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  1. Controles viram câmeras em títulos como 'God of War' e 'Ghost of Tsushima', e trabalhos rendem até exposições de arte João Varella São Paulo Com o sonho de se tornar um fotógrafo profissional, Bruno Calado Borges, estudante recifense de 19 anos, fez um apelo nas redes sociais para comprar um equipamento. Não queria uma câmera Nikon, Canon ou outra de marca convencional, mas um PlayStation 5, que, além de um aparelho de jogos, é uma câmera virtual. O pedido viralizou, com apoio e escárnio, e suas redes sociais foram inundadas de xingamentos. Um usuário postou uma foto de uma carteira de trabalho, enquanto outro o qualificou como "printador profissional". Retrato do game 'Marvel's Spider-Man Miles Morales' feito pelo jogador Bruno Borges - Bruno Borges Ele reagiu com postagens explicando a fotografia virtual, uma nova forma de arte explorada dentro do videogame contemporâneo. "Você tem que saber sobre iluminação, enquadramento, desfoque, matiz, brilho, exposição", afirma, enumerando valores da fotografia convencional. A versão virtual se estabeleceu na década passada e foi impulsionada durante a quarentena. As principais plataformas contemporâneas facilitam a captura, já que os controles de Switch, Xbox Series e PlayStation 5 contam com um botão que age como um disparador. Se o hardware é o corpo do videogame, o software é a mente. Diante da popularidade das mídias sociais, os desenvolvedores implementaram o modo foto, que congela a cena e permite ao usuário compor a imagem com possibilidades que só o digital oferece. De 'Elden Ring' a 'God of War', veja retratos feitos pelos jogadores dentro dos games O jogo de esportes radicais "Riders Republic" permite mudar a hora do dia e as condições climáticas, por exemplo. "The Last of Us Part 1", sobre um mundo estraçalhado por um vírus, possibilita avançar alguns milissegundos no futuro. O paintball de "Splatoon 3" deixa instalar a câmera no ar com uma contagem regressiva antes de efetuar o disparo, dando tempo de fazer poses. O modo de foto é padrão nos jogos de alto valor de produção, mas não é padronizado. Cada título tem interface e recursos próprios. Em comum é o fato de a ferramenta valorizar recursos gráficos de ponta, como o "ray tracing", que calcula a iluminação, incluindo reflexo e sombras, de maneira realista. Os jogadores aderiram. Com "Ghost of Tsushima", jogo de samurai lançado há dois anos, mais de 15 milhões de fotos foram feitas em dez dias, de acordo com a Sony, que lançou o título. Há casos ainda em que a fotografia é um elemento da narrativa, como "New Pokémon Snap", do ano passado. Sob a premissa de fazer uma pesquisa científica, é preciso fotografar Pikachu e os outros monstrinhos em seu habitat. Veja imagens do jogo 'Ghost of Tsushima' Na maior parte dos casos, porém, a elaboração das imagens não faz parte da história. É criada por intenção estética, expressiva ou qualquer outro motivo que leva uma pessoa a tirar uma foto. "A fotografia enriquece a experiência de jogo. Você passa a ter mais proximidade com os personagens e preserva a memória de situações pontuais", diz o jornalista Rodrigo Pscheidt, que vive em Curitiba e mantém um perfil de fotografias de jogos no Instagram, o @GamesPhotoMode, com 18 mil seguidores. Ele, que tem 36 anos, calcula levar entre cinco e seis horas para fazer dez fotos dignas de serem publicadas. Já Borges, o estudante do Recife, otimiza o tempo com vários pontos de salvamento, como se fossem diferentes marcadores de página da história. Os dois jogos do Homem-Aranha desenvolvidos pela Insomniac, os favoritos do pernambucano, requerem mais de 50 horas para desbloquear o conteúdo completo. Os fotógrafos de games têm ganhado espaço. O Flickr, plataforma usada por profissionais para exibir portfólios, criou uma categoria para a fotografia de jogos. Um texto publicado no blog oficial do site em setembro qualifica o gênero como "uma forma de arte emergente". A rede, aliás, foi criada em 2004 para o compartilhamento de imagens de um game. Mas o grande espaço de postagens e descobertas dos fotógrafos virtuais —ou