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Em primeiro lugar, eu já gostaria de deixar clara uma coisa: Asus não é sinônimo de “qualidade” (ou de falta dela). Só porque uma placa-mãe é “Asus”, não significa que é a 8ª maravilha do mundo, cheia de recursos e com um desempenho e durabilidade de dar inveja. Como grande parte das marcas, e justamente por ser uma marca de largo alcance (ela faz produtos tanto pro mercado top de linha como para o de baixo custo), ela tem seus modelos bons e seus modelos ruins. Mas como a maioria das pessoas aqui no Brasil é bem “absolutista” quanto ao mercado de peças pra computador, elas acham que ou a marca é “toda boa” ou ela é “toda ruim”, o que é uma pena.

 

Enfim, a Asus é uma das marcas de placas-mãe mais comuns aqui no Brasil, então os nomes e modelos de suas placas são alguns dos mais falados (isso quando alguém resolve falar um modelo) quando se quer procurar alguma mobo. Acontece que nem sempre dá pra você saber tudo sobre todos os modelos, então existe algum meio de saber mais ou menos “que placa-mãe é essa” apenas olhando o nome?

 

Sim e não. O nome-código de cada placa-mãe é um conjunto de informações básicas sobre a placa-mãe que podem ser bem úteis, mas ele nem de perto vai te dizer tudo. Ele é mais uma referência interna e não é absoluto (e nem sei se ele é totalmente padronizado, na verdade), mas é uma mão na roda se você souber traduzir ele ao menos um pouquinho.

 

[OBSERVAÇÂO IMPORTANTE: As informações sobre nomenclatura abaixo foram baseadas em observação, pesquisa e experiência, e NÃO SÃO um guia oficial, podendo estar incorretas e com certeza incompletas. Usem se quiser, como uma referência, mas não tomem como verdade absoluta. E não tem nenhum dedo da Asus aqui no meio, então isso realmente não é oficial]

 

M2A-VM, M2N-MX, M2N-X, P5VDL-1, P5KPL-CM, A7V8X-X, P4V800D-X... para a maioria das pessoas isso aqui é apenas uma sopa de letrinhas incompreensível, mas acreditem ou não, existe uma lógica nesses nomes. Essa lógica é um pouquinho confusa no começo, mas eu vou tentar dividir de um jeito que dê pra entender.

Cada parte do código significa uma coisa:

 

 

 

Dois primeiros dígitos-> [Código do soquete]

 

Geralmente trata-se de uma letra e um número. Esse código indica qual é o soquete (“encaixe”) usado pela placa-mãe e pelos processadores compatíveis com ela. Entre outras coisas, é principalmente o soquete que vai determinar que processadores são compatíveis com determinada placa-mãe. Vou listar aqui algumas traduções, entre os soquetes mais “recentes”:

 

Plataforma Intel:

P4: Intel 478 (antigos Pentium 4 e Celeron)

P5: Intel LGA775 (Pentium 4 mais novos, Celeron D, Celeron Conroe, Pentium D, Pentium Dual Core, Core 2 Duo, Core 2 Quad, Core 2 Extreme e Celeron Dual Core)

P6: Intel LGA1366 (Core i7 para servidores)

 

Plataforma AMD:

A7: AMD 462 , ou “soquete A” (Antigos Athlon, Athlon XP e Duron)

K8: AMD 754 (primeiros Athlon 64 e Sempron)

A8: AMD 939 (Athlon 64, Sempron, primeiros Athlon 64 X2, Athlon FX)

M2: AMD AM2 (Athlon 64, Athlon 64 X2, Athlon X2, Sempron)

M3: AMD AM2+ (todos os AM2 mais os processadores K10, como os Phenom e Phenom II - suportando apenas DDR2)

M4: AMD AM3 (Phenom II - suportando apenas DDR3)

 

Ou seja, a primeira etapa na hora de escolher a placa-mãe é ver se os dois primeiros dígitos conferem com o soquete desejado.

 

 

 

- Terceiro dígito-> [Fabricante do chipset]

 

Pra quem não sabe, chipset é o conjunto principal de chips controladores da placa-mãe. Geralmente os mais importantes são dois: a ponte norte (que geralmente dá nome ao chipset) e a ponte sul. Essas pecinhas vão determinar que recursos serão suportados, e dependendo do soquete e da plataforma, determinam também que tipos de memória, que modelos de processador e que conectores e slots estarão disponíveis.

Ou seja, é um componente com o qual pouca gente se importa, mas faz uma diferença enorme.

