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EUA, sede da próxima Copa, vive extremos em relação ao futebol
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Desinteresse pelo esporte é nítido em estados como Arizona, na fronteira com o México; países dividirão com o Canadá próximo mundial Marcelo Toledo Phoenix (EUA) Uma das TVs instaladas no restaurante do hotel Renaissance, em Phoenix (EUA), até estava sintonizada no jogo entre Portugal e Suíça, mas praticamente ninguém olhava para ela. Enquanto os portugueses aplicavam nas oitavas de final uma das maiores goleadas da Copa do Mundo do Catar (6 a 1), os frequentadores estavam mais interessados em outros aparelhos no ambiente, que mostravam reprises de lutas de MMA, debate sobre golfe e apresentação dos jogos do dia na NBA, a liga norte-americana de basquete. Sede da próxima Copa do Mundo, em 2026, compartilhada com México e Canadá, os EUA ainda parecem estar distantes de aderir ao futebol, ou soccer, ao menos no Arizona, onde a Folha ouviu moradores e não viu nada alusivo ao mundial. Mas há sinais de respiro em outros locais. Torcedores, maioria latinos, acompanham no aeroporto de Miami (EUA) partida em que a Argentina eliminou a Holanda nos pênaltis na Copa do Mundo do Catar - Leitor É verdade que o cenário melhorou desde que o país abrigou pela primeira vez um mundial, em 1994, mas os obstáculos para o crescimento da modalidade passam por um melhor futebol da seleção em Copas e pela MLS (Major League Soccer), a principal liga de futebol do país. Desde então, o melhor desempenho da seleção local numa Copa foi atingir as quartas de final em 2002, quando perdeu da Alemanha (1 a 0), que viria a perder a final para o Brasil. Em 1930, no primeiro mundial, chegou à semifinal. "Não temos um time forte, nem sei como passou de fase", disse o analista William Martinez, ao explicar a indiferença dos moradores com o campeonato. Nas ruas, as pessoas ignoravam a Copa. Outras dez pessoas abordadas pela reportagem se limitaram a dizer que não estavam acompanhando o campeonato e não se via nada alusivo à competição em lugar algum. E isso num estado que fica na fronteira com o México e que tem influência do país vizinho, que ama o futebol, em sua gastronomia, por exemplo. De 1990 a 2014, os EUA estiveram em todas as Copas, mas a ausência em 2018 foi um baque nas pretensões futebolísticas do país. Cidade que abriga o Suns, tradicional time da NBA, Phoenix se preocupava mais com o confronto da equipe com o Boston Celtics —ambos então lideravam suas conferências na competição— e com a visita do presidente Joe Biden às instalações de uma fábrica em construção no norte da cidade. Os craques nas oitavas de final da Copa do Mundo do Qatar Foi anunciado um investimento de US$ 40 bilhões na produção de semicondutores, um dos principais gargalos do setor industrial no mundo hoje, mas Biden recebeu críticas de republicanos, oposicionistas, por ir pela primeira vez ao Arizona, na fronteira com o México, e não visitar a região fronteiriça. "Até gosto [de futebol], mas a gente socializa mais com os amigos assistindo basquete ou NFL. Cresci assim", disse Paul Ross, outro que afirmou nada ter sentido após a eliminação de sua seleção da Copa. A equipe dos EUA terminou a primeira fase na segunda posição do grupo B, com cinco pontos, atrás somente da Inglaterra, com sete. Em três jogos, o time venceu um e empatou dois. Fez apenas dois gols, mas tomou só um. Nas oitavas de final, sucumbiu diante da Holanda, ao perder por 3 a 1 no dia 3, e deu adeus à Copa. Se houve comoção em algum lugar, ela não chegou à casa do motorista Daniel James. "Os EUA serem eliminados é normal, estranho é ver grandes equipes, como Alemanha, fora." Em outro restaurante, cenário semelhante: nenhuma das cinco TVs exibia notícias da competição no Oriente Médio. Uma delas passava um podcast sobre golfe. Veja as imagens do 24º dia da Copa no Qatar