VPs, na sigla em inglês— é o Instagram. Hashtags como #VirtualPhotography ou a mais local #BrasilVP indexam as imagens. Há etiquetas específicas para jogos e estilos de imagem. A fotografia virtual conta com nichos especializados, como retratos, paisagens, erros, entre outros, além de desafios que passam de um criador a outro. Esse tipo de fotografia também tem se profissionalizado. O paulistano Leonardo Sang, de 32 anos, já trabalha há mais de uma década com a linguagem. Ao longo de sua carreira, desenvolveu trabalhos para companhias multinacionais como Nvidia, Ubisoft e Telefónica. Com mais de uma década de experiência de fotos em games, para Sang o ambiente virtual proporciona a oportunidade de retratar o impossível. Ele dá como exemplos "Isonzo ", que se passa na Primeira Guerra, e "Kingdom Come", ambientado no Império Romano. Retrato do game 'Elden Ring' feito pelo jogador Leo Sang - Leo Sang O jogo favorito de Sang é "Battlefield". Em vez dos tiroteios bélicos que marcam a série, o artista se especializou nas paisagens e detalhes banais. Com exposições internacionais no currículo, ele compõe o júri da competição de imagens virtuais Capture Point, promovida por Red Bull e PlayStation, que deve originar uma exposição em Nova York no ano que vem. A Ubisoft, dona de séries como "Assassin's Creed" e "Far Cry", também abriu um concurso similar. Hoje as fotos dentro dos games se relacionam mais ao marketing e não contam com um reconhecimento firme do circuito de arte, uma situação parecida com os primeiros anos da fotografia em si, que no século 19, quando surgiu, foi rechaçada por artistas e críticos que a viam como uma linguagem inferior à pintura. Charles Baudelaire era um deles, preocupado pela invasão de uma máquina automática que apenas reproduzia o real. Com o passar do tempo, o ranço do autor de "As Flores do Mal" foi superado, e o entendimento contemporâneo evoluiu. "A fotografia convida a interpretar a paisagem, é uma questão histórica da linguagem", afirma Ronaldo Entler, crítico e professor de fotografia da Fundação Armando Alvares Penteado, em São Paulo. Segundo ele, com as pessoas passando mais tempo em mundos virtuais, é natural que o fazer fotográfico se transforme. "Fotografia é uma cultura dotada de vocabulário. É também um espaço de debates, um universo de referências. Onde estão essas referências está a fotografia", diz. O afamado diretor Hideo Kojima enalteceu a fotografia virtual no Twitter. "Se você continuar tirando fotos, mesmo dentro do jogo, sua sensibilidade e habilidade melhorarão naturalmente. Composição, layout, foco et cetera. Mais importante que isso, você saberá o que deseja fotografar", escreveu o autor de "Death Stranding", também dotado de "photo mode". As palavras ressoam no interesse de Borges, o jovem que recebeu ataques em razão de sua vaquinha. "Fiquei com uma crise de ansiedade séria", diz. Por outro lado, ele conseguiu arrecadar a quantia de que precisava. Hoje tira e posta fotos com o PlayStation 5, a câmera que tanto queria.
  2. Estamos em agosto de 2022, e sem dúvida você já leu (ou mais provavelmente já viu) algo sobre a arte de IA. Sejam piadas aleatórias feitas para o Twitter ou pinturas que parecem ter sido feitas por seres humanos reais, a capacidade de a inteligência artificial de criar arte aumentou nos últimos meses, e embora esta tenha sido uma ótima notícia para os shitposters e fãs da tecnologia, também levantou uma série de questões e preocupações importantes. Se você não leu ou viu nada sobre o assunto, a IA art - pelo menos como existe no estado em que a conhecemos hoje - é, como Ahmed Elgammal escreve em American Scientist tão categoricamente, feita quando "artistas escrevem algoritmos não para seguir um conjunto de regras, mas para 'aprender' uma estética específica através da análise de milhares de imagens. O algoritmo então tenta gerar novas imagens conforme a estética que recebeu". Do ponto de vista do usuário, isto é feito na maioria das vezes inserindo um prompt de texto, para que você possa digitar algo como "feiticeiro de pé em uma encosta sob um arco-íris", e uma IA tentará lhe dar algo