiro davam sequência a movimento de busca por segurança em meio ao persistente medo de que aumentos de juro muito agressivos nas principais economias levem a uma recessão global. No Brasil, colaborava para a cautela a aproximação das eleições presidenciais de domingo. Às 9h02 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,70%, a R$ 5,4151 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,64%, a R$ 5,4190. Notas de cem dólares - Rick Wilking - 3.nov.2009/Reuters Nesta terça-feira (27), as negociações no mercado financeiro terminaram mais uma vez demonstrando a preocupação de investidores com o rumo da crise inflacionária mundial. No Brasil, o dólar comercial fechou em leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,3780, depois de ter disparado quase 2,5% na véspera. Na Bolsa de Valores, o índice parâmetro Ibovespa caiu 0,68%, aos 108.376 pontos. É a terceira queda consecutiva do indicador, mas ele ainda acumula alta de 3,4% neste ano. Investidores domésticos chegaram a demonstrar otimismo no início do dia diante de um IPCA-15 (prévia da inflação oficial) de setembro mais baixo do que o esperado e de uma ata da reunião de política monetária do Banco Central que apenas confirmou a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% por um longo período. Turbulências vindas do exterior, porém, pesaram no fechamento do mercado doméstico após autoridades do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) reafirmarem a intenção de elevar taxas de juros. Neel Kashkari, presidente do Federal Reserve de Minneapolis, reforçou em entrevista ao The Wall Street Journal que "o aperto [alta dos juros] está nos planos" para frear a inflação e reconheceu que há o risco de que o banco central exagere. Economistas e analistas em geral concordam que elevar juros é uma medida importante para conter a inflação, pois o descontrole dos preços tem efeito devastador para a economia. É o risco de exagero, no entanto, que assusta o mercado, pois pode conduzir o mundo a uma recessão. No exterior, a libra esterlina voltou a cair em relação ao dólar, mantendo-se no menor patamar desde 1985. A moeda britânica fechou valendo US$ 1,0687. A libra vem caindo de forma mais acentuada nesta semana devido à repercussão negativa do maior pacote de corte de impostos em 50 anos, anunciado na semana passada. Além de revelar a preocupação do governo com a possibilidade de uma recessão, a medida vai na contramão da política monetária do banco central do país. Na Bolsa de Nova York, o índice referência S&P 500 caiu 0,21% nesta terça. O Dow Jones, indicador que acompanha as ações de 30 das maiores empresas do país, cedeu 0,43% e renovou a pontuação mínima do ano (29.134 pontos). Com uma queda anual acumulada de 19,82% neste ano, o Dow Jones está perto do chamado "bear market", o mercado do urso, em referência ao animal cuja patada derruba o que está pela frente. O termo é usado para definir uma queda anual de 20% ou mais. Quando as ações sobem, o animal de referência é o touro, que arremessa para cima tudo o que ataca. É o "bull market". Este é um momento em que investidores preferem tirar dólares de investimentos mais arriscados, como mercados de ações e aplicações em países emergentes, para buscar proteção nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Além de seguros, o títulos soberanos dos EUA estão ainda mais atraentes diante da perspectiva de continuidade do aumento da taxa de crédito no país. O rendimento médio até o vencimento dos títulos de dez anos, referência para o mercado de juros americano, está perto dos 4% e vem renovando máximas. O movimento torna a moeda americana mais escassa e cara em outras partes do mundo. Na semana passada, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou a terceira elevação seguida de 0,75 ponto percentual no custo do crédito, sem dar sinais de que a batalha contra a inflação está perto do fim.
  3. Mercado espera forte ajuste dos juros nos EUA e fim do ciclo de alta da Selic São Paulo O dólar avançava frente ao real nos primeiros negócios desta terça-feira (20), depois de cair acentuadamente na véspera, com investidores adotando cautela no primeiro dos dois dias de reuniões de política monetária dos bancos centrais de Brasil e Estados Unidos. Às 9h09 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,75%, a R$ 5,2052 na venda. Na B3, às 9h09 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,58%, a R$ 5,2190. O Banco Central realizará neste pregão leilão de até 13.760 contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 3 de outubro de 2022. Nesta segunda-feira (19), o dólar fechou em forte queda frente ao real, com investidores adotando uma postura otimista em relação à atuação do Banco Central do Brasil na sua política de controle da inflação. O dólar comercial à vista caiu 1,82%, a R$ 5,1640 na venda. Na Bolsa de Valores brasileira, o índice Ibovespa saltou 2,33%, aos 111.823 pontos. Notas de um dólar americano - Dado Ruvic - 14.fev.2022/Reuters Participantes do mercado relataram alguns motivos para a queda da taxa de câmbio, entre os quais o sentimento de que a autoridade monetária do país acertou o momento de subir sua taxa de juros. Predomina no mercado a avaliação de que o Brasil encerrará o ciclo de elevação da taxa Selic nesta quarta-feira (21), com um possível último ajuste de 0,25%. Essa expectativa positiva sobre país contrasta com a preocupação sobre os próximos passos dos principais bancos centrais, principalmente o americano, que deverá anunciar uma forte elevação no custo do crédito na quarta-feira (21). Alguns analistas também apontaram que esse otimismo quanto ao Brasil foi reforçado pela notícia do apoio do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles à candidatura do ex-presidente Lula (PT). A mensagem captada pelo mercado quanto ao apoio de Meirelles é a da previsibilidade na condução econômica em um eventual mandato petista. Isso não significa que o mercado torce a favor ou contra Lula, mas sim que agora há expectativa de racionalidade e moderação em relação à política do candidato que lidera as pesquisas. No cenário externo, investidores esperam uma forte alta dos juros de referência nos Estados Unidos. Há duas semanas, o mercado considerava uma alta entre 0,50 e 0,75 ponto percentual, mas agora há a expectativa para uma elevação entre 0,75 e 1 ponto percentual. Provocada pela quebra das cadeias de abastecimento durante a pandemia e agravada pela Guerra da Ucrânia, a inflação é um problema para as principais economias. Diante da persistência da inflação, ganha força o temor de que os Estados Unidos serão obrigados a elevar juros ao ponto de provocar um tombo da economia mundial nos próximos meses. Em Wall Street, os principais indicadores do mercado americano fecharam a sessão desta segunda com uma recuperação moderada em relação à forte baixa da semana passada. O Dow Jones, que acompanha o desempenho de 30 das maiores empresas dos EUA, subiu 0,64%. Já o S&P 500, parâmetro para as ações negociadas em Nova York, avançou 0,69%.
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