Num voo entre Phoenix e Miami, na última sexta-feira (9), poucos passageiros demonstravam reações com o jogo entre Brasil e Croácia, cuja prorrogação começou assim que o avião decolou do Sky Harbor, o aeroporto da maior cidade do Arizona. Para ser mais preciso, talvez só o jornalista e outros dois brasileiros a bordo, também jornalistas. Phoenix não foi uma das 11 cidades escolhidas para sediar jogos do próximo mundial, o que pode ajudar a explicar o desinteresse pelo esporte, mas Miami sim, numa aposta de atrair sobretudo torcedores latinos. As lojas com TVs na área de embarque do Miami International Airport estavam repletas de torcedores vendo o confronto entre Argentina e Holanda, no mesmo dia, válido pelas quartas de final da Copa. Sedes da Copa 2026 EUA Atlanta Boston Dallas Houston Kansas City Los Angeles Miami Nova York / Nova Jersey Philadelphia San Francisco Seattle México Cidade do México Guadalajara Monterrey Canadá Toronto Vancouver Funcionários das lojas se misturavam aos torcedores, prioritariamente argentinos, mas havia outros sul-americanos, inclusive brasileiros. "Sem vocês [Brasil], o caminho ficou mais facilitado", disse ao jornalista o argentino Claudio Vazquez. Comerciante em Minas Gerais, João Corrêa usava uma camisa da seleção brasileira poucas horas após a eliminação nos pênaltis contra a Croácia e disse que, apesar da derrota, estava satisfeito com o desempenho da equipe. "O duro agora é aguentar isso", disse, apontando o dedo para dois passageiros que aguardavam embarque num voo com camisas da Argentina. "Acho que chegou a vez deles, mas se não for, eles já têm se saído melhor que a gente em Copas recentes. Isso dá um recado para a gente." Jogadores da Holanda comemoram gol contra os EUA pelas oitavas da Copa do Mundo do Qatar - Lee Smith - 3.dez.22/Reuters Os EUA terão 11 das 16 sedes da próxima Copa: Los Angeles, São Francisco, Seattle, Kansas City, Dallas, Houston, Atlanta, Boston, Philadelphia, Miami e Nova York. O primeiro Mundial sediada nos país, em 1994, de alguma forma ajudou o "soccer", que hoje tem ligas que atraem jogadores como o galês Gareth Bale, que disputou a Copa. No total, foram 25 convocados nas listas iniciais das seleções que jogam no país, distribuídos em outros 11 países (Equador, Argentina, México, Polônia, Austrália, Costa Rica, Canadá, Suiça, Camarões e Uruguai, além dos EUA). A próxima, talvez, sirva para impulsionar a modalidade, que até aqui patina em campo e fora dele. O jornalista viajou a convite da CNH Industrial-
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Não há qualquer evidência de visitas alienígenas, diz Pentágono
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Diretor de programa criado para investigar óvnis afirma adotar uma abordagem científica Phil Stewart Idrees Ali Reuters A nova iniciativa do Pentágono para investigar relatos de óvnis não produziu até agora qualquer evidência que sugira que alienígenas tenham visitado a Terra ou feito um pouso forçado aqui, disseram líderes militares norte-americanos nesta sexta-feira (16). No entanto, o programa do Pentágono para investigar objetos anômalos e não identificados —estejam eles no espaço, nos céus ou mesmo debaixo d'água— levou a centenas de novos relatos, que agora estão sendo investigados, disseram as autoridades. Mas, até agora, eles não viram nada que indique a existência de vida alienígena inteligente. Imagem de objeto não identificado feita por pilotos da marinha americana - Departamento de Defesa dos EUA/AFP "Até o momento, não vi nada nesses relatos que sugerisse que houve uma visita alienígena, um acidente alienígena ou algo assim", disse Ronald Moultrie, subsecretário de Defesa para Inteligência e Segurança. Sean Kirkpatrick, diretor do recém-estabelecido Escritório de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO, na sigla em inglês) do Pentágono, não descartou a possibilidade de vida