semelhante em forma de imagem. Você também pode digitar "Bob Esponja de luto pelos pais do Batman" e você obterá algo tão próximo ao que você está pensando. Basicamente, agora vivemos em um mundo onde as máquinas foram alimentadas com milhões e milhões de obras humanas, e agora estão usando os dados acumulados para criar suas próprias obras. Isto tem sido divertido para usuários casuais e interessante para os entusiastas da tecnologia, claro, mas também criou um buraco negro ético e de direitos autorais, onde todos, desde artistas a advogados e engenheiros, têm opiniões muito fortes sobre o que tudo isto significa, para seus trabalhos e para a própria arte. ‘Heavenly Meeting’, uma imagem gerada no MidJourney por Lamona42 Imagem: MidJourney "As habilidades dos artistas já eram subvalorizadas antes desta tecnologia; temo que isto irá agravar", diz-me Jeanette (não seu nome atual), uma artista conceitual que já trabalhou em várias grandes editoras AAA. Bruce (novamente, não seu nome real), um artista que trabalhou em um monte de sucessos indie premiados, diz: "O objetivo de um empregador em potencial não é facilitar meu trabalho, mas sim me substituir, ou reduzir todos os anos que passei aperfeiçoando meu ofício em um piloto de aprendizagem de máquina chato, onde sou treinado para dirigir vagamente um software equivalente em centenas de direções diferentes até que, por acaso, ele cuspa um ativo que poderíamos usar em um jogo". "Não consigo pensar em muitos infernos piores para acabar em minha carreira. Experiencial e moralmente". "Acho que esta tecnologia não prejudicará tanto os artistas e ilustradores consagrados, 'big deal', quanto os de baixo nível", diz RJ Palmer, que trabalhou para a Ubisoft e também no filme Detetive Pikachu. "Eu poderia facilmente imaginar um cenário onde o uso da IA por um único artista ou diretor de arte poderia substituir 5-10 artistas de nível básico". A tecnologia é bastante básica (mas ainda impressionante) agora, mas está avançando tão rapidamente. A infeliz realidade desta indústria é a velocidade ser favorecida em relação à qualidade com tanta frequência que uma imagem limpa e 'suficientemente boa' gerada por IA poderia ser suficiente para muitas necessidades". "Já vi muitos autores auto-publicados e tais dizerem como será ótimo que não precisem contratar um artista", diz Palmer. "Fazer esse tipo de trabalho para pequenos criadores é como muitos de nós começamos como artistas profissionais". Assim, como um artista que vê esta atitude crescer, me preocupa que a próxima geração de artistas consiga encontrar um trabalho consistente no nível de entrada". A preocupação com artistas jovens, futuros e em tempo parcial é compartilhada por Karla Ortiz, que já trabalhou para a Ubisoft, Marvel e HBO. "A tecnologia ainda não está totalmente presente em um produto finalizado", diz ela a Kotaku. "Não importa quão boa pareça inicialmente, ainda requer profissionais para corrigir os erros que a IA gera. Também parece ser um território legalmente obscuro, o suficiente para assustar muito grandes empresas". "Entretanto, produz resultados que serão 'suficientemente bons' para algumas, especialmente aquelas empresas menos cuidadosas que oferecem salários mais baixos para o trabalho criativo. Como o resultado é 'suficientemente bom', acho que podemos ver muita perda de nível de entrada e empregos menos visíveis. Isto afetaria não apenas ilustradores, mas fotógrafos, designers gráficos, modelos, ou praticamente qualquer trabalho que requeira visual. Tudo isso poderia ser potencialmente terceirizado para a IA". Travis Wright, um artista veterano da indústria do entretenimento, me diz: "Sempre haverá necessidade de alguém que possa dar a um diretor de arte exatamente o que ele quer, particularmente o design de personagens, mas com a rapidez com que esses algoritmos melhoraram em apenas seis meses, é assustador e eu posso ver totalmente que jogos de terror indie, jogos de cartas e jogos de mesa vão se beneficiar do uso da IA em vez de pagar a um artista". Jon Juárez, um artista que já trabalhou com a Square Enix e a Microsoft, concorda que algumas