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Novo 'Pantera Negra' destaca mulheres pretas em clima de luto por Chadwick Boseman
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Em 'Wakanda para Sempre', a Marvel supera polêmicas com Letitia Wright para preencher a ausência do ator morto em 2020 Guilherme Luis São Paulo Foi difícil adivinhar o que seria feito com o Pantera Negra no cinema depois da morte de Chadwick Boseman, que interpretava o personagem desde 2016. A sequência do seu primeiro filme solo já vinha sendo preparada pela Marvel quando o ator morreu por causa de um câncer de cólon em 2020, fazendo a produtora mudar os rumos da história para seguir sem ele. Trocar o astro por outro intérprete poderia parecer desrespeitoso, recriar suas feições digitalmente seria caro e desistir do personagem causaria um prejuízo aos cofres da Marvel, que lucrou mais de R$ 1 bilhão com o primeiro longa. O jeito foi matar o herói na ficção também. Em "Pantera Negra: Wakanda para Sempre", que estreia nesta semana, o personagem é enterrado por seu povo, e as mulheres que o rodeavam ganham protagonismo. Cena de 'Pantera Negra: Wakanda Para Sempre', sequência do longa lançado em 2018 - Divulgação Na trama, após o velório de T’Challa, o Pantera Negra, sua mãe Ramonda assume o comando do país Wakanda. Ao lado da general Okoye e de sua filha Shuri, ela tenta proteger a nação de potências mundiais que se interessam pelo tal vibranium, um metal preciosíssimo que só existe naquele lugar. É quando seres do fundo do mar, liderados pelo poderoso Namor, entram em conflito com o povo da superfície. "Pantera Negra", de 2018, trouxe pela primeira vez um ator preto como protagonista na Marvel desde "Homem de Ferro", longa que deu pontapé inicial na saga blockbuster do estúdio dez anos antes, em 2008. Deu espaço também a várias personagens femininas. Agora, no novo filme, são elas que tentam preencher a lacuna deixada pela ausência de Boseman. Letitia Wright vive uma Shuri tomada pelo sentimento de luto. É uma garota carregada de pesar, distante da alegria que a marcava nos filmes anteriores. Veja cenas de 'Pantera Negra: Wakanda Para Sempre' "Amo a Shuri do primeiro filme, ela era um raio de sol. A família dela a encorajou a ser um gênio cheia de fé. Agora, seguimos a partir disso. Como ela continuaria se estivesse de coração partido?", disse a atriz, em entrevista coletiva. Apesar de ganhar protagonismo na história e ter seu rosto no centro dos cartazes de divulgação de "Wakanda para Sempre", Wright foi uma pedra no sapato da Marvel durante a produção do longa. Isso porque a atriz guianesa-britânica virou uma das grandes vozes do movimento antivacina em Hollywood. Em dezembro de 2020, Wright publicou nas redes sociais um vídeo em que um youtuber questionava os efeitos das vacinas contra a Covid-19. Pouco depois, fontes disseram que a atriz com frequência fazia comentários antivacina no set de filmagem de "Wakanda para Sempre". A Disney, que é dona da Marvel, foi forçada a emitir um comunicado sobre a vacinação. A empresa exigiu que funcionários que trabalhassem numa de suas instalações comprovassem a sua vacinação. Conheça as mulheres de 'Wakanda Para Sempre' O comportamento de Letitia Wright não comprometeu sua participação no longa, porém. É Shuri, afinal, quem conduz a trama. Mas não deixa de ser curioso ver a atriz manifestar opiniões negacionistas ao mesmo tempo que interpreta uma personagem que fala tanto de morte e família. Isso sem contar com o fato de que Shuri é vendida como uma pessoa que domina tecnologia e ciência e que está sempre à frente dos pesquisadores de fora de Wakanda. A contradição entre Wright e sua personagem, nesse sentido, é bastante incômoda . A imagem de "Pantera Negra" só não fica completamente colada à atriz por causa das personagens Ramonda, Okoye e Nakia, vividas respectivamente por Angela Bassett, Danai Gurira e Lupita Nyong’o. São personagens que também mudam por causa da morte de T’Challa. Nyong’o diz que Nakia, o par romântico do herói, funcionava como uma espécie de oásis para ele, e agora ela quer fazer o mesmo por Shuri. "Tive que aprender com a personagem a contornar minha frustração em perder Chadwick", afirmou em entrevista coletiva. Danai Gurira interpreta aqui Okoye, a general implacável das guerreiras de Wakanda. O novo filme quebra a imagem de bruta da personagem para expor suas fragilidades. "É crucial que vejamos todas as facetas desses personagens e que exploremos sua humanidade com caleidoscópios." Mural com o rosto de T'Challa, personagem de Chadwick Boseman, ator morto em 2020 - Divulgação Yasmine Evaristo, pesquisadora e crítica de cinema que vai dar um curso online sobre "Pantera Negra" no Museu da Imagem e do Som, o MIS, diz que o novo