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Como 'Gangnam Style' levou o K-pop ao mundo, mas assombra o músico Psy
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Sucesso viral sobre bairro de Seul completa uma década sem que seu autor tenha conseguido emplacar outro hit mundial Jin Ju Young Victoria Kim Seul | The New York Times Com seu alinhado terno e um penteado protegido por gel de cabelo suficiente para refletir as luzes do teto, o executivo musical de 45 anos parece impecável, mas ele confessa um segredo, enquanto massageia as têmporas —está de ressaca. O cantor Psy faz apresentação no programa Today, da NBC, em Nova York, em 2012 - Brendan McDermid/Reuters No entanto, depois das 14h de uma quinta-feira, em Seul, cuidar da dor de cabeça não é sua maior preocupação. Algumas das melhores ideias que já teve para compor canções chegaram em meio ao mal-estar que resulta de uma noite de bebedeira, ele diz. O homem que está enfrentando esse sofrimento todo pelo bem da criatividade é Psy, no passado uma sensação na internet mundial por conta de um vídeo musical que se tornou sucesso viral em 2012, a grudenta canção "Gangnam Style", que se tornou o primeiro vídeo assistido mais de um bilhão de vezes no YouTube, e levou o mundo inteiro a galopar com ele. Famosos dançam 'Gangnam Style' A canção, bizarra mas irresistivelmente grudenta, e o vídeo que a acompanhava —que mostrava Psy fazendo a dança do cavalo, a assinatura visual da música, em diversos lugares do sofisticado bairro de Gangnam, em Seul— abriu as portas para o sucesso mundial que até ali tinha escapado às bandas pop sul-coreanas, ao K-pop. O vídeo, que foi visto mais de 4,6 bilhões de vezes até hoje, atingiu uma onipresença cultural tão grande que, em 2012, Barack Obama teve de responder a uma pergunta sobre ele no dia da eleição presidencial dos Estados Unidos. Astronautas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, a Nasa, gravaram uma paródia, e um site de propaganda do Estado norte-coreano evocou o passo de dança que o vídeo popularizou para zombar de um político da Coreia do Sul. Mas depois de toda a fama viral, diz Psy, a canção o assombrou por diversos anos. Mesmo depois de ele ter sido lançado do dia para a noite a uma vida hollywoodiana, fugindo de paparazzi em Nova York, assinando com o agente de Justin Bieber e gravando com Snoop Dogg, em seu âmago ele não conseguia escapar da pressão por um novo sucesso. "Vamos fazer só mais um", ele conta que dizia para si mesmo o tempo todo. Psy se mudou para Los Angeles, em um esforço para criar uma carreira internacional séria a um oceano de distância de sua Coreia do Sul natal, onde ele era ao mesmo tempo presença constante nas paradas de sucessos musicais e contraponto cômico em programas tolos de variedades na televisão. Mas nenhuma de suas tentativas chegou nem perto de reproduzir a fórmula que transformou "Gangnam Style" em sucesso mundial. Psy não estava sozinho em sua tentativa de descobrir como reproduzir o fenômeno. Na Coreia do Sul, não só a indústria fonográfica mas também funcionários do governo e economistas estudavam exatamente o que, na música, letra, vídeo, coreografia ou cantor, tinha transformado "Gangnam Style" em sucesso onipresente. E na década transcorrida desde que a canção e o vídeo puseram a música pop da Coreia do Sul no mapa para muita gente, o K-pop se tornou uma avalanche cultural, expandindo-se dos mercados do leste e sudeste da Ásia para chegar a todos os cantos do planeta. BTS Artistas como BTS e Blackpink comandam legiões de fãs dedicados que chegam às dezenas de milhões de integrantes, e as bandas sul-coreanas exercem um impacto econômico que rivaliza com o Produto Interno Bruto, o PIB, de um pequeno país. O fervor se estendeu para além da música, chegando à política, educação e até mesmo à Broadway. Há quem diga que Psy merece boa parte do crédito por isso. "Psy levou o K-pop a um patamar diferente, e o fez sozinho", diz Kim Young-dae, crítico musical que escreve frequentemente sobre a indústria musical coreana. A canção foi uma "virada de jogo" na cena e abriu