extraterrestre, e disse que estava adotando uma abordagem científica para a pesquisa. "Eu diria apenas que estamos estruturando nossa análise para que ela seja muito completa e rigorosa. Vamos passar por tudo isso", disse Kirkpatrick, falando na primeira entrevista coletiva desde que a AARO foi criada, em julho. "E como físico, tenho que aderir ao método científico, e seguirei esses dados e a ciência aonde quer que eles forem." A missão da AARO se concentra em atividades inexplicadas em torno de instalações militares, espaço aéreo restrito e "outras áreas de interesse" e visa ajudar a identificar possíveis ameaças a operações militares e à segurança nacional dos Estados Unidos. Imagens de ovnis feitas pela marinha americana Um relatório do governo no ano passado documentou mais de 140 casos do que os EUA militares chamam oficialmente de "fenômenos aéreos não identificados", ou UAPs, na sigla em inglês, observados desde 2004. Todos eles, exceto um dos avistamentos listados —um episódio atribuído a um grande balão murchando— permanecem inexplicáveis, sujeitos a uma análise mais aprofundada, disse o relatório. Edifício do Pentágono em Washington - Joshua Robert - 3.mar.22/Reuters Para os outros 143 casos, o relatório descobriu que existem poucos dados para concluir se eles representam algum sistema aéreo exótico desenvolvido por um norte-americano, governo ou entidade comercial, ou por uma potência estrangeira como a China ou a Rússia. O relatório de 2021 incluiu alguns UAPs revelados em vídeos do Pentágono divulgados anteriormente de objetos enigmáticos exibindo velocidade e capacidade de manobra superiores à tecnologia de aviação conhecida, e sem nenhum meio visível de propulsão ou superfícies de controle de voo. Kirkpatrick disse que centenas de outros casos foram documentados desde então. O número exato será divulgado em breve, mas um alto oficial da Marinha disse em maio que o número total de casos relatados já havia chegado a 400. -
Jovem mata 4 ao atirar a esmo enquanto se filma nos EUA
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Polícia afirma que homem de 19 anos percorreu até oito cenas de crime São Paulo | Reuters Quatro pessoas morreram e três ficaram feridas depois que um jovem 19 anos abriu fogo em vários locais de Memphis, no estado americano do Tennessee, informou a polícia local em uma entrevista coletiva para a imprensa nesta quinta (8). O chefe de polícia de Memphis, C. J. Davis, disse que Ezekiel Kelly foi preso na quarta (7) depois de atirar em civis enquanto dirigia pela cidade, ocasionalmente saindo do veículo para abrir fogo —ele parou em ao menos oito locais. Kelly postou ao menos um dos tiroteios no Facebook. Polícia investiga um dos supostos locais do crime, em que o suspeito teria roubado um carro, em Memphis, no estado do Tennessee - Brad Vest/Getty Images/AFP Mais cedo, a polícia havia alertado a população para permanecer dentro de casa até que ele fosse detido. "Estamos recebendo relatos de que ele está gravando suas ações", disse a polícia na ocasião. Um breve vídeo postado no Facebook mostrou o jovem afirmando "isso é real" e usando linguagem grosseira enquanto abriu a porta de uma loja e disparou duas vezes contra a primeira pessoa que apareceu. A Reuters não conseguiu verificar a autenticidade do vídeo. Os novos tiroteios vêm em meio a uma série de episódios do tipo nos Estados Unidos nos últimos meses. A organização Gun Violence Archive relatou em junho quase 240 tiroteios em massa desde o início deste ano. O número de mortes causadas por armas de fogo, entre homicídios e suicídios, passou de 18,5 mil.-
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EUA precisam suspender relações com Brasil em caso de golpe, diz Bernie Sanders à Folha