filme tenta rebater o machismo e racismo da indústria, mas cutuca as intenções dos estúdios Marvel. "Precisa ter pessoas negras na direção e na produção, sabe? A galera que está ganhando grana com cinema ainda não são as pessoas negras." O filme da Marvel não representou uma mudança só para os filmes de super-heróis. O recente "A Mulher Rei", com Viola Davis, assustou a indústria, disse a atriz em entrevistas. Segundo ela, foram seis anos buscando quem quisesse bancar o projeto e, não fosse o sucesso de bilheteria de blockbusters como "Mulher-Maravilha" e "Pantera Negra", o longa talvez nunca saísse do papel. Para além da indústria cinematográfica, a existência de "Pantera Negra" exerce impacto sobre outras esferas. Evaristo conta que em 2018 levou crianças de Belo Horizonte para uma exibição do filme. A pesquisadora ouvia comentários como "olha, aquele homem do filme, tem o cabelo do meu pai". Eram frases ditas por garotinhas pretas que mantinham os olhos pregados enquanto guerreiras com a mesma cor que a delas derrotavam supervilões. Pantera Negra: Wakanda Para Sempre Onde Nos cinemas a partir desta quinta-feira (10) Classificação 14 anos Elenco Angela Bassett, Letitia Wright e Lupita Nyong’o Produção EUA, 2022 Direção Ryan Coogler-
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Sexonambulismo causa episódios de estupro e atos lascivos involuntários
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Conhecida como sexônia, disfunção pode acometer homens e mulheres; em caso de violência, dano maior é para vítima Danielle Castro Ribeirão Preto Imagine levantar de manhã com a parceira toda machucada após ser atacada sexualmente durante o sono e não ter a menor ideia de como aquilo aconteceu? Ou, então, estar no serviço militar, masturbar-se à noite pela base e depois acordar achando que os colegas estão fazendo uma brincadeira de mau gosto? Os dois casos são reais e foram relatados por pacientes que receberam o diagnóstico de sexônia ou sexonambulismo, uma disfunção rara do sono que leva a um comportamento sexual involuntário e impróprio, muitas vezes violentos. Sexônia é um distúrbio sexual que leva a comportamentos involuntários - New Africa/Adobe Stock O distúrbio é medicamente conhecido como uma parassonia, que é reconhecida pela CID (Classificação Internacional de Doenças) como movimentos anormais ou eventos psicológicos que ocorrem durante o sono. Especialistas ponderam, porém, que a disfunção precisa ser melhor conhecida e estudada, principalmente quando envolve agressão. Nestes casos, dizem, o judiciário deve diferenciar o paciente com a parossonia do estuprador sem a patologia buscando a inocência. O primeiro é comum a três homens diferentes que tiveram o distúrbio confirmado no Brasil pela médica Luciana de Oliveira Palombini, especialista em medicina do sono. O segundo caso é de um soldado norte-americano, citado no artigo "Sexônia: que sexo é esse?", publicado pela Revista Brasileira De Sexualidade Humana, em 2019, por Palombini e pela psicoterapeuta e sexóloga Glaury Coelho. Palombini, que é médica do Instituto do Sono de São Paulo, conta que se trata de um diagnóstico bastante difícil, mas real e capaz de gerar danos emocionais ao paciente e riscos para quem dorme ao lado dele. "As parassonias são comportamentos inadequados durante o sono, dos quais a pessoa realmente não tem controle", afirma a especialista. A sexônia, assim como outros transtornos do sono, acontece porque existem uma dissociação inadequada dos diferentes elementos do sono. "No momento em que normalmente não há atividade muscular para realizar esses comportamentos, a pessoa não possui essa inibição", resume a médica. As causas da disfunção vão desde fatores genéticos e físicos, como apnéia do sono e problemas respiratórios ou até psicossociais, como uso de drogas ou presença de transtornos mentais como borderline. O tratamento inclui mudanças de hábito com objetivo de reduzir o estresse, evitar a privação de sono e eliminar a rotina sedentária. A terapia e o uso de aparelhos noturnos para correção da respiração podem ser associados. "Quando a gente aborda todos esses aspectos da parassonia, esses comportamentos anormais cessam sim, mas se existe tendência, tem que haver sempre acompanhamento e manutenção da boa higiene do sono", reforça Palombini. A investigação de sexônia inclui exame de polissonografia com um especialista e avaliação psicoterápica. Psicóloga do sono pela SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia) e ABS (Associação Brasileira do Sono), Coelho diz que este transtorno ainda é pouco conhecido e demanda mais estudos para melhor prevenção. Apesar de raro, esse "sonambulismo sexual" é polêmico, pois envolve desde transtornos conjugais até situações criminais. "O sistema