empresas e clientes ficarão muito felizes em usar a arte AI. "Muitos autores vêem isto como uma grande vantagem, porque este processo de colheita oferece a possibilidade de manipular soluções falsamente livres de direitos autorais imediatamente, caso contrário levariam dias para chegar ao mesmo lugar, ou simplesmente nunca chegariam", diz ele. "Se uma grande empresa vê uma imagem ou uma idéia que lhes pode ser útil, basta que entrem no sistema e obtenham resultados miméticos em segundos, eles não precisarão pagar ao artista por essa imagem. Estas plataformas são máquinas de lavar roupa de propriedade intelectual". "A propriedade intelectual não terá mais valor para pequenos autores, pois você não poderá fazer um filme da Guerra das Estrelas, mas a Disney poderá usar seu trabalho para o filme deles. Se a IA acaba sendo um Aleph das narrativas, o Aleph será privatizado e protegido por patentes". O que nos leva ao nosso próximo ponto de discórdia. Chamá-los de "máquina de lavar roupa de propriedade intelectual" é definitivamente uma forma de colocar as preocupações legais em torno destes geradores de arte. Simplificando, como vemos frequentemente com tecnologia que avançou mais rápido do que a lei pode acompanhar, não há uma posição definitiva e vinculante sobre as questões de direitos autorais no coração das máquinas que mastigam a arte humana e depois cospem compilações artificiais do que aprenderam. Em fevereiro, o Escritório de Direitos Autorais dos EUA "recusou-se a conceder um direito autoral" para uma obra de arte feita pela IA, dizendo que "a autoria humana é um pré-requisito para a proteção dos direitos autorais". Esse caso está agora sendo apelado para um tribunal federal, no entanto, porque o criador da IA pensa que, tendo programado a máquina, ele deveria poder reivindicar os direitos autorais sobre as obras que ela produz. Mesmo quando uma decisão é finalmente tomada neste caso, levará muito mais tempo e casos para que se forme um consenso jurídico mais firme em torno do assunto. Mas o que é essa obra que o criador da IA está reivindicando, se não simplesmente uma caçarola feita de arte criada por artistas humanos reais, que não estão sendo pagos ou mesmo creditados por suas contribuições? Juárez diz que uma das principais plataformas "utilizou uma de minhas imagens, sujeita a direitos autorais, sem meu consentimento. Já está dentro do sistema, o programa pode usá-la para imitar meu estilo e o dano é irreparável". À esquerda está uma peça do premiado artista de Hollywood Michael Kutsche, enquanto está à direita uma peça de arte AI que afirma ter copiado seu estilo icônico, incluindo uma assinatura desfocada e incompleta Imagem: Michael Kutsche "Em muitos dos resultados foram encontrados vestígios de marcas d'água e assinaturas, estes programas são desenhados explicitamente com a função de remover tais marcas que podem burlar a propriedade intelectual", acrescenta Juárez. Ele está se referindo a exemplos de obras de arte geradas por IA que parecem ter assinaturas em seus cantos, sugerindo que desenham enquanto a partir de peças que foram alimentadas, ou tentaram apagar, ou copiar a assinatura - embora imperfeitamente - bem. No entanto, nem todos com quem falei são tão desanimados com as implicações destas máquinas em direitos autorais. Frank (não seu nome verdadeiro), um artista que trabalhou em vários títulos de consoles AAA sucesso de bilheteira, me disse: "As pessoas roubam nossa arte o tempo todo". Não sei quantas reuniões de clientes já estive em que me mostram o trabalho de algum artista - eu sei - e dizem 'Faça assim'". "É o resultado altamente infeliz de fazer o que fazemos". Quando você o faz em alto nível, as pessoas tentam encontrar maneiras de rasgá-lo e duplicá-lo. AI é apenas outra forma que inevitavelmente vai acontecer. Eu questiono a ética dela com certeza, mas atualmente ela faz um péssimo trabalho de realmente fazer o que eu faço, e merda, se ela descobrir que vai me poupar tanto tempo [risos]. Vá em frente AI, aprenda a pintar como eu realmente bem para que eu possa apenas ajustar um pouco e entregar isso e depois vá tirar uma