caminho para a onda de interesse e sucesso comercial de que as estrelas sul-coreanas que vieram depois de Psy desfrutaram, diz o crítico. Conheça o grupo de k-pop Blackpink Agora, dez anos depois de seu momento miraculoso, Psy, cujo verdadeiro nome é Park Jae-sang, está de volta à Coreia do Sul, onde criou um selo musical e agência de talentos, e está tentando reencontrar sua magia com a próxima geração de talentos do K-pop, ditando tendências ao setor. Apesar de ter falado e refletido muito sobre "Gangnam Style" em todos esses anos, ele continua tão perplexo quanto qualquer outro observador diante do sucesso da canção. "As canções são escritas pela mesma pessoa, os passos de dança são desenvolvidos pela mesma pessoa e são executados pela mesma pessoa. Tudo é o mesmo, mas o que havia de tão especial naquela canção?", questiona Psy. "Eu ainda não sei, até hoje." Em termos mundiais, Psy e seu "Gangnam Style" são o maior exemplo de "one hit wonder". Mas na Coreia do Sul, ele já era conhecido como rapper e músico uma década antes do sucesso da canção, e tinha criado um caminho que diferia dos de muitos de seus colegas cantores, por não ser impulsionado pela aparência e por não evitar controvérsias. Shows de k-pop no Brasil Ele nunca teve a musculatura cinzelada que a indústria da música pop sul-coreana procura e, desde o lançamento de seu primeiro álbum, em 2001, se tornou notório por suas letras rudes, chulas e às vezes irreverentes. Uma das primeiras faixas de seu disco de estreia, "Psy from the Psycho World!", tinha o título "I Love Sex" e teve sua venda proibida a menores de idade, por conta da pressão do Movimento de Ética Cristã da Coreia do Sul. Apesar —ou talvez por causa— de seus modos iconoclastas e de sua intransigência, Psy, que saiu da universidade sem concluir o curso, liderou por diversas vezes as paradas de sucessos da Coreia do Sul, nas duas últimas décadas, com álbuns muito vendidos e shows sempre lotados. "É meio irônico que ele tenha se tornado um ícone —passou de um cara que às vezes era vítima da censura a um cantor amplamente celebrado", diz Bernie Cho, presidente da DFSB Kollective, uma agência de serviços criativos sediada em Seul que oferece soluções de marketing e distribuição para artistas musicais e suas gravadoras. "Ele abriu caminho com irreverência, do posto de bad boy do K-pop para o de garoto dourado do K-pop." Apesar de ser apenas uma canção pop, "Gangnam Style" também desencadeou uma avalanche de profundas reflexões e análises sobre os diversos aspectos da Coreia do Sul e de Seul que a letra supostamente satirizava —a hipocrisia dos novos-ricos, a superficialidade de seus padrões sociais e a desigualdade exemplificada pelo opulento bairro de Gangnam. Psy tira a camisa em Seul Psy insiste que a canção nunca teve a intenção de produzir qualquer comentário social profundo —ele estava apenas procurando dar às pessoas alguns minutos de diversão insensata e de fuga da realidade. Se ele estava satirizando alguma coisa, diz o compositor, era ele mesmo, porque não se enquadra esteticamente ao perfil elegante do morador de Gangnam. "A canção é engraçada porque um cara que claramente não tem estilo Gangnam passa o tempo todo dizendo que tem", ele disse. Gangnam é uma área que passou por desenvolvimento imobiliário a partir da década de 1970, para expandir Seul ao sul do rio Han. O bairro se tornou um endereço cobiçado, e nele se concentram muitos dos ricos da capital e as melhores escolas, uma disparidade educacional capaz de assegurar que as desigualdades simbolizadas pelo bairro continuem até a próxima geração. Psy, criado na área de Gangnam, em uma família que administra uma empresa de semicondutores, agora vive ao norte do rio com sua mulher e as filhas gêmeas do casal, e diz que não pensa demais no velho bairro. Quanto à busca da fama global, que no passado quase o enlouqueceu, ele diz que fez as pazes com sua ausência. "Se outra boa canção aparecer, e aquilo tudo acontecer novamente, ótimo. Se não, que assim seja", afirma. "Por enquanto, continuarei fazendo o que faço, no lugar a que pertenço." Tradução de Paulo Migliacci -