judicial tem que comprovar se é uma parassonia ou um estuprador tentando se safar do dolo. É fundamental fazer a distinção. Há poucos especialistas ainda, mas informação clara e referendada já contribui como prevenção", afirma a psicóloga. Prevalente em homens, essa percepção distorcida da consciência sexual pode também acontecer em mulheres e o foco é sempre a região genital. Excitação e orgasmos durante o sono não são considerados sexônia. O transtorno pode se manifestar nos dois gêneros como masturbação violenta do outro (estupro) e de si, e por meio de falas com conteúdo sexual durante o sono. Em sua fase mais agressiva em homens, leva a tentativa e consumação do ato por meio do sexo oral, penetração vaginal ou anal até alcançar o orgasmo. O artigo de Palombini e Coelho aponta que na prática clínica "as investidas sexuais durante o sono são subnotificadas e, portanto, subdiagnosticadas", uma vez que acontecem episódios em que os parceiros não rejeitam o contato físico ou denunciam. Na literatura científica internacional, há menos de 100 casos relatados, a maior parte originada em clínicas de sono e no próprio sistema Judiciário. "Por acontecer entre casais que dormem na mesma cama, é possível que não haja uma queixa que leve a parceria a comentar com o médico, ou fazer uma denúncia policial", diz Coelho. A principal característica da sexônia é que a pessoa age sexualmente como se estivesse acordada, com lubrificação, ereção, orgasmo e ejaculação. "A reação fisiológica se apresenta associada ao comportamento sexual não consciente e, muito importante: a pessoa apresenta despertar confusional e amnésia", descreve a sexóloga. O dano maior, segundo Coelho, é sempre para quem foi vítima de abuso ou estupro, pois a pessoa dormindo está indefesa, mas o paciente também sofre com consequências. "E vem a culpa e a vergonha que pode levar a uma violência contra si mesmo", aponta a psicoterapeuta. A sexóloga lembra que algumas parassonias como sonambulismo, sonilóquio e terror noturno são comuns na infância e servem de alerta caso reapareçam a partir da adolescência, uma vez que outros distúrbios do sono podem estar associados com a sexônia. "Na infância é necessário investigar se não houve comprometimentos neurológicos, quais fatores estressantes estão associados às crises e propor uma intervenção psicoeducativa no ambiente familiar", afirma Coelho. As duas profissionais alertam que episódios sexuais seguidos de amnésia do parceiro são indicativos para buscar ajuda especializada em problemas do sono, pois além de potencial violência, criam um grande estresse do casal, o que atrapalha a capacidade de descanso e a confiança no outro. "A gente precisa fazer uma boa avaliação do equilíbrio emocional e de tudo que tem de ser controlado e manejado para cessar o problema", conclui Palombini.- 1 resposta
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Bom,estarei desta vez, compartilhando um simples trabalho meu, ja feito há algum tempo pela plataforma Android, através do APP PS touch... Então tenham em vista a limitação investida no Android antes de julgarem qualquer erro! Ah, eu também não sou nenhum mestre photoshop, então qualquer falha, erro,ou algo do tipo, é devido a isso! Bom,vamos ao trabalho: Opinem, julguem, critiquem :D
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notícia Mulheres cristãs criam milícia privada para lutar contra Estado Islâmico na Síria
Dom Astrogildo postou um tópico no fórum em Discussões
Centenas de mulheres do nordeste da Síria formaram uma milícia privada armada, as Forças de Proteção da Mulher Beznahrin (FPMB), para lutar contra o Estado Islâmico. As FPMB nasceram como a seção feminina do Conselho Militar Siríaco Sírio, uma facção armada cristã que atua, sobretudo, na província de Al Hasaka (nordeste). As fileiras do FPMB são integradas por mulheres com idades entre os 18 e os 60 anos, e apesar de ter maioria cristã, estão abertas a integrantes de todas as religiões. A porta-voz do grupo, Nisha Gawriye, abandonou a universidade para se unir à luta armada. Antes de entrar no campo de batalha, as novas recrutas recebem treinamento em alguma das academias da milícia. “A formação que recebemos é boa, muito treino no uso de armas e nas artes do combate”, afirmou Gawriye. O FPMB vigia igrejas, patrulha ruas e realiza revistas, além de participar de ofensivas militares contra o EI. Casadas, solteiras, com ou sem filhos, e inclusive com netos, as integrantes das FPMB querem demonstrar que as mulheres também podem lutar. “Queremos testar a nós mesmas em todos os âmbitos, fortalecer nossa personalidade e defender nossa terra”, ressaltou Gawriye. Fonte: Instituto Liberal de São Paulo (ILISP)- 2 respostas
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