soneca porque o mundo fede e todo dia é um inferno". Floris Didden, diretor de arte da Karakter, um estúdio vencedor do Emmy-award (Game of Thrones), me diz algo semelhante. "Os AIs geradores de arte não me incomoda tanto quanto parece incomodar muitos artistas", diz ele. "Todos nós olhamos o trabalho uns dos outros para nos inspirarmos no estilo, execução, idéias, assuntos, etc., e misturá-lo com nossas próprias idéias de alguma forma para, esperançosamente, criar algo que possa permanecer por si só. Para mim, o programador está fazendo a mesma coisa através do uso da IA que eles criaram. Não estou dizendo não haver originalidade, mas não vamos fingir que não nos alimentamos massivamente um do outro". "Eu não acho que legalmente falando, seus direitos autorais foram violados quando sua arte foi introduzida em uma IA, mas eu acho que moralmente eles lhe devem algo. Se você treina uma IA para combinar perfeitamente com o estilo de um artista específico, acho que isso obviamente viola os direitos do artista de alguma forma, se não os seus direitos autorais. Eu simplesmente não sei como fazer valer legalmente isso". Mas nem tudo sobre a arte AI é um campo de batalha ético e de direitos autorais. Para toda a discórdia em torno de sua criação (e criações), as máquinas cuspindo estas imagens são, mesmas, meros instrumentos, e nas mãos certas, os instrumentos podem ser úteis. "Há enormes benefícios para a tecnologia também para os artistas, fazendo parte do motivo de ser uma dor de cabeça tão grande", diz Palmer. "Da mesma forma que um não-artista pode agora criar uma imagem, um artista também pode, através de sua sensibilidade e treinamento, ser aperfeiçoado e aperfeiçoado. Eu tive acesso ao Dall-e 2 sendo divertido ver até onde se pode empurrá-lo para criar coisas que não têm uma grande representação 1:1 na realidade (embora atualmente não seja ótimo nisto). Ter ele com composições soltas, padrões de cores, iluminação, etc., pode ser tudo muito legal para obter inspiração". Ortiz é igualmente entusiasmado - e conflituoso - pelas possibilidades práticas dos artistas. "Para mim pessoalmente, eu poderia me ver utilizando imagens geradas por IA para referências visuais iniciais e inspiração", diz ela. "E se eu desejar pintar um objeto em um esquema de luz particular, ou requerer uma textura específica em uma forma específica? A IA seria uma ferramenta inestimável para me ajudar em minhas obras de arte! Para alguns artistas, a IA seria uma mudança absoluta no jogo, permitindo-lhes ter referências quase imediatas para inspirar e potencialmente informar mais". Didden é outro que vê a IA art como tendo um benefício prático. "Sou um artista conceitual e diretor de arte e, fundamentalmente, acho que o design é sobre a solução de problemas, e mais especificamente os problemas de outros humanos", diz ele. "Para fazer isso, é preciso entender as limitações do projeto, ter maneiras de gerar soluções e conseguir reconhecer quando você acerta na certa. Sempre pensei que, como artista conceitual, você basicamente só precisava de habilidade para resolver problemas, alguma forma de visualizar sua solução e uma dose de bom gosto (seja lá o que isso for). Portanto, para um designer, acho que a arte gerada por IA será apenas mais uma ferramenta a ser usada". Além das preocupações imediatas e dos usos potenciais para artistas que trabalham, há forças maiores em jogo, e perguntas - desculpe trazer isso à tona em um site de videogame, considerando como as conversas de nossa própria cena podem ser cansativas - sobre a arte, e o trabalho, e o trabalho na arte. O que diz sobre nós como um ponto da história humana se tivermos pessoas trabalhando e defendendo o uso da inteligência artificial para criar arte? Como se fosse algo que precisava ser industrializado, a última frente numa luta aparentemente interminável entre trabalhadores e máquinas? A razão disto é, naturalmente, porque há, como sempre há nestes tempos, considerações financeiras no coração deste movimento, algumas das quais se misturam nos mesmos círculos que tantas outras criações tecnológicas distópicas - que se preocupam apenas