Conheça o agronejo, gênero que mistura funk e pop para criar o caipira ostentação
CyberLady postou um tópico no fórum em Notícias do Mundo
Lucas Brêda - Folha Músicas de Ana Castela, Luan Pereira e Us Agroboys falam do estilo de vida rural ao som de batidas eletrônicas e berrante Imagem do clipe do hit 'Pipoco', com Ana Castela, MC Melody e DJ Chris no Beat Reprodução "Bota o chapéu na cabeça, botou bota, bota em mim. Quicando no fazendeiro, galopando gostosinho", canta Ana Castela, de 18 anos, no refrão de "Juliet e Chapelão", antes dos versos de Luan Pereira, também de 18 anos —"ela se amarra e monta no peão sem sela". A faixa, com produção do DJ Chris no Beat, traz batidas eletrônicas como uma música pop, mas fala sobre o estilo de vida caipira, com versos construídos como uma letra de funk. A cantora Ana Castela, de 18 anos - Instagram/anacastelacantora A mistura marca um novo estilo dentro da música sertaneja, chamado de sertanejo agro ou agronejo, que há uns seis meses vem crescendo no streaming e nas redes sociais. A ideia é absorver uma estética mais urbana e ao mesmo tempo tornar os temas ainda mais relacionados à cultura da roça —ou, como cantam Gino & Geno, da "galera do chapéu". Nos versos de "Pipoco", "nós junta juliet [óculos esportivos espelhados que são ícones do funk] e chapelão". Para Chris no Beat, esse movimento começou com "Os Menino da Pecuária", música de Leo & Raphael, de abril de 2021, que traz uma linguagem de ostentação, própria do funk, para exaltar a agropecuária —"calculo o valor que tá o gado, quantas Ferrari tem aqui nesse pasto". A faixa se desenrola com uma batida de EDM —electronic dance music— e sons de berrante. Mc Melody, Ana Castela e Chris no Beat Instagram/anacastelacantora "Essa música quebrou muitas barreiras", diz o DJ. "Na sequência, a gente veio com essa modernidade. O antigo agro é visto de outra forma. Esse novo agro, que mistura música eletrônica, funk, letras mais ousadas, chapéu —esse é o nosso agro. E vem dando certo." Desde "Os Menino da Pecuária", o sertanejo agro vem emplacando hits com diferentes artistas, mas a bolha parece ter sido furada mesmo com "Pipoco", faixa de Ana Castela e Chris no Beat com participação da MC Melody. A música está há quase um mês no topo da lista de músicas mais ouvidas do Brasil no Spotify. Nascida em Sete Quedas, em Mato Grosso do Sul, Castela cresceu fã de Marília Mendonça, mas tem uma pegada diferente do chamado "feminejo". "Sou muito eclética", ela diz. "Não sou sertanejo, não canto sertanejo. Quem canta sertanejo é Maiara e Maraisa, Marília Mendonça. Eu canto agro —agro com pop, agro com funk. Meu estilo na roupa é sertanejo, mas o que sai da minha voz é diferente. Sou do agro e gosto de Luísa Sonza, de Anitta. Por que não juntar?" Retrato de Luan Pereira, um dos principais nomes do agronejo Mauricio Antônio/Divulgação Conhecida como a Boiadeira, nome de seu primeiro single, Castela até tem músicas sobre relacionamentos, mas a sofrência fica de lado em meio a letras sobre a cultura e a moda de quem vive no interior. "O cabelo Chanel deu lugar ao chapéu, tá cheia de terra a unha de gel", ela canta em "Boiadeira". "Ela que era cheia de ‘não me toque’ agora tá tocando o gado." "Eu tinha cabelo Chanel, cortadinho, que nem fala na letra", diz a cantora. "Quando a música chegou, eu estava na fazenda ajudando meu pai. Não morei na fazenda, mas ela sempre esteve no meu sangue. Não é um personagem, é meu [estilo] total." Castela diz que "está aqui para enaltecer o agro" —ou seja, "usar uma bota, chapéu ou cinto", falar de quem "mexe com gado, anda a cavalo, gosta do estilo". Mas seu universo é mais amplo. Em "Neon", ela canta versos como "não é porque gosto de bota que não posso andar de salto" e "mulher bruta pode rebolar e ser bagaceira". "O povo é muito ‘ah, ela é de fazenda, mas tá usando short e sandália’", diz. "Não é assim. Posso ser da fazenda, usar minha bota no dia a dia, mas quero usar um salto de noite, um tênis, uma roupa diferente. Não é porque sou bruta, menina da pecuária, que não posso sair por aí e