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[Dica] Modo de Transferência do HD


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Interfaces

 

Os HDs são conectados ao computador através de interfaces capazes de transmitir osdados entre um e outro de maneira segura e eficiente. Há várias tecnologiaspara isso, sendo as mais comuns os padrões IDE, SCSI e, maisrecentemente, SATA.

 

A interface IDE (Intelligent Drive Electronicsou Integrated Drive Electronics) também é conhecida como ATA(Advanced Technology Attachment) ou, ainda, PATA (ParallelAdvanced Technology Attachment). Trata-se de um padrão que chegoupara valer ao mercado na época da antiga linha de processadores 386.

 

Como apopularização desse padrão, as placas-mãe passaram a oferecer dois conectoresIDE (IDE 0 ou primário e IDE 1 ou secundário), sendo que cada um é capaz de conectaraté dois dispositivos. Essa conexão é feita ao HD (e a outros dispositivoscompatíveis com a interface) por meio de um cabo flat (flat cable) de 40 vias(foto abaixo). Posteriormente, chegou ao mercado um cabo flat de 80 vias, cujasvias extras servem para evitar a perda de dados causada por ruídos(interferência).

 

flata.jpg

 

Tecnologias ATAPI e EIDE

 

Na interface IDE, também é possível conectar outros dispositivos, como unidades deCD/DVD e zipdrives. Para que isso ocorra, é utilizado um padrão conhecido como ATAPI(Advanced Technology Attachment Packet Interface),que funciona como uma espécie de extensão para tornar a interface IDEcompatível com os dispositivos mencionados. Vale frisar que o própriocomputador, através de seu BIOS e/ou do chipset da placa-mãe, reconhece quetipo de aparelho está conectado em suas entradas IDE e utiliza a tecnologiacorrespondente (ATAPI para unidades de CD/DVD e outros, ATA para discos rígidos).

 

Como já dito, cada interface IDE de uma placa-mãe pode trabalhar com até dois dispositivos simultaneamente, totalizandoquatro. Isso é possível graças a EIDE (Enhanced IDE), umatecnologia que surgiu para aumentar a velocidade de transmissão de dadosdos discos rígidos e, claro, permitir a conexão de dois dispositivos em cada IDE.

flat3p.jpg

 

É importante frisar que atecnologia EIDE tem dois concorrentes de peso: os já mencionados padrões SCSI e SATA. O primeiro é bem mais eficiente, porém muito mais caro.Por esta razão, o padrão SCSI só é usado em aplicações que necessitam de alta performance (comoservidores, por exemplo). A tecnologia SATA é que veio para tomar o seu lugar,mas como o padrão IDE está no mercado há muito tempo, demorará para cair completamente em desuso.

 

Tecnologias DMA e UDMA

 

Antigamente,somente o processador tinha acesso direto aos dados da memória RAM ( Random acess Memory ). Com isso,se qualquer outro componente do computador precisasse de algo na memória, teriaque fazer esse acesso por intermédio do processador. Com os HDs não eradiferente e, como conseqüência, havia um certo "desperdício" dosrecursos de processamento. A solução não demorou muito a aparecer. Foi criadauma tecnologia chamada DMA (Direct Memory Access).Como o próprio nome diz, essa tecnologia tornou possível o acesso direto àmemória pelo HD ou pelos dispositivos que usam a interface IDE, sem necessidadedo "auxílio" do processador.

 

Quando o DMA não está em uso, normalmente é usado um esquema de transferência de dadosconhecido como modo PIO (Programmed I/O), onde, grossamentefalando, o processador executa a transferência de dados entre o HD e a memória RAM. Cada modo PIO existente trabalha com uma taxa distinta de transferência dedados;

Conforme mostra a seguinte tabela:

 

flatttttttttttt.jpg

 

flat2.jpg

 