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Thiago Amâncio - Folha Senador vai apresentar projeto em prol da democracia no país e rejeita ação como partidária Os Estados Unidos devem suspender parcerias e não fornecer qualquer ajuda financeira ou militar ao Brasil caso haja uma ruptura democrática após a eleição de outubro. É o que defende o senador Bernie Sanders, que apresentará um projeto ao Congresso americano para garantir que Washington reconheça imediatamente o vencedor do pleito no Brasil. Uma das estrelas da esquerda americana, Bernie, 80, diz em entrevista à Folha que sua ideia não é interferir no processo eleitoral, mas garantir que os EUA "façam o que for possível" para que o Brasil não encontre apoio no cenário de um golpe. "O povo do Brasil é que vai ter que decidir quem será o próximo presidente. É decisão do povo brasileiro, não dos EUA nem de mais ninguém", afirma. "Mas se o resultado se desdobrar em algo ilegal, se houver um golpe militar que coloque no lugar um governo ilegal, os EUA têm que deixar isso muito claro: o Brasil, não terá apoio, financeiro ou de qualquer outro modo." O senador americano Bernie Sanders em evento de campanha no Michigan para as eleições de meio de mandato - Bill Pugliano/Getty Images/AFP Bernie passou a dedicar mais atenção ao pleito de outubro depois de receber, em julho, uma comitiva de entidades da sociedade civil brasileira, liderada pelo grupo Washington Brazil Office, que viajou à capital para alertar líderes americanos sobre manifestações golpistas do presidente Jair Bolsonaro (PL). O mandatário tem colocado como condição para aceitar uma eventual derrota a garantia de as eleições serem transparentes —o que o Tribunal Superior Eleitoral e órgãos observadores afirmam que já ocorre. Quando se reuniu com Joe Biden, por exemplo, Bolsonaro repetiu que queria "eleições limpas, confiáveis e auditáveis". Na ocasião, o americano respondeu, segundo o Departamento de Estado, que "os EUA não toleram e não aceitam intervenção no sistema eleitoral em nenhum lugar". Em mais de uma ocasião antes da campanha atual, Bernie criticou Bolsonaro e elogiou o ex-presidente Lula (PT), que lidera as pesquisas para o pleito. Agora, em uma tentativa de se blindar, ele faz questão de dizer que sua defesa da democracia brasileira no Congresso americano não é partidária. "Eu não quero me envolver", diz, repetindo que os eleitores brasileiros é que têm que decidir. "O que estou fazendo não é contra ou a favor de Lula, contra ou a favor de Bolsonaro. Só quero garantir que os EUA jamais apoiem um governo ilegal." O parlamentar quer colocar na pauta do Senado uma resolução em defesa da democracia brasileira assim que o Congresso voltar do recesso de verão, no começo de setembro. "O Brasil é a quarta maior democracia do mundo e o maior país da América Latina, é essencial que a democracia continue a existir", diz, em sua primeira entrevista a um veículo brasileiro. O receio nos corredores de alas à esquerda no Parlamento e em setores ligados à diplomacia em Washington é que Brasília registre cenas similares às da capital americana em 6 de janeiro de 2021, quando uma multidão de apoiadores do então presidente Donald Trump, insuflada pelo mandatário, invadiu o Capitólio para tentar barrar a certificação da vitória de Biden. O que Bolsonaro já disse sobre urnas e ameaças às eleições e ao TSE Bolsonaro tem seguido o roteiro de Trump de desacreditar o sistema eleitoral, e é isso o que acende o alerta nos EUA. Isso porque, mesmo que seja derrotado em outubro, o presidente deve continuar relevante no xadrez político —assim como o aliado americano, que ainda tem forte influência sobre o Partido Republicano e almeja voltar a ser candidato em 2024. O ex-presidente é acusado de ajudar na radicalização de parte de seus apoiadores, e episódios de ataques com motivação política têm aumentado nos EUA —mais ainda depois de o cerco da Justiça em torno do republicano crescer, em duas frentes de investigações. Segundo Bernie, para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho, "é importante