rebolar minha bunda em baile funk, entendeu?" Esse choque da cultura rural com a urbana é retratado em "Nóis É da Roça Bebê", em que Castela canta sobre uma mulher que é "tipo peão" e encontra "um playboy de carro rebaixado, estilo vida louca, querendo passar mel na minha boca". "O playboyzinho que a gente fala é um menininho que não entende nada sobre cavalo, boi, e quer conquistar a gente, e aí finge que sabe. Mas isso nunca aconteceu comigo porque eu gosto dos playboyzinhos mesmo." Segundo Luan Pereira, que também segue o estilo agronejo, essa imagem do playboy —mais uma pessoa da cidade grande do que um mauricinho clássico— é "uma figura que se criou". "A gente não desmerece. Rola umas trends na internet dizendo ‘o playboy não faz o que o caubói faz’. Aí a gente pega e faz música com isso. E os próprios playboys cantam." Com um vozeirão grave e enrouquecido, Pereira, que nasceu em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, mas cresceu em Rosana, no interior do estado, ascendeu à fama com vídeos nas redes sociais, assim como Castela —mas, diferente dela, não só cantando. "Tem vídeo de cantada, de frase, de reação e eu cantando também. É a minha essência. Gosto de ser engraçado, de ficar fazendo graça perto dos outros", diz. O sucesso online dos jovens Pereira e Castela reflete uma entrada maior do sertanejo nas redes sociais. E ele vem acompanhado das mudanças estéticas na música, que são também calcadas no sucesso dos remixes em funk de músicas sertanejas —segmento no qual se destaca o DJ Lucas Beat. Para Pereira, foi Chris no Beat quem estruturou a sonoridade diferente. "A ideia dele era um projeto para sair da casinha, uma batida de funk com papo caipira. E foi ‘Pira nos Caipira’. A gente fez por fazer e soltamos. Resumindo, bombou no TikTok. Aí começou a mistura com o funk que fez tomar proporção. A galera gosta do diferente, por isso que impactou." Esse sucesso também marca mudanças na maneira de se compor. "É um processo americanizado. Você faz a batida e chama o pessoal para escrever", diz Chris no Beat. "É muito interessante porque acho que [‘Pipoco’] foi a primeira música, para nós, que foi feita dessa forma. Geralmente, pego o violão e vou compor, para depois adaptar em outra coisa." "Pipoco" tem uma introdução de berrante e um arranjo de banjo, mas se desenvolve como uma música descaradamente pop. "É um funk, uma música eletrônica", diz Chris, raro DJ de música sertaneja. "E no papo, a gente fala o que a gente usa aqui. Tipo, ‘debaixo do chapéu você não vai mais sair’. Para nós é uma novidade, igual está sendo para o Brasil inteiro." Quem também segue essa linha são Us Agroboy, dupla que se conheceu em Fronteira, no interior de Minas Gerais, e criou o que chamam de "hip-roça". Tanto Jota Lennon, que foi locutor de rodeio com quatro anos de idade, quanto Gabriel Vittor, tinham uma carreira usual no sertanejo antes de montar o grupo. "Minha vivência é todo fim de semana um rodeio diferente, e o Gabriel vem da viola caipira, da real essência sertaneja, de família da roça", diz Lennon. "O Brasil é feito de misturas. Dupla sertaneja com um cara cantando a primeira e o outro a segunda voz é o que mais rola. A a gente quer furar essa bolha. ‘Hip-roça’ é a voz do interior, uma galera que talvez não foi ouvida com uma música com batida mais agressiva, falando que ‘aqui é da roça’." A dupla é responsável pelo "Fazendinha Sessions", espécie de "Poesia Acústica" —série de vídeos musicais que reúnem rappers e funkeiros em formato acústico, sucesso no Brasil— do agronejo. "A ideia foi reunir essa nova geração", diz Lennon. "Não sei se vai virar um subgênero do sertanejo, mas queremos colocar gente de outros gêneros também —do rap, do funk, fazer a conexão." Com estilo mais escrachado, Us Agroboy usam batidas eletrônicas e Auto-Tune, elementos usados no trap, no rap e no funk. Entre suas músicas estão "Senta na Fivela" —em que fazem o "passinho do agroboy"— e "O Agro Nunca Para" —em que dizem "pego a minha caminhonete e o dinheiro da soja e vai tudo pros graves". Assim como outros artistas do agronejo, eles também