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Leandro Narloch - Folha O hábito mais antiquado, interessante e poderoso da rainha Elizabeth 2ª foi a de evitar declarações políticas e sinalizações de virtude Os britânicos chamam de "stiff upper lip" o costume de se manter firme, permanecer em silêncio e não demonstrar emoções diante de adversidades. Na tradução literal, significa manter o "lábio superior rígido", e não trêmulo como o de quem está prestes a cair no choro. A expressão define o estilo de Elizabeth 2ª. A rainha falava pouco, fazia questão de expressar poucas emoções ou virtudes em público. Nos setenta anos do reinado mais duradouro da história britânica, deu raríssimas declarações políticas: manteve-se acima das controvérsias que dividiam seus súditos. A rainha Elizabeth 2ª - Daniel Leal - 15.jun.17/AFP Ficar quieto não costuma ser uma qualidade —exceto se você vive numa época como a nossa, intoxicada pelo acúmulo de opiniões, sinalizações e demonstrações de indignação. Nascida antes da criação da internet, da televisão e quando o rádio ainda se popularizava, a rainha foi muito criticada por não se adequar à mídia e às redes sociais. Não agia como celebridades sempre prontas a publicar coisas fofas e se mostrar profundamente preocupadas com algum tema do momento. Até mesmo em 1997, quando os britânicos choraram de um jeito meio latino-americano pela morte da princesa Diana, o primeiro-ministro Tony Blair teve que insistir para que a rainha mexesse os lábios para uma declaração pública. Mas quando as redes sociais se tornaram uma gritaria de exibicionistas morais, o estilo silencioso da rainha se tornou um ativo. Diferente da multidão de celebridades estridentes, Elizabeth 2ª exalava majestade ficando quieta. "Seu silêncio, que parecia um anacronismo fora de moda, começou a parecer presciente, até mesmo revigorante", disse a revista Economist num artigo desta quinta-feira (8). Era uma postura oposta à do twitteiro cheio de pedras na mão e sangue nos olhos, que denuncia uma grave falha de caráter em qualquer um com quem discorda. Esse tenta conquistar espaços dividindo a sociedade, enquanto a rainha usava a serenidade para preservar a família real. Seus filhos e netos não resistiram à tentação das redes e das entrevistas lamuriosas em programas de TV. O príncipe Charles deu uma canseira nos britânicos com suas opiniões ocas em defesa da homeopatia, contra a pesca ilegal na Patagônia e os novos arranha-céus de Londres, entre muitas outras. É uma das razões para ser menos popular que a mãe. Muitas pessoas hoje se esgoelam em busca de curtidas, alcance e seguidores que validem a importância que dão a si próprias. A rainha Elizabeth 2ª mostrou que nobreza, nobreza de verdade, é ser eloquente por meio do silêncio.
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O fim de uma era: morre a rainha Elizabeth 2ª aos 96 anos
NadaMal- postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Morre a rainha Elizabeth II do Reino Unido, aos 96 anos, na Escócia, no palácio de Balmoral. A informação foi confirmada pelo Palácio de Buckingham nesta quinta-feira. Há mais de 70 anos como soberana de 15 Estados Independentes e chefe de um grupo de 53 nações, a monarca entrou para a história como a mais longeva, e influente, do mundo. "A rainha morreu em paz", afirma o comunicado emitido pelo Palácio de Bunckingham. Segundo o protocolo chamado de 'London Bridge', que rege as ações em caso de morte do monarca, o Reino Unido entra em luto e um longo rito começa imediatamente com o fechamento do comério, bolsa de valores e organizações governamentais. Os últimos atos do mais longevo reinado da história da coroa britânica foi o fim do governo de Boris Boris Johnson e o convite à Liz Truss formar um novo governo em seu nome. Ela é a terceira primeira-ministra que lidera o Reino Unido com Elizabeth II, que já esteve com Margaret Thatcher e Theresa May. Filha do rei George VI e da rainha consorte Lady Elizabeth Bowes-Lyon, a rainha mãe, ela nasceu em 21 de abrik de 1926 e não estava na linha de sucessão direta ao trono. A então princesa Elizabeth Alexandra Mary Windsor mudou de posto após a renuncia de seu tio, o rei Eduardo VIII, e a ascenção de seu pai, George, ao trono. Desde os 11 anos ela é ensinada a reinar e assumiu a coroa aos 26, com o falecimento repentino do pai, que se recuperava do tratamento de um câncer. Seu filho, o príncipe Charles, está em Balmoral com sua esposa, Camilla, a duquesa da Cornualha. Seu neto, o duque de Cambridge, outros filhos, o duque de York e o conde de Wessex, e sua esposa Sophie, a condessa de Wessex, chegaram ao aeroporto de Aberdeen pouco antes das 16:00 BST. O príncipe William os levou sozinho em um carro até a propriedade escocesa da rainha, uma viagem de cerca de 64 km. Fonte: yahoo-
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