 

Os principais fabricantes de chipsets, bem como suas respectivas letras, são os seguintes:

 

AMD/ATI: “A” (Ex.: M2A-VM)

nVidia: “N” (Ex.: P5N-E)

VIA: “V” (Ex.: P4V800D-X)

SiS: “S” (Ex.: A7S333)

 

Intel é um caso à parte. Como ela é um fabricante compulsivo de chipsets (sua plataforma era altamente dependente do chipset, então a cada poucos meses era lançado um chipset novo, com desempenho e recursos diferente), o resultado é um mar imenso de letras que variam bastante, representando uma família específica de chipsets. Então eu vou tentar listar numa lista separada o que cada código significa, já que ele geralmente usa mais letras do que apenas a terceira.

 

Lembrando que a SiS e a VIA são fabricantes de chipsets de baixo custo, então não esperem nenhum desempenho monstro nem nenhuma grande variedade de recursos em placas-mãe com esses chipsets. Elas são baratinhas, mas bem limitadas.

A nVidia, a ATI e a Intel são mais “full-range”. Elas possuem chipsets mais básicos e chipsets mais avançados, então jamais seja absoluto: nem toda placa-mãe com chipset nVidia é top. Nem toda placa-mãe com chipset Intel é sinônimo de placa excelente. Nem toda placa AMD ou nVidia com vídeo onboard é uma boa/má escolha.

 

A VIA anunciou que não vai mais fabricar chipsets de placas-mãe para terceiros, mas apenas para suas próprias plataformas. Apesar disso, estou citando ela por referência, já que ainda existem por aí várias placas-mãe para processadores Intel e AMD com chipsets dela.

 

 

 

- Quarto dígito em diante (antes do hífen)-> [Modelo do chipset]

 

A Intel é a que mais usa isso, mas isso não impede que isso seja visto em placas com outros fabricantes de chipset. Os demais dígitos após o terceiro e antes do hífen determinam diferenças de chipset, e não possuem um “padrão” muito fixo, então não adianta fazer uma tabelinha de referência aqui.

Alguns exemplos são “78” (como na M3A78) para simbolizar o AMD 780G, ou “32” (como na M2N32-SLI) pra representar chipsets nVidia com suporte a SLI 32 (2x16). Em placas mais antigas, geralmente era mostrado nesses dígitos o FSB máximo da placa (como na P4V800D-X ou na A7S333).

 

- Caso especial: Intel

 

Na prática, do terceiro dígito em diante já é a representação do chipset. Acontece que a ATI, a nVidia, a VIA e a SiS são mais constantes e fabricam menos linhas, então geralmente a primeira letra deles é fixa. Com a Intel, há tantos chipsets que a primeira letra muda um bocado. Aqui vai uma pequena lista dos mais recentes chipsets para soquete LGA775:

 

B – Intel P945, Q965 e G965

LD2 – Intel 945G, 945GC e 945P/G

GC – Intel 945GC

[OBS: só listei os chipsets acima por questão de referência e porque eles ainda são muito encontrados por aí, mas eles já estão um bocado ultrapassados. E há ainda vários outros, mas não fazia sentido colocar aqui]

 

KPL – Intel G31

K – Intel G33

E – Intel G35 e Q35

K, KC, K3 e K64 – Intel P35 (notem que “K” também representa algumas G33)

E, E3 e E64 – Intel X38 e X48 (notem que “E” também representa algumas G35 e Q35)

QPL – Intel G41

QL – Intel G43 e P43

Q – Intel G45 e Q45

Q, QC e Q3 – Intel P45 (notem que “Q” também representa algumas G45 e Q45)

 

E dando uma rápida falada nos nomes dos chipsets Intel, “G” significa chipset simples, com vídeo integrado (onboard), pro mercado low-end [ex: G31, G35, G45...]. “P” é pro mercado “mainstream”, “mid-end”, com mais recursos e mais desempenho [P35, P43, P45...] e “X” é o “extremo”, “high-end”, para alto desempenho [X38, X48, X58...].

No número, o primeiro dígito indicaria a “geração” ou “série” (G31, G33, G35, P35 e X38 são da mesma “série”), e o terceiro dígito indica o grau comparativo (algo como se 1 fosse o mais “básico”, 3 um “mais completo”, 5 o “completo” e 8 o “top”).