se apropriam do discurso de ostentação —mas de maneiras diferentes. Se o funk e o rap ostentam correntes de ouro, roupas e carros de marca, o sertanejo agro exalta bota, chapéu, copo térmico Stanley e caminhonete Hilux, entre outras coisas. "O estilo de ostentação já vem do hip-hop", diz Vittor. "Se a galera do hip-hop costuma ostentar tal coisa, a gente que é da roça também tem o direito." Lennon diz que essa ostentação está mais para algo inalcançável. "Talvez seja o sonho de um produtor rural, assim como a gente também tem nosso sonho de ter caminhonetes, fazendas, colheitadeiras." Esse tipo de composição recentemente levou a críticas de Jads, dupla com Jadson, expoente de um sertanejo mais rústico e ligado ao campo. Ao podcast do jornalista André Piunti, Jads disse que o gênero "não é o agro, bruto". "Eles estão misturando com umas batidas" afirmou, e também que "Tião Carreiro está se revirando no túmulo". "A gente fala de um romantismo, é diferente. Não tem música dizendo que comprei uma Hilux", acrescentou. "É um agro ostentação, não é aquele que fala da roça." "Sou fã das músicas dos caras, mas sou mais velho, tenho 31 anos", diz Chris no Beat. "Meus fãs têm 20, 18, 13 anos. Acho que eles não escutam Jads e Jadson." Para Gabriel Vittor, o comentário foi "bastante hipócrita". "O cara é da cultura da viola caipira, mas sempre gravou com nomes do sertanejo universitário. Pega ‘Eucaliptos’, do Jads e Jadson. É ostentação pura —de eucalipto, grana, dinheiro. Então acho que não é bem por aí." Mas independentemente da rusga, há nesse novo estilo —também seguido pela dupla Adson & Alana, autointitulados "os embaixadores do agro", entre outros— uma defesa generalizada e ferrenha da agropecuária. Antes mesmo do sucesso de "Os Menino da Pecuária", Leo & Raphael já haviam lançado, em 2019, a música "Agro é Top" —cujo clipe é uma espécie propaganda do agronegócio, destacando a produção de soja e carne bovina no Brasil. Trata-se de uma pauta atrelada à chamada bancada do boi e que apoia o presidente Jair Bolsonaro, do Partido Liberal. Mas os artistas ouvidos pela reportagem negam uma ligação direta entre a política e a cultura que eles exaltam. "Fiz 18 anos, não me alinho com política", diz Luan Pereira. "Tenho meus pontos, meus lados, mas não exponho. A galera tira foto e abraça gente da política, mas não me misturo. Meu público tem dois lados." Gabriel Vittor diz que "o intuito é defender a galera da roça". "É o Bolsonaro que está apoiando agora? Beleza. Mas se vier outro presidente que vai apoiar, que seja bom para quem é produtor rural, beleza. Nosso esquema é cantar e representar essa galera." Para Chris no Beat, esse alinhamento entre o agronegócio e a direita é "o que a gente vê na mídia". "Não vejo assim na minha vivência. Sou DJ, não convivo com esse pessoal", ele diz. "Nosso estilo vem crescendo porque estamos batalhando. Não temos apoio. Meus amigos aqui, na maioria, não têm um lado. E a gente foi muito abandonado na pandemia, né? Então é difícil falar sobre isso. É normal o pessoal achar que porque a gente usa chapéu a gente vota no Bolsonaro, mas nem sempre é assim. É muito diferente a nossa realidade aqui." Hoje, tanto Castela quanto Luan Pereira, Chris no Beat e Us Agroboy moram em Londrina, onde estão as gravadoras que apostam no agronejo, como a Agroplay. E celebram que a bota e o chapéu estão na moda. "Você vai na rua, tem gente de chapéu —no mercado, na farmácia, numa festa eletrônica", diz Luan Pereira. "Você vê que as pessoas não têm mais vergonha de sair na rua desse jeito. Sou muito grato por isso." -
Galera, minha mina está desesperada atrás dessa música que toca no stories da Kylie Jenner. Confio em vocês.
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Eae, quero saber o que voces andam ouvindo no momento, e sera que e a mesma coisa que ouviam a 10 anos atras? Poste uma musica das quais voce mais escuta hoje em dia, a minha vou deixar aqui: ??
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Observe a letra abaixo, e poste seu entendimento sobre o que Renato Russo quis passar para a humanidade.