que os líderes políticos, de todos os lados, deixem claro que não vão tolerar violência". O país já registrou episódios de violência política no processo eleitoral. Veja 6 investigações que miram Donald Trump Identificado com a ala mais à esquerda da base de Biden, o senador afirma ser compreensível que uma parcela da população desacredite na importância da democracia na medida em que governos deixaram de responder às suas necessidades. "A classe trabalhadora tem visto um declínio significativo no padrão de vida. Não pode mais bancar moradia, educação para os filhos, plano de saúde. E, enquanto passa por dificuldades, vê bilionários ficando cada vez mais ricos e se pergunta: ‘Eu preciso de um governo? Preciso de democracia se continuo a enfrentar dificuldades enquanto eles ficam mais e mais ricos?’", diz. "É preciso que o governo responda aos anseios da população de baixa renda, não só aos interesses dos bilionários." Caso eleito, Lula fará parte de uma nova onda de líderes de esquerda na América Latina, com Gustavo Petro, na Colômbia, e Gabriel Boric, no Chile, como expoentes mais recentes. Questionado sobre as chances de essa maré chegar a Washington, Bernie —que já tentou concorrer duas vezes à Presidência pelo Partido Democrata, sem sucesso— diz que vitórias eleitorais são resultado "da boa política e das boas políticas públicas", num jogo com as palavras em inglês "politics" e "policy". "O candidato que defender a classe trabalhadora, o acesso à saúde, a redução das desigualdades, a criação de empregos com salários dignos, a construção de moradias, o acesso à educação e souber resistir aos poderosos interesses de grandes corporações, não só está fazendo a coisa certa, como está fazendo boa política e vencerá", diz. "É esse o candidato que será eleito." -
Strippers querem se sindicalizar em Los Angeles
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AFP Dançarinas de um clube de striptease de Los Angeles deram os primeiros passos rumo à sindicalização nesta quarta-feira (17), tornando-se o mais recente grupo de trabalhadores americanos a buscar poder de negociação coletiva. As estrelas do Star Garden Topless Dive Bar entraram com uma petição junto ao governo federal, iniciando um processo que poderia vê-las representadas pelo sindicato de artistas Actors' Equity, um movimento que as autoridades descreveram como inédito. "Gostamos do que fazemos", disse Velveeta, dançarina do Star Garden. "Gostaríamos ainda mais de nossos empregos se tivéssemos proteções trabalhistas básicas." Stripper dá aula de pole dance para alunos em estúdio na Califórnia, EUA - Brittany Hosea-Small - 15.ab.2021/Reuters O sindicato Equity já representa mais de 51 mil artistas e produtores nos Estados Unidos, muitos deles em Los Angeles e arredores. "As strippers são artistas ao vivo e, embora muitos aspectos de seu trabalho sejam únicos, elas têm muito em comum com os outros membros do Equity que vivem da dança", disse a presidente do sindicato, Kate Shindle. "Essas dançarinas relataram problemas de pagamento constantes –incluindo roubo de salário significativo– juntamente com riscos e violações de saúde e segurança". "Elas querem seguro de saúde e outros benefícios, como indenização trabalhista. Elas precisam de proteção contra assédio sexual, discriminação e demissão sem justa causa". A petição foi apresentada ao Conselho Nacional de Relações Trabalhistas, que deve agendar uma votação para as trinta strippers elegíveis. Se a maioria votar pela sindicalização, o sindicato Equity começará a negociar um novo contrato com a Star Garden em nome das dançarinas. Funcionários da Amazon iniciaram movimento por melhores condições de trabalho nos EUA - Brendan McDermid - 1°.abr.2022/Reuters Enquanto isso, as dançarinas exóticas dizem que farão uma manifestação em frente ao clube na área de North Hollywood da cidade. A campanha é apoiada pela Strippers United, um grupo