É importante frisar que os HDs IDE mais recentes trabalham com um padrãoconhecido como Ultra-DMA (UDMA). Essa tecnologia permite a transferênciade dados em uma taxa de, pelo menos, 33,3 MB/s (megabytes por segundo). Opadrão UDMA não funciona se somente for suportada pelo HD. É necessário que aplaca-mãe também a suporte (através de seu chipset), caso contrário, o HDtrabalhará com uma taxa de transferência mais baixa. Veja o porquê: existe 4tipos básicos de Ultra-DMA: UDMA 33, UDMA 66, UDMA 100 e UDMA 133. Os números nestas siglas representam a quantidade de megabytes transferível por segundo.Assim, o UDMA 33 transmite ao computador dados em até 33 MB/s. O UDMA 66 faz omesmo em até 66 MB/s, e assim por diante. Agora, para exemplificar, imagine quevocê instalou um HD UDMA 133 em seu computador. No entanto, a placa-mãe sósuporta UDMA de 100 MB/s. Isso não significa que seu HD vai ficar inoperante. Oque vai acontecer é que seu computador somente trabalhará com o HD na taxa detransferência de até 100 MB/s e não na taxa de 133 MB/s.

 

 

Capacidade real de armazenamento

 

Os fabricantes de discos rígidos aumentam a capacidade de armazenamento de seusprodutos constantemente. Todavia, não é raro uma pessoa comprar um HD econstatar que o dispositivo tem alguns gigabytes a menos do que anunciado. Seráque o vendedor lhe enganou? Será que a formatação foi feita de maneira errada?Será que o HD está com algum problema? Na verdade, não.

 

O que acontece é que os HDs consideram 1 gigabytee com sendo igual a 1024 megabytes,assim como consideram 1 megabyte com sendo igual a 1024 kilobytes, e assim pordiante. Os sistemas operacionais, por sua vez, consideram 1 gigabyte como sendo igual a 1024 megabytes, e assim se segue. Por conta dessa diferença, um HD de80 GB, por exemplo, vai ter, na verdade, 74,53 GB de capacidade ao sistemaoperacional. Um HD de 200 GB vai ter, por sua vez, 186,26 GB.

 

Portanto,ao notar essa diferença, não se preocupe, seu disco rígido não está comproblemas. Tudo não passa de diferenças entre as empresas envolvidas sobre qual medida utilizar.

 

 

HDs externos

 

É possível encontrar vários tipos de HDs no mercado, desde os conhecidos discos rígidospara uso doméstico (ou seja, para PCs), passando por dispositivos maissofisticados voltados ao mercado profissional (ou seja, para servidores),chegando aos cada vez mais populares HDs externos.

O que é um HD externo?

Simplesmente um HD quevocê levar para cima e para baixo, e conecta ao computador apenas quandoprecisa. Para isso, pode-se usar, por exemplo, portas USB,FireWiree até SATA externo, tudo depende do modelo que você escolher.

 

A imagem ao lado mostra um HD externo da empresa Iomega, uma das mais conhecidasfabricantes desse ramo.

 

flat4.jpg

 

O HD externo é útil para quando se tem grandes quantidades de dados para transportarou para fazer backup (cópia de segurança de seus arquivos). Do contrário, épreferível utilizar pendrives, DVDs regraváveis ou outro dispositivo dearmazenamento com melhor relação custo-benefício. Isso porque os HDs externossão mais caros e costumam ser pesados (exceto os modelos de tamanho reduzido).Além disso, devem ser transportados com cuidado, para evitar danos.

 

Finalizando

 

O HD já passou por diversas mudanças desde o seu início. Só para dar um exemplo deevolução, os HDs mais antigos tinham um problema que, se não tivesse sidoresolvido, talvez deixaria os discos rígidos atrasados em relação ao progressodos mais componentes de um computador: o motor de movimentação das cabeças deleitura e gravação era lento. Isso porque quando as cabeças precisavam ir de umcilindro a outro, o fazia de um em um até chegar ao destino. Hoje em dia, ascabeças vão diretamente ao cilindro requisitado.

 

Créditos:

 

Nagato_Teema

Link para o comentário
https://www.webcheats.com.br/topic/626844-dica-modo-de-transfer%C3%AAncia-do-hd/
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