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:(:rolleyes::speechless::cry::cool::p:):eek::D:cry:
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Ma Baker é uma música do grupo musical alemão de disco, Boney M. Apesar de ser um grupo alemão, de alemão só havia o produtor músical do grupo, pois os integrantes fixos (vocalistas e dançarinos) do grupo eram mesmo de origem indio-ocidental (Índias Ocidentais). Ela começa com uma fala bem explícita, ordenando que levantemos as mãos e passemos todo nosso dinheiro. Obviamente, para uma fala clássica em seguida vem uma batida clássica, uma batida no contra-baixo que já nos remete ao ar de suspense, perigo e crimes. Mas ai, quando parece que a música será levada completamente levada para esse ambiente, ela muda. Com a mudança do ritmo, entra o sample com a batida do disco, e é nesse momento que torna-se impossível não se sentir contagiado pela música. Pela letra, tudo nos indica trata-se de apenas mas uma estória sobre uma criminosa, certo? ERRADO, essa letra nos retrata uma história quase inteira real: Kate "Ma" Barker, foi a personagem dessa trama estadunidense que tornou-se lenda assim como grandes ícones da época, como Bonnie & Clyde e John Dillinger. Kate se casou em 1884, casamento este que gerou 4 filhos, e no último, foi onde ela e seus filhos foram abandonados. Com a grande dificuldade de cuidar dos filhos, logo foram se tornando delinquentes, enquanto Kate vivia tirando eles das encrencas na delegacia e oferecia abrigo à eles. Os anos passaram e os filhos Barker formaram uma quadrilha, onde ficaram famosos por diversos roubos e sequestros. Isso chamou a atenção do FBI. E com isso, em 1935 que eles estavam atrás de Fred Barker (um dos membros da quadrilha), cercaram a cabana onde ele se escondia juntamente à Kate, e rolou um tiroteio. Fred e Kate acabaram morrendo, mesmo que apesar de tudo, Kate não tinha nenhum envolvimento comprovado nos atos criminosos. Apesar de tudo isso, rolou um mito de que Kate era a cabeça de toda a quadrilha e orquestrava os assaltos por de baixo dos panos. Mas, tudo isso não passa de especulações, especulações essas que poderiam ter sido criadas pelo próprio FBI para tentar amenizar uma morte "errônea" que ocorreu no tiroteio na época. Esse é um ótimo exemplo de como a música pode não ser só notas e melodias, mas também história e cultura. Notas: Melodia: 10/10 - Sou um amante natural do disco e essa música é sensacional. Letra: 9/10 - A história foi bem explorada, mesmo que não totalmente verídica, então vale a nota. Harmonia: 10/10 - O vocal encaixa muito bem com o grupo, todos os membros são muito preparados para envolver-nos no ambiente que criam. Encaixa harmonicamente perfeito na melodia. Isso é tudo, obrigado!
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It's a Mistake é uma música da banda australiana Men at Work lançada em 1983. É uma música estupidamente viciante que começa com uma pequena batida de reggae no teclado composta apenas de dois acordes, mas isso é tudo que a banda precisa. Em seguida entra um baixo harmonicamente encaixado e uma bateria que chega com o ar de uma leve batida para lhe dar aquela sensação de flashback ou até de longas "viagens" pela sua própria mente. No vocal, ao que tudo indica, ouvimos críticas às guerras quando, na estória, podemos ver que o clipe condiz muito bem com as falas e nossa imaginação: um grupo de soldados questionando a liderança na guerra, e no fim pensando que tudo isso é um erro. Uma clara objeção e protesto contra o armamento nuclear e a posição da OTAN e dos países comunistas na época, quando no fim do clipe observamos os generais(?) acionando um botão para o lançamento do que parecem ser mísseis que muito provavelmente estão prestes a matar não só os inimigos, mas os aliados também (seria uma bomba atômica? já que eles tamparam os ouvidos para não ouvirem a explosão[ões]). Mas indo mais além, é uma música que nos faz pensar que as vezes estamos tão convictos que estamos certo e tentamos tanto, mas no fim pode ser que tudo em que acreditamos seja um grande erro e que muitas vezes só percebemos isso depois de ter agido tanto erroneamente. Isso é um erro, pois não há volta para os atos e as palavras. Notas Melodia: 9/10 - Sinto que o solo deixou um pouquinho a desejar. Letra: 7/10 - A estória poderia ter sido melhor explorada. Harmonia: 10/10 - Alguns momentos a mistura do reggae com o vocal e a bateria me faz até imaginar os soldadinhos marchando. Isso é tudo, estarei aparecendo por aqui para fazer minha avaliação de algumas músicas que gosto, vocês podem expor seus pontos de vista ou debaterem, mas com amor <3. Obrigado!
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Aquela geração que respeita... Chega arrepiar de tanta lembranças.. kkk
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Galera, queria fazer uma playlist para uma viagem com músicas nesse estilo: Poderiam recomendar umas?
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Só curte vai... :speechless:
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Simplesmente maravilhoso.
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Beat lendário
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