sem fins lucrativos que defende os direitos das dançarinas. Ninguém no Star Garden respondeu a reportagem nesta quarta-feira. Embora o Equity nunca tenha tido membros strippers, não é a primeira vez que elas se organizam nos Estados Unidos. As dançarinas que trabalham no Lusty Lady de São Francisco formaram o Sindicato de Bailarinas Exóticas em 1996, observou o Equity. Esse clube fechou em 2013. O movimento desta quarta-feira ocorre em meio ao aumento do interesse de trabalhadores nos Estados Unidos em se sindicalizar, com funcionários de várias filiais da Starbucks entre os mais proeminentes. Até os três primeiros trimestres do ano fiscal de 2022 –de 1º de outubro a 30 de junho– foram apresentadas 1.935 campanhas de sindicalização à Diretoria Nacional de Relações Trabalhistas, 56% a mais que no ano anterior. -
Confiança do regime chinês pode acabar se revelando uma fraqueza
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Li Yuan - The New York Times Para analistas, Xi faz país deixar de prestar atenção a seus próprios problemas, enquanto exagera deficiências dos EUA Nos dez anos de seu governo na China, Xi Jinping vem procurando imbuir a população de confiança, dizendo aos chineses que o país está se saindo muito bem em comparação com o caótico Ocidente. Xi tem dito à geração mais jovem que a China pode finalmente encarar o mundo de igual para igual. "O país não é mais tão atrasado", disse ele no ano passado. "O Oriente está em ascensão e o Ocidente em queda", declarou Xi, num momento em que os EUA e outros países ocidentais pareciam estar atolados em altos índices de Covid, tensões raciais e outros problemas. Líder da China, Xi Jinping, discursa na cerimônia de abertura de uma sessão de estudos para funcionários de nível ministerial, em Pequim - Xinhua - 27.jul.22 /Ju Peng Xi vem dizendo a 1,4 bilhão de chineses que eles devem ter orgulho da cultura do país, de seu sistema de governança e seu futuro de grande potência. Tudo isso somado forma sua filosofia política característica, descrita às vezes como "a doutrina da confiança". Boa parte desse orgulho é justificado, mas o sentimento também alimenta a arrogância. Oferece a Xi uma justificativa para desmontar as políticas de abertura que ajudaram a China a emergir do isolamento internacional e da pobreza abjeta em que vivia sob o ex-dirigente comunista Mao Tse-tung. E também vem incentivando os nacionalistas extremos que alardeiam a superioridade chinesa e que agora, após a visita a Taiwan da presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, estão exortando Pequim a partir para um confronto militar com a ilha. O discurso estridente desses nacionalistas revela em que baixa conta eles têm o poder dos EUA e quão facilmente consideram que a China venceria uma disputa contra os americanos. Isso está deixando nacionalistas mais moderados incomodados, levantando receios de que Pequim possa sentir-se compelida a agir com dureza. Esse tipo de sentimento e posicionamento nacionalista eleva o risco de guerra, especialmente no momento em que a China estabelece um novo status quo com Taiwan, tendo anunciado na terça-feira que vai continuar a realizar exercícios militares aéreos e marítimos em torno da ilha democrática. No contexto da rivalidade entre EUA e China, essa tendência a um excesso de confiança também pode converter-se em fraqueza para Pequim, impedindo de enxergar suas próprias dificuldades. Isso pode ser uma bênção para os EUA, se conseguirem fazer o que é preciso. O povo chinês, não o governo, tem todos os motivos para sentir orgulho e confiança em suas conquistas das últimas quatro décadas. Criaram algumas das empresas mais bem-sucedidas do mundo, converteram seu país num colosso manufatureiro e no maior mercado consumidor mundial de carros, smartphones e muitas marcas de luxo. Construíram arranha-céus, metrôs, rodovias e trens-bala, alguns dos melhores do mundo. Os EUA, por