com a própria tecnologia e seus possíveis usos do que qualquer preocupação ética, ambiental ou industrial - como a moeda criptográfica e as NFTs. OpenAI, o laboratório por trás da Dall-E, foi co-fundado por Elon Musk, e já houve vendas de milhões de dólares de obras de arte NFT geradas pela inteligência artificial. E isso é apenas o começo. "A Stable Diffusion está planejando lucrar com modelos 'privados' para os clientes, lucrando com a criação da camada de infra-estrutura, e atualmente alguns de seus principais desenvolvedores estão utilizando imagens geradas por IA para venda", diz Ortiz. "Tanto a DALL-E quanto a Midjourney também têm modelos de assinatura". "Alguns dos lucros atuais e potenciais dessas empresas estão diretamente ligados, por conjuntos de dados obscuros, a centena e milhares de trabalhos criativos com direitos autorais de todos os tipos de profissionais criativos", acrescenta ela. "Só isso é arrepiante, mas também não ter como optar por não usar essas ferramentas - especialmente depois que seu trabalho foi usado para treinar um artista AI - me preocupa muito como artista. Eu sei que as próximas batalhas legais mudarão a paisagem. Tudo o que posso esperar é que a lei se mova rapidamente para proteger nosso modo de vida criativo, em simultâneo, em que permite que estas novas tecnologias cresçam de uma forma que seja benéfica para todos nós, não apenas para um punhado de empresas e desenvolvedores". À esquerda está um verdadeiro Iron Man Funko Pop, enquanto está à direita uma imagem gerada por IA de um 'Funky Pop', parte de um pacote de prompts atualmente para venda - com cópias óbvias de Yoda e Darth Vader no PromptBase. Imagem: Funko / PromptBase Mais ridiculamente, existe agora um mercado chamado PromptBase, projetado exclusivamente para vender "prompts", os insumos usados para realmente gerar imagens de IA. Não surpreende a ninguém, este mercado já está repleto de obras com direitos autorais, que vão desde personagens da cultura pop até tênis de marca. No centro de este enigma está a falsa equivalência de até mesmo chamar o que uma IA gera de "arte". A arte é inerentemente humana. Sua capacidade de se inspirar e inspirar nossas emoções é talvez a coisa mais determinante que nos separa de outros animais. (Desculpe, polegares oponíveis.) Ela é definida especificamente como "uma gama diversificada de atividade humana, e produto resultante, que envolve talento criativo ou imaginativo expressivo, de proficiência técnica, beleza, poder emocional, ou idéias conceituais". Uma máquina não é criar arte. Uma máquina, mesmo aquelas tão avançadas como a IA de que estamos falando aqui, é uma máquina de dados esmagadores. Não há perspectiva para a IA art, não há inspiração, nada que ela esteja tentando comunicar. É uma lista de compilação construída por um algoritmo, girando um número infinito de remixes e músicas de capa. O fato de tantas pessoas estarem ficando atoladas comparando a IA art com as criações de seres humanos, como se a primeira estivesse fazendo tudo menos aderir a um algoritmo, está jogando nas mãos daqueles que defendem esta mímica, porque ela coloca as criações de IA em um campo de igualdade que elas não merecem. O artista sueco Simon Stålenhag talvez o tenha resumido melhor do que ninguém quando disse na semana passada "O que eu não gosto na tecnologia da IA não é que ela possa produzir novos sucessos de rock dos anos 70 como 'Keep On Glowing, You Mad Jewel' de Fink Ployd, mas como ela revela que esse tipo de derivado, gerado gosma, é o que nossos novos senhores da tecnologia esperam nos alimentares em sua visão do futuro". "Eu acho que a IA art, assim como as NFTs, é uma tecnologia que apenas amplifica toda a merda que odeio em ser um artista nesta distopia capitalista feudal, onde cada nova ferramenta promissora sempre acaba nas mãos das pessoas menos imaginativas e mais exploradoras e inescrupulosas".
  3. Treinamento no caderno de desenho, a tatuagem não começa na pele e sim no seu treino... Tudo na vida depende de sua determinação ! Marcadores : brush pen new pen Ps : ainda não terminei o desenho kkkk ??
  4. Paradox Bit