 

 

 

- Dígitos depois do espaço ou hífen-> [Particularidades]

 

Aqui é um território de poucas regras. Em alguns fabricantes, como nVidia e ATI, a coisa é mais constante e fácil de entender. Mas no caso de alguns chipsets, especialmente os Intel, essa sopa de letrinhas é altamente confusa e é difícil detectar algum padrão. Vou tentar marcar algumas letras que se mostram num “padrão” relativamente comum, mas não garanto que seja o correto:

 

-X: Low-end sem vídeo onboard, geralmente no formato Full-ATX (tamanho “complete”). É uma placa com um chipset mais simples, ou uma versão simplificada/enfraquecida de uma placa de chipset mais forte. A caixa da placa geralmente vem com a marca “X Series”, que é a série de baixo custo da Asus.

 

-MX: Low-end MicroATX (pequenininha), geralmente com vídeo onboard. É uma placa simples e pequena, com chipset mais low-end, com vídeo onboard. É mais usada para micros de escritório ou PCs básicos, pois geralmente é barata e possui “tudo onboard”.

 

-VM: Praticamente a mesma coisa que MX, mas estando um nível “acima” na categoria. São placas geralmente MicroATX, com vídeo onboard, mas com recursos razoáveis, acima da média das low-end. Em muitos casos, uma VM é uma MX com mais recursos; ou se preferir, uma MX é uma VM com menos recursos. É o caso da M2N-VM e da M2N-MX, onde a VM possui codec de áudio 7.1 com 6 plugs, conector S/PDIF, uma saída VGA (D-SUB) e uma DVI, uma porta eSATA e um plug para antena WiFi, enquanto a MX não possui; mas no resto, elas possuem o mesmo chipset (nVidia GeForce 6100 + nForce 430).

 

SE: Sim, sem hífen, pois essas letras podem vir inclusive depois de outro código (como -MX). SE é uma versão reduzida de uma outra placa. Por exemplo, a M2N-MX SE é uma versão reduzida da M2N-MX, possuindo apenas dois soquetes para memórias (a MX normal possui 4), duas portas SATA e sem suporte a RAID 0+1 nem RAID 5 (enquanto as 4 portas USB da MX oferecem esse recurso) e por aí vai.

 

-SLI: Hm... meio óbvio, né? –SLI indica que essa placa é capaz de usar a tecnologia Scalable Link Interface, da nVidia, onde você usa mais de uma placa de vídeo ao mesmo tempo, ligadas por uma plaquinha pequena (a “ponte SLI”), funcionando como se fossem uma só.

 

-E: “Enhanced”. É uma versão aprimorada, com algum (ou alguns) recurso (s) extra em relação a uma outra. Por exemplo, a P5Q-E usa o mesmo chipset da P5Q e é visualmente muito parecida, mas a P5Q-E possui 3 slots PCI-Express x16 (um deles em modo x4) suportando CrossFireX (usando duas placas ATI Radeon compatíveis), enquanto a P5Q normal só possui um. Ela possui ainda uma porta eSATA, uma porta Gigabit Ethernet extra, além de outras coisinhas adicionais.

 

Há uma cacetada de outras letras. Algumas são usadas apenas em algumas séries, outras são muito novas e ainda não está muito claro o que significam, outras são inventadas o tempo todo e são difíceis de traduzir. Enfim, em caso de dúvida, ou caso haja uma sigla nova que você não conhece, o jeito é pesquisar as especificações e comparar “na marra” mesmo.

 

Obviamente temos ainda aqueles nomezinhos no final, que são bem auto-explicativos. “Deluxe”, “Premium”, “HDMI”, “WiFi”... Preciso mesmo explicar?

 

E há séries que recebem nomes especiais, como a Striker, a Maximus, a Rampage, a Crosshair... Geralmente são edições topo de linha, bastante exclusivas, baseadas em linhas específicas de chipsets. A Maximus, por exemplo, é baseada no chipset Intel X38 (existem as versões Maximus Formula, Maximus Extreme e Maximus Formula Special Edition), sendo que a Maximus II Formula é baseada no Intel P45, mas todas são para o mesmo soquete, o LGA775 (Intel). Há ainda placas como a Crosshair, onde a primeira delas é para soquete AM2 (AMD) e foi baseada no chipset nForce 590 Ultra, mas a Crosshair II Formula, que é para soquete AM2+, é baseada no nForce 780a.

 

---

 

 

Por fim, recomendações gerais sobre placas-mãe:

 

- “Mais barata” não quer dizer “pior”, nem “mais em conta”. “Mais cara” não quer dizer “melhor” ou “menos em conta”. Tudo depende do chipset e dos recursos da placa, além das suas necessidades.

 

- Pesquise. Sempre.

 

- Pesquise MAIS.