outro lado, têm parecido estar atolados em seus muitos problemas internos e frequentemente paralisados demais para conseguir resolver seus problemas. Antes da pandemia, acostumei-me a ver chineses voltando de viagens aos EUA e me contando como acharam o país atrasado, maltrapilho e nada impressionante. Alguns deles se recusaram a andar de metrô em Nova York, dizendo que era sujo, malcheiroso e cheio de interrupções no serviço. Ficaram chocados com a falta de transporte público em Los Angeles e as más condições das rodovias no Vale do Silício. Não entenderam por que a rica San Francisco estava cheia de pessoas em situação de rua. Ficaram profundamente perturbados pela violência armada e a falha das leis em controlá-la. A maioria dessas pessoas não era nacionalista. Eram pessoas das elites altamente instruídas, que cresceram na pobreza, beneficiaram-se da abertura da China e haviam visto os EUA como ideal. Os EUA os deixou ao mesmo tempo deslumbrados e decepcionados. Mas para muitos outros chineses, especialmente os mais jovens, a ideia de um Oriente em ascensão e um Ocidente em queda é um fato aceito. Os programas noticiosos e as redes sociais estão cheios desse dogma, que é ensinado em aulas de ciência política, seguindo ordens de Xi. Yan Xuetong, professor de estudos internacionais na Universidade Tsinghua, tende ao pensamento nacionalista. Em conferência em Pequim em janeiro, ele disse que os estudantes universitários da China precisam aprender mais sobre o mundo. Eles frequentemente têm uma visão binária, pensando que "apenas a China é justa e inocente, enquanto todos os outros países, especialmente os ocidentais, são ‘perversos’, e que os ocidentais obrigatoriamente odeiam a China". Segundo ele, os estudantes "geralmente têm um sentimento muito forte de superioridade e confiança" nas relações internacionais e frequentemente "encaram os outros países como inferiores". A propaganda política chinesa sempre procurou destacar as conquistas da China e as falhas do Ocidente. Em 30 de dezembro de 1958, quando a China estava começando a sofrer a Grande Fome que levaria milhões de pessoas à morte por inanição, a primeira página do Diário do Povo anunciava que o país estava tendo sucesso em sua produção industrial e agrícola. Na seção de notícias internacionais, as reportagens sobre países socialistas, como a Coreia do Norte, seguiam um tom celebratório, enquanto os artigos sobre o Ocidente capitalista tratavam apenas de seus problemas econômicos e políticos. Eu cresci lendo uma coluna de jornal intitulada "O socialismo é bom. O capitalismo é mau." Semanalmente, milhões de leitores jovens como eu consumíamos reportagens enviesadas sobre uma menina americana que passava fome ou um garoto norte-coreano que vivia uma vida feliz. Acreditamos nessas histórias até o momento em que a China se abriu para o mundo, quando entendemos que nosso país socialista era extremamente pobre. Isso mudou até certo ponto nas décadas de 1900 e 2000, quando o Partido Comunista Chinês permitiu algumas reportagens investigativas e críticas públicas online. Mas, sob o governo de Xi, tudo o que diz respeito à China exala "energia positiva", incluindo as previsões econômicas, enquanto o Ocidente, em especial os EUA, é retratado cada vez mais como perverso ou em declínio. Em 2018, ansiosa por atribuir os sucessos do país ao partido, a emissora estatal Chinese Central Television (CCTV) transmitiu um documentário intitulado "Amazing China". Numa seção sobre os avanços na erradicação da pobreza, o filme mostrou Xi sentado entre agricultores, falando de como a renda deles se multiplicara por 20 em 20 anos. "Quem mais poderia ter feito isso?", perguntou. "Apenas o Partido Comunista poderia ter feito. Apenas nosso sistema socialista teria conseguido. Isso não poderia ter sido realizado em nenhum outro lugar." Mas países capitalistas como o Japão e a Coreia do Sul passaram por transformações