    Um ovo bem simples[DESENHO]

    OLÁ AMIGOS DA WC Segue meu ultimo trabalho feito através do Paint Tool Sai Recomendo bastante ele,apesar de ser bem simples,dá pra fazer otimos desenhos com ele! comentem critiquem Até mais! Edit:Dei blur demais em volta por isso tá borrado, mals!
  5. Olá, boa noite a todos Paradox aqui novamente, pra compartilhar com vocês mais 2 trabalhos,porem, desta vez, um pouco mais simples... Essa primeira imagem pode parecer um pouco sem perspectiva, mas é essa a intenção, tentei retratar mapas antigos, tendo em vista a visão da época sobre oceanos e deuses mitológicos! Espero que entendam o significicado. Esse segundo desenho, tem um sentido bastante religioso, com menções, os famosos "Easter eggs", a passagens bíblicas, creio que muitos de voces não entenderão o real sentido, até porque é um desenho mais religioso, bem simples, porém curti muito ter feito ele! Foram esses por horah espero que curtam! Comentem, critiquem construtivamente, grato desde já!
  6. Boa noite amigos da WebCHEATS Estarei compartilhando mais esses trabalhos, digamos... Um portfolio, fiz todos na escola no meu querido caderno, alguns, no caso a maioria foram feitos sem rascunho, alguns foram feitos direto na caneta, que é algo meio perigoso, os desenhistas de plantão sabem do que estou falando, mas bem, desculpem se estiver algo fora de ordem! Comentem, Opinem e critiquem por favor, deu trabalho postar isso tudo, espero que tenham gostado! OBS:minha câmera é horrível peço perdão por isso!
  7. Paradox Bit