 

- Não invista em recursos que você não vai usar. Por exemplo, não adianta comprar uma placa-mãe com suporte a CrossFireX se você só usa placas de vídeo nVidia Geforce, ou se você só vai usar uma placa de vídeo ATI Radeon em modo simples.

 

- O circuito de alimentação é SAGRADO, especialmente em um PC para jogos, onde você vai forçá-lo bastante. Ele fica geralmente perto do processador, entre o soquete e o painel traseiro. O ideal é que a placa-mãe use capacitores sólidos de alumínio nesse circuito (são fáceis de identificar porque eles possuem uma “capa” metálica que cobre eles por completo, ao invés daquele “embrulho” de plástico preto/roxo/marrom com uma “tampa” de metal em cima), e se possível, bobinas de ferrite (elas são pecinhas em formato de cubo, sólidas e fechadas, geralmente pretas. Bobinas de ferro – piores - são “argolinhas” com um fio de cobre enrolado nelas, ou então são “cubinhos abertos”, com uma espiral de cobre dentro).

Esses recursos são cada vez mais comuns, o que é bom. Capacitores sólidos não vazam nem estouram como os comuns, e bobinas de ferrite duram mais. Isso gera um circuito mais estável, resistente e durável, que vai garantir que sua placa-mãe dure bem mais tempo e seja mais confiável.

 

- Outra coisa importante no circuito de alimentação é a quantidade de fases. Mais fases significa que cada fase passa menos tempo funcionando, o que desgasta menos o circuito e gera mais durabilidade e estabilidade. Circuitos normais atualmente possuem no mínimo 3 fases, mas 4 fases pra cima é o ideal pra se procurar. Placas-mãe top de linha costumam ter 10 fases ou mais.

Pra contar quantas fases a placa tem, geralmente é só contar as bobinas no circuito de alimentação (pois geralmente cada fase possui uma bobina – além de outros componentes, como transistores e capacitores). Apenas tome cuidado, já que às vezes há uma bobina mais “afastada” (geralmente do lado do processador), que nem sempre faz parte de uma fase (às vezes ela pertence ao circuito das memórias). Pra ter certeza, olhe a parte de trás da placa e veja se as “trilhas” das outras bobinas se ligam diretamente com a que está afastada. Se não estiverem, ela não pertence àquele circuito, e sim ao das memórias.

 

- Fique de olho no que está atual. A placa pode parecer boa, mas se ela usa um soquete ou chipset condenado (velho ou defasado demais, ou simplesmente substituído por um que seja muito diferente), fique atento para não correr o risco de ficar com uma peça desatualizada demais.

 

Foi o que aconteceu comigo. Na época, o soquete 939 tinha substituído o 754, então processadores e placas-mãe 754 estava bem baratos, e até usando edições reduzidas de chipsets feitos pra placas melhores (a minha ECS C51G-M754 usava um chipset adaptado do que foi usado em placas AM2, o Geforce6100 + nForce 410). Acontece que logo depois saiu o AM2 para substituir o 939, e isso acelerou a transição. Resultado? Em 3 meses eu estava com uma placa-mãe defasada que não aceitaria mas nenhum processador ou memória novos, e eu teria que trocar tudo caso quisesse mudar alguma coisa. Só me mantenho com essa config por dois motivos: o primeiro é que ela ainda aceita placas de vídeo e HDs mais novos (possui um slot PCI-Express x16 e portas SATA), então dá pra me segurar. O segundo motivo é que eu simplesmente não tenho dinheiro pra comprar peças novas.

 

- Se você está procurando uma placa-mãe pra processador Intel, tenha atenção redobrada no chipset. É ele que vai determinar o desempenho e a compatibilidade com o processador (no caso dos soquetes LGA775 e anteriores), isso porque a controladora de memória fica localizada na ponte norte (que faz parte do chipset), então um chipset ruim pode estragar toda a sua config. Recomendo chipsets da própria Intel, da família G se você tiver pouca grana (G31, G33, G43...), família P se você tiver alguma graninha e estiver procurando mais recursos e desempenho (P35, P45) e X se você tem grana de sobra e quer o melhor do melhor (X48, X58). Lembrando que com o tempo, algumas séries são “rebaixadas” de “categoria” (o X38 hoje em dia está começando a ser considerado “mainstream”, como a série P, assim como o P35 está caindo pro patamar dos Gxx, mais “populares”).