econômicas semelhantes décadas antes. Nos últimos dois anos, muitos artigos noticiosos e ensaios teóricos na imprensa estatal têm contrastado a governança ordeira da China com o "Ocidente caótico", citando o tratamento equivocado dado pelos EUA à pandemia, seus protestos amplos contra o racismo e os muitos massacres a tiros cometidos no país. Quando os EUA e alguns outros países ocidentais tiveram dificuldade em sua resposta à Covid, a mídia estatal e muitos influenciadores das redes sociais chinesas os incentivaram a "copiar a lição de casa da China". Wang Jisi, professor de estudos internacionais na Universidade de Pequim e especialista em relações EUA-China, queixou-se em julho, num fórum sobre a paz, que o principal programa de notícias da CCTV punha no ar pelo menos duas reportagens sobre os EUA toda noite e que as duas eram negativas. "Ou é sobre outro massacre a tiros ou sobre mais um caso de tensões raciais ou sobre a resposta inadequada à pandemia", ele comentou. "Por que não podemos falar do que acontece na África ou América Latina e não falar sempre sobre as coisas ruins que acontecem nos EUA?" Este ano, em entrevista a um periódico acadêmico, Wang procurou corrigir a ideia de que os EUA estão em declínio. Ele argumentou que, embora a posição internacional da América tenha sofrido um declínio relativo entre 1995 e 2011, sua parcela do PIB global subiu na década seguinte a 2011. Disse que não há evidências suficientes para concluir que a economia americana esteja em declínio irreversível, embora tenha reconhecido que o soft power dos EUA diminuiu. Para a China, o perigo de acreditar em sua própria propaganda política enganosa é que o país deixa de prestar atenção a seus próprios problemas, enquanto exagera as fraquezas da América. A aversão que o Partido Comunista tem pela v erdade e sua obsessão por controle estão tendo efeito inverso ao desejado. A política de Covid zero de Xi, que depende de lockdowns e de testes em massa, está prejudicando a economia chinesa tremendamente. Mas, como nenhuma crítica é permitida, o país está em grande medida seguindo adiante com as restrições rígidas, enquanto boa parte do mundo volta à normalidade. -
irregular HACK CS GO ATUALIZADO FUNCIONANDO!
Jefferson Games postou um tópico no fórum em Shooter Zone - Lixão
#CONTEÚDO VIRAL REMOVIDO!-
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Perfeito !!
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Bad bitch with a tan Do you know one by chance?
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notícia Emoji de arma será removido de teclado; decisão foi tomada após ataques nos EUA
Dom Astrogildo postou um tópico no fórum em Discussões
Emoji de arma será removido de teclado; decisão foi tomada após ataques nos EUA Alteração pretende desincentivar crimes com armas de fogo. Uma nova atualização do teclado de emojis começa a operar a partir do dia 21 de junho, de acordo com a organização Unicode Consortium, responsável pelo desenvolvimento de novas imagens para apimentar nossas conversas e posts em redes sociais. Entretanto, a chegada de novos figurinhas não é o que vem atraindo a atenção dos usuários. Segundo Mark Davis, presidente da companhia, o emoji de arma será removido do sistema. A decisão foi tomada após os ataques em Orlando, que ocorreram em meados de junho, ambos desencadeados por pessoas armadas, o que nos leva a crer que este seja o motivo concreto da alteração. Apesar de, no Brasil, a pistola ser geralmente usada em selfies "explosivas", junto com o emoji de bomba, nos Estados Unidos ataques de pessoas armadas são bastante comuns. Além disso, com todas as tragédias mundiais que estão acontecendo, talvez a decisão seja uma das mais sensatas mesmo. Não estamos em tempo de brincar... E você, o que achou da mudança? Usava muito o emoji de revólver? Fonte: Capricho- 14 respostas
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