    2 trabalhos

    Boa Noite Olá meus caros amigos da WC Estarei desta vez, por meio deste post, compartilhando mais 2 trabalhos, ambos feitos por mim, desta vez no físico, no método Raiz, a lápis e papel oel(e mais algumas recursos mais tudo bem rs) Espero que gostem e já adianto sobre a qualidade:minha câmera não é muito boa, espero que entendam e tenham isso em vista antes de julgar! Grato! Trabalho 1 Trabalho 2
  8. Paradox Bit

    2 trabalhos

    Boa Noite Olá meus caros amigos da WC Estarei desta vez, por meio deste post, compartilhando mais 2 trabalhos, ambos feitos por mim, desta vez no físico, no método Raiz, a lápis e papel oel(e mais algumas recursos mais tudo bem rs) Espero que gostem e já adianto sobre a qualidade:minha câmera não é muito boa, espero que entendam e tenham isso em vista antes de julgar! Grato! Trabalho 1 Trabalho 2
  9. Paradox Bit

    Mais 2 trabalhos

    Olá! Sei que eu havia dito que o meu último post, seria o meu provável último trabalho com edição no Android mas eu não consigo parar... Acho que vou diminuir a frequência, mas, parar de fazer não... Dito isso, prossigamos... A seguir, meus 2 últimos trabalhos feitos, ambos no Android, como sempre, mas não se preocupem com isso.. Sobre a segunda imagem, tirando o "efeito AVC" de tão torta que ficou, quero que deem a opinião sincera de vocês, pois é o meu primeiro desenho no Android, e não é muito fácil desenhar com o dedo rs... Sem mais delongas, com vocês: Obs:sobre os riscos brancos nos lábios, eram pra dar a ideia de brilho, porém o APP não tinha muitas ferramentas, então improvise com o melhor que eu achei.. Grato pela compreensão!
  10. Paradox Bit

    Mais um simples trabalho

    Bom,estarei desta vez, compartilhando um simples trabalho meu, ja feito há algum tempo pela plataforma Android, através do APP PS touch... Então tenham em vista a limitação investida no Android antes de julgarem qualquer erro! Ah, eu também não sou nenhum mestre photoshop, então qualquer falha, erro,ou algo do tipo, é devido a isso! Bom,vamos ao trabalho: Opinem, julguem, critiquem :D
  11. Paradox Bit

    Um "Desenho" aí

    BOAS PESSOAL Aqui novamente para postar um "desenho" que fiz(coloquei aspas, pois a unica coisa que fiz foi ajustar as camadas e passar por cima), Eu nem sei pq deu tanto trabalho se foi só uma espécie de cópia, de uma forma ou de outra tá aí. OBS: estava com peguiça de fazer algo mais sério, então fiz esse "desenho" para exercitar as mãos já que eu desenho, com o mouse.
  12. Paradox Bit

    Série-Planetas

    OLÁÁÁÁÁÁÁÁ Estarei dessa vez postando meus desenhos feitos e inspirados no nosso lindo e perfeito(ou não) universo!! Comecarei com o planeta diferentão, excluido por abrigar os humanos, isso, o nosso querido Planeta Terra !!! Apreciem, critiquem,sugiram e desafiem! -Planeta Terra _Oh, e quem seria esse? Jupiter, considerado por muitos o mais belo planeta desse universim! -E quem seria o dono desses(eram pra ser) belos aneis? Saturno! Cansei de planetas então... The End
  13. Paradox Bit

    Primeiros Desenhos no PC!

    Olá Novamente caros usuários! Dessa vez estou aqui trazendo os meus -2 primeiros desenhos-(não são mais 2 rs), oficialmente feitos no PC, através do programa: "Paint Tool SAI"... Eu ainda não tenho muita prática em desenhar no computador, ainda mais pois faço os desenhos utilizando o Mouse, então, qualquer errinho meu ali, pode ser devido a esse fato! Espero que gostem, deixem criticas e sugestões CONSTRUTIVAS, pois realmente, irá me ajudar a melhorar meus traços! Estarei tentando atualizar conforme avanço e faço os desenhos... Aceito desafios! Eu geralmente os faço inspirados em imagens, então, taí uma dica, caso mandem desafios! Esse não ficou tão bom rs... Desafio feito por Playboy(comentário abaixo) Ele me propôs fazer a minha assinatura! Pois bem, aí está!
  14. Olá! Eu estarei, por meio deste post,prestando minhas homenagens, a todos vocês da WEBCHEATS !!! Por mais feio que tenha ficado, considerem pois, a minha pequena e simples homenagem a vocês todos!!! Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!!
  15. 'k4dosh

    EM CLIMA DE NATAL

    Postem a de vocês também se tiverem ahahah. Edit: Foto Original
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