 

- Ainda no território dos Intel, atenção redobrada ao FSB. Só compre placas-mãe que ofereçam suporte TOTAL ao FSB usado pelo seu processador. Fuja de placas que rodem o FSB desejado em “overclock” (ou seja, rodando acima da especificação normal) e prefira placas com aquele FSB nativo. Isso é muito comum em placas com chipsets muito antigos “reciclados” para aceitar processadores novos. Por exemplo, na P5GC-MX, que possui um chipset antigo (Intel 945GC, de FSB máximo de 800MHz), o FSB 1333 só é atingido via overclock, sendo que o 1333 é usado por boa parte dos Core 2 Duo atuais. Ela vai funcionar, mas a segurança é menor, pois a placa estará funcionando acima da especificação e não foi “feita” para usar aquele processador/FSB. Se quer uma placa-mãe com suporte a FSB 1333, peque um chipset Gxx, Pxx ou Xxx. Se quiser FSB 1600, atualmente apenas os chipsets P45 e X48 fornecem isso nativamente.

 

- No território dos AMD, a coisa é mais “sossegada”. O chipset possui pouca influência no desempenho final do processador e das memórias (já que a controladora de memória fica no processador e não no chipset), então a única preocupação é com os recursos e com a expansibilidade. Mas não relaxe muito, ou você terá surpresas desagradáveis ao tentar ligar sua placa de vídeo, por exemplo.

 

- Para configs AMD, pode ser útil investir numa placa-mãe mainstream ou low-end (elas geralmente são pequenas, formato MicroATX) com um bom vídeo onboard, que além de servir para emergências (caso por algum motivo você fique sem placa de vídeo) é útil caso você precise usar mais monitores ao mesmo tempo. Você de quebra ainda vai economizar alguma grana e não vai prejudicar o desempenho final.

 

- Atenção ao slot PCI-Express x16. Em algumas placas, especialmente aquelas low-end mais capadinhas, ou baseadas em chipsets mais antigos “revampeados”, o slot PCI-Express x16 roda em modo x8 ou x4 (ouvi casos em que ele rodava em modo x2 ou mesmo x1!!!), o que ,além de reduzir o desempenho da placa de vídeo, pode prejudicar a compatibilidade, pois nem todas as placas de vídeo PCI-Express conseguem rodar nesses slots “capados”.

Nas placas Asus isso é mais raro, mas mesmo assim não baixe a guarda.

 

- Cuidado redobrado ao comprar placas SLI/Crossfire quando você só vai usar uma placa de vídeo. Além de estar jogando grana fora (afinal você está pagando por um recurso caro que você não vai usar), algumas dessas placas possuem seus slots PCI-E x16 travados permanentemente em modo x8, o que pode prejudicar o desempenho de placas de vídeo mais high-end, se usadas em resoluções mais altas.

 

- Você usa o PC para edição profissional de som? Então largue mão de ser pão-duro e compre uma Creative Sound Blaster Live! ou uma Audigy, que custam na faixa dos 100 reais e são muito melhores que a maioria massiva dos sons onboard. A qualidade das entradas de áudio, em especial, é muito diferente (geralmente elas são bem ruins em som onboard, com sinal/ruído na faixa dos 70db, contra ~100db das SBLive e Audigy). Já que nem todo mundo tem grana pra uma placa mainstream ou high-end com um bom som onboard, ou ao menos paciência pra pesquisar se a placa tem um bom som onboard, ter uma placa dedicada decente garante uma qualidade aceitável.

Remember, My friend

 

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Em primeiro lugar, eu já gostaria de deixar clara uma coisa: Asus não é sinônimo de “qualidade” (ou de falta dela). Só porque uma placa-mãe é “Asus”, não significa que é a 8ª maravilha do mundo, cheia de recursos e com um desempenho e durabilidade de dar inveja. Como grande parte das marcas, e justamente por ser uma marca de largo alcance (ela faz produtos tanto pro mercado top de linha como para o de baixo custo), ela tem seus modelos bons e seus modelos ruins. Mas como a maioria das pessoas aqui no Brasil é bem “absolutista” quanto ao mercado de peças pra computador, elas acham que ou a marca é “toda boa” ou ela é “toda ruim”, o que é uma pena.

 

Enfim, a Asus é uma das marcas de placas-mãe mais comuns aqui no Brasil, (...)

 

Mano eu ví este texto pela primeira vez em 2009. Na época não entendi metado do que o Feral pretendia ensinar. Levei quase um ano pra aprender e hoje acho que ele além de doido é muito esperto.

Bom texto, grande lembrança, mas principalmente muitos e bons ensinamentos.

Grato, desta vez vou copiar e guardar.

Assinatura-Goldens-novas-asas_zps7f1ca424.